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terça-feira, 27 de outubro de 2009

REFLEXOS





Barco Rabelo reflectido nas águas espelhadas do Douro
Foto de Osvaldo Ribeiro


1

BARCO RABELO

Meu barco
Meu berço
Meu sonho
Meu norte
Meu rumo
Meu ser
Minha alcova e rota
Mapa de brincar
Devaneio e meta
Atracção e fuga
Encanto e fúria
Pesar e miragem
Meu sol e luar
Espelho
Imagem
Do mundo por vir
Do mundo a achar

Meu barco rabelo
No teu balançar
Deixa-me dormir
Deixa-me sonhar
Quero reflectir
Quero recordar
e reencontrar
em ti a criança
embalada
no teu balançar
para ser levada
Quando já crescida
No bojo da esperança
Para o mar da vida



Imitação de um painel


Ideia e foto de Osvaldo Ribeiro

2

Movimento reflexo

Eis que dou por mim - reflectido no espelho estilhaçado do íntimo do ser - a reflectir sobre a capacidade de amar do poeta que tudo abarca, que a todos acolhe no seu infinito e insaciável amplexo amoroso. O poeta ama, ama sempre, como proclamou Florbela Espanca, perdidamente, este, aquele e o outro, toda a gente…
Sina de poeta!
Mas…Será possível? É aqui, perante esta pertinente questão, que se fixa a minha reflexão.
Que pensar?
Apenas isto: Que
O poeta é um sonhador.
Sonha tão completamente,
Que chega a sentir amor
Amor para toda a gente.

Plagiando ainda mais de perto o poeta dos poetas, Fernando Pessoa, o criador de sonhos por excelência, poderá dizer-se que

“O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir” amor
Amor que “deveras sente”.

O poeta quando ama – o poeta ama sempre – ama em cada ser o ideal que o povoa. O poeta voa, voa, sempre em busca do seu Graal, do seu ideal. Onde poisa o olhar, aí erege um pedestal para nele implantar a coisa ou pessoa amada, aquela que, naquele momento, encarna o seu ideal.
O poeta quer a todos por igual, ama a todos com igual intensidade e ardor.
O poeta vê em tudo e em todos o seu ideal.
O poeta nunca esquece quem amou. O poeta nunca olvida o seu ideal.
O poeta é capaz de amar, ao mesmo tempo e com igual intensidade, este, aquele, todos, toda a gente, a pessoa em que o poeta vislumbra o seu ideal. Se é bela ou feia a pessoa amada, isso é de somenos. Aos olhos do poeta será sempre, sempre bela, pois que o seu rosto será sempre o rosto simaginado, o rosto do seu ideal.
O ideal do poeta é incomensurável. Nenhuma mulher, ou homem, coisa ou pessoa, o preenche. Daí a propensão (ou necessidade?) do poeta para amar, simultaneamente, com a mesma exaltação, inquietude e intensidade, tudo e todos.
O poeta é o amante ideal, o amante ardente e volúvel, o amante pouco recomendável, o amante de amores arrebatados, de amores eternos, enquanto duram.

André Moa

27 Comentários:

  • Às 28 de outubro de 2009 às 00:10 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    Estes magníficos reflexos que tornam a vista duplamente bela e que oferecem ao poeta o brilho da palavra.

    Beijinhos

    Verdinha

     
  • Às 28 de outubro de 2009 às 07:28 , Blogger Bichodeconta disse...

    Moa amigo, poeta por excelencia,doce e terno te seja este dia que ainda está em embrião e amanhece calmo como pronuncio de que o Inverno anda a brincar de esconde esconde connosco.
    Abro a janela da "gaveta" (como chamo á minha casa)e vislumbro na encosta da Serra que tenho em frente, e onde se ergue um monumento á defesa das linas de Torres, dizia eu que o firmamento tem a cor meio rosada, irá em rápida metamorfose, passar ao laranja com um sol que mais faz lembrar um dia de primavera.Mais ao lado O Tejo canta baichinho, enquanto as ondas se agitam ao passas dos batelões que transportam as mais diversas mercadorias rio acima.Pontos minusculos fazem-me adivinhar as traineiras já na faina piscatória que não tem hora para acontecer. As marés são o seu guia, o relógio que determina a que horas deitar as redes , a que horas fazer a recolha.São gente boa e obreira que no Tejo, ou adentrando-se pelo mar, se as condicções climatéricas assim o permitirem ,buscam com esforço e coragem o pão do dia a dia.
    Começar o dia assim, e lendo as tuas palavras num misto de prosa e poesia, palavras arrancadas das entranhas que me deixam sensibilizada e com vontade de voltar aqui em cada maré do meu dia.Linda a foto,o fotógrafo captou a alma do Douro e do seu barco Rabelo que como em ciclos volta a ser vedeta.Somos, como povo tão descuidados com as nossas tradições, com o que temos de bom.E há tanto em nós para recordar e perservar.A nossa gastronomia, os nossos cantares, os trajes que em cada época fizeram história. Bem haja André Moa por me permitir chegar até aqui nesta partilha que me enriquece. Posso deixar Abreijaços? Então aqui fica uma dose reforçada para ti Moa e para a Teresa ,a outra parte de ti.Felizes sejam todos os vossos dias. Ell

     
  • Às 28 de outubro de 2009 às 21:13 , Blogger Bichodeconta disse...

    Meu amigo isto hoje por aqui está muito calmo. Ouviram falar de fazer tapetes ao serão e evaporaram-se. Eu passo para desejar tudo de bom, agradecer a amizade , na esoerança de que o amanhã seja melhor.Abreijos do bichodeconta.

     
  • Às 28 de outubro de 2009 às 21:32 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    Este comentário foi removido pelo autor.

     
  • Às 28 de outubro de 2009 às 21:33 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    Caro amigo Moa,

    Está tudo calmo em todo o lado, não é só aqui !
    De vez em quando sabe bem um pouco de tranquilidade, principalmente se nos deixamos a nossa imaginação passear e entramos neste lindo barco Rabelo, deixando-no deslizar sobre as águas...

    Bisous pour Toi de Moi

    Verdinha


    P.S. Gostei de ver que as minhas explicações foram suficientes. Há mais quando quiseres.

     
  • Às 28 de outubro de 2009 às 22:07 , Blogger Conceicao disse...

    "O poeta é um fingidor".
    Ama a vida, luta por ela
    aprecia-a como um lutador
    no meio das agruras da vida
    ele é um vencedor!

     
  • Às 28 de outubro de 2009 às 22:40 , Blogger Laura disse...

    Este comentário foi removido pelo autor.

     
  • Às 28 de outubro de 2009 às 23:01 , Blogger Laura disse...

    Laura disse...

    Ora nem mais, disseste tudo...então aqui descrevo o que escreves...

    O poeta é o amante ideal, o amante ardente e volúvel, o amante pouco recomendável, o amante de amores arrebatados, de amores eternos, enquanto duram.

    Faço minhas as tuas palavras, mas, já reparaste que há Poetas e Poetas? Há poetas alarves, malucos, doidos, ignorantes, mas nós, nós somos como manda o figurino...inteligentes,(não, não ouso subir ao pedestal a teu lado, eu fico ali embaixo, pequenininha ainda na poesia e nas escritas, o senhor Doutor bem pode manter-se lá no pódio mais alto, merece-o... educados, com a resposta para tudo e todos, na ponta da lingua, mas, diz-me lá ó amigo, ó irmão, ó amado Moa, porque sofremos tanto? porque a nossa alma anda sempre no remanso da dor?

    No remanso da dor, interrogo-me
    O que foi que aconteceu
    Para que a dor more em mim
    Há mais tempo do que eu !...

    O que foi que fiz
    Que precisou de tanta dor
    Para repor na alma as dores
    As dores da minha dor !...

    Ah, poetas sofridos, poetas cansados
    Que viveis entre dois mundos
    A fazer de conta que sois amados !...

    Poetas sofridos, poetas cansados
    Trazendo escrito destinos traçados
    Vivendo no mundo tão mal amados !...

    Ora aí está, a menina surda desde os seis anos, a menina cuja professora não a deixou fazer o exame da 4ª classe, justamente por ser surda, bem, prometi que iria esfregar-lhe nas ventas, o meu saber, o meu querer e o meu aprender...adoraria encontrá-la e falar-lhe, perguntar-lhe o que fez de mal uma nina com 9 anos para sofrer semelhante humilhação!...e ser tratada como repetente...
    Mas, estou aqui, caro colega, Escritor, Poeta... só não avancei numa carreira porque fui impedida, mas, cá por dentro sou formada na Universidade da vida, a que melhor ensina!...
    Nem vou alargar-me, apenas continuo a dizer que te adoro e o tempo será sempre curto para o muito que quero falar contigo, pena que não possamos falar ao telefone, paciência, não se pode ter tudo...
    Abreijos cá desta banda do Norte... é tarde, vou dormir, apesar de tudo, durmo sempre ou quase sempre, bem...
    Já andei a ver se preciso de borracha no texto, acho que está nos conformes, pontos e virgulas é mais dificl, mas, a isso não há nada a fazer...beijinhos da Laura

    Bom, entrei por ali naquele blogue, Momentos de Luar, e, olha, fui apresentar-me, porque já tinhas falado nela, aliás, tinham, a verdinha também a conhece, e, entrei, ora pois, gostei. Beijinhos e tem um dia bom, eu vou ver se consigo ir ao Porto à Soledadinha...e depois conto como decorreu..Abraços daqueles desganar, e desejos de um dia feliz, porque eu até para os ter, luto desalmadamente, para que consiga nos olhos dos meus amigos,ver, os meus olhos a brilhar!


    Ah, olha aquele lindo par de Tabuaço,Moa e Laura, aquele olhar sobre o xisto, o azulejo, o Douro, o Mundo...porque o mundo esteve dentro de nós, naqueles dias tão profundos...
    Amados Osvaldo e Aninhas, ah, maior alegria não poderiam dar à vossa Nina, La nina, a laura agradecida pelo pensamento de que levando-me convosco, me sentiria feliz e longe da tristeza que por vezes me avassala...Amei conhecer o Moa, o Homem Poeta, o Homem dos escritos de ternura, de riso, amor, ah, obrigada pois, pelos amigos todos que juntastes no vosso lar, aquele lar amigo onde reina a alegria, a paz e o amor! e eu convosco partilhei sofregamente.
    A Verdinha, Leo, ainda não os conhecia, mas, era comos e fizessem parte de mim desde sempre... O Kim Luisa e Luis, já estiveram no meu lar, para grande alegria minha e amo-os pois, também...O António já me tinham falado dele sendo amigo da minha amiga. A familia da Ana, valha-nos Deus, tudo gente linda, gente querida, amei o mano dela, o mais velho,a quele moço Historiador que nos acompanhou até às colunas......

    Obrigada Moa pela nossa foto linda...

     
  • Às 28 de outubro de 2009 às 23:01 , Blogger Laura disse...

    Ah, a Soledade que tem o marido no Hospital no Porto, fui lá passar a tarde com ela, contei do passeio a Tabuaço, manda abraços abreijos e beijos para ti..aqui ficam..laura

     
  • Às 29 de outubro de 2009 às 20:51 , Blogger Bichodeconta disse...

    Ao anoitecer passo como prometido..
    Dia de cão !Pra omde caminhamos nós?Amigo Moa Dá-me a tua mão, Laura e todos os amigos venham num abraço, não me deixem ficar só. Tenho medo.Deixo um beijo e um forte abraço, se um diaeu não voltar mais, Procure-me na fonte de Tabuaço..Tragam o Osvaldo e a Ana, O André Moa e a Teresa, vem também Laurinha com ou sem amor, tras a verdinha com cuidado para que não mude de cor.E traz mais cinco, e todos quantos connosco quizeremcaminhar neste blog feito amor..Desejo um doce adormecer.Abreijos.

     
  • Às 29 de outubro de 2009 às 22:00 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    Estou cá para dar a mão !
    Vou tentar não mudar de cor... espero não murchar tão cedo como as folhas no Outono.

    Beijinhos

    Verdinha

     
  • Às 29 de outubro de 2009 às 22:42 , Blogger Laura disse...

    Uma sala iluminada pelas luzes fortes...

    Laurinha chegando de tela e cestinho de lãs, bem lãzudinhas, agulhas, cadeirinha pequenina daquelas da feira, como a minha avó tinha em casa dela para eu me sentar, eu a netinha preferida entre tantos netos...olhando ao redor e... Ó da casa? Ó DA CASAAAAAAAAAAAAAA Bom, às tanta são todos tão moucos como a mim, saindo para o jardim, quem sabe, andam por lá. Nem se enganou, o bom do Moa abanava o capacete enquanto a bicho de conta rastejava a querer comer as folhas do vestido da verdinha...se não fosse o grito dela, a verdinha nem vestido, nem folhas... Ó menina bichinho de conta, os bordados são lá na saleta junto á lareira, as lãs estão lá..ai laurinha, deixa-me lá sentar que venho tão cansada de andar, andar que nem te digo...ora prontos, estendeu-lhe a cadeira e; mas como é que uma bichinho de conta, sobe numa cadeira?...deixa lá ver, mas, esse traseiro cabe nessa cadeirita minuscula? deixa-me experimentar, oferece-se a laurinha sempre prestável, servindo pra mim, deve sobrar pra ti...

    Moa, ó Moa, porque abanas o capacete? Não sabes bordar o teu tapete? Anda cá, ensino-te em três tempos!... Moa arregalando os olhos; laurinha, laurinha, que queres em troca? ora, nada, pois, nada, só quero que me leves de novo àquela fonte para dançarmos, mas, não negoceio os cantores...nem a canção! Kim, Verdinha, Ana dançarinos? ah, laurinha e Moa, as mesmas vestimentas, a tua boina à Janita, a tua sacolinha ao ombro,senão perde a graça...Alinhas? vá lá, a linhas andas tu rapariga,enfia lá essa agulhas ca slinhas e começa a bordar o tapete, senão daqui nada nem arraiolos nem tolos!... diz o Moa, feliz pelas visitas das ninas que não o largam nem de noite nem de dia, e, cai o pano!...

     
  • Às 29 de outubro de 2009 às 23:33 , Blogger Andre Moa disse...

    Queridíssimas amigas,

    Estou muuto cansado. Só vim aqui mesmo agora e não me vou embora sem dizer-vos ao menos um olá, para não pensarem que vos nã,ligo, quando a verdade é que já não sei passar sem vós, sem os vossos pontos de arraiolos.
    Abreijos
    André Moa

     
  • Às 30 de outubro de 2009 às 00:26 , Blogger Kim disse...

    Um grande abraço para o Pivôt de Tabuaço.
    Apenas uma abraço porque as coisas boas já lhas segredei.
    Até já amigo!

     
  • Às 30 de outubro de 2009 às 08:07 , Blogger Bichodeconta disse...

    E num segredo te digo aqui também neste amanhecer. Ve se não há alguém por perto que pelo sim pelo não , segredo é segreso.. Bem junta ao teu ouvido,calo um grito de revolta,e o segredo continua. É muito gratificante passar por aqui e tenho pena de não poder abraçar pessoalmente o homem maravilhoso e inteligente que se esconde num corpo "fransino" que num misto de sofrimento , quiçá de alguma revolta amordaçada, continua a ser amigo, a esbanjar sapienca, e recebe como poucos. Queira o tempo que te possa abraçar um dia, aqui pra nós eu gosto de pessoas inteligentes e que fazem uso dessa inteligencia. Do que li, do que rebusquei encontro passagens que me deixam mais próxima de ti.. E enquanto aindas estás no aconchego de morfeu, vou tomar um café para consegir abrir os olhos ehehe.Abreijos.Voltarei antes do anoitecer.

     
  • Às 30 de outubro de 2009 às 08:48 , Blogger Laura disse...

    Moa, cansado de todo, refastela-se na cadeirinha que a laura deixou na saleta dos bordados, na saleta dos tolos que fazem pontos de arraiolos...olhando em redor, já não vê ninguém, prepara-se para sornar e tenta acomodar-se, mas a dita cadeirita era tão pequena que não lhe dava posição, a custo levantou-se, foi dormir na sua caminha, enquanto um bicho de conta, meio pisado, respira fundo; ui, foi por pouco...Se lermos acima no primeiro acto, o bicho de conta estava a subir prá cadeira...e a sua sorte? é que ainda não tinha chegado ao lugar!...

    Bom dia, bom dia Moa, e pessoal cá do burgo. desejo-vos sol, paz, esperança e alegria, que de amor, abarrotamos todos por aqui..
    laura

     
  • Às 30 de outubro de 2009 às 19:09 , Blogger Andre Moa disse...

    Cheguei aqui, proveniente de um seminário sobre «envelhecer com qualidade». Não aprendi nada de novo, mas deu para carregar baterias.
    Abreeijos
    André Moa

     
  • Às 30 de outubro de 2009 às 20:34 , Blogger Bichodeconta disse...

    E como é necessário! Duvido que os seminários nos valham de muito se não houver alguém a por mãos á obra e criar condições para que envelhecer com qualidade seja uma realidade.Cuidados paleativos, gente que cuide de idosos como seres humanos e não como monos que ali estão a mais. Infelizmente a nossa realidade está longe de dar para nos orgulharmos dela. Nem sei se vale a pena aumentar os anos de vida das pessoas se não lhe for dada a possibilidade de viver dignamente.Pela parte que me toca, troco alguns anos de vida por alguma qualidade.Acredito piamente que não aprendeu nada de novo,(mas pode ter ensinado muito) e não deixa de ser interessante, até pelo testemunho , pelas vivencias que só podem enriquecer quem tem o privilágio de privar consigo. Abrijos Moa..

     
  • Às 30 de outubro de 2009 às 21:05 , Blogger Laura disse...

    Ai, rapaz, do que me foste lembrar.
    Há semanas fui convidade pela c V, a ssistir a uma reunião palestra sobre as pessoas da minha idade para se manterem ocupadas, trabalhar e na falta de trabalho (quem disse que não tenho que fazer em casa?)distrairem-se com Cursos disto e daquilo, bom, lá fui, era longe de casa, começam a chegar, umas pessoas como eu, outras mais velhas menos felizes, mais magoadas, e alguns com aqueles rostos sofridos da bebida,e outros abusos etc, isso é algo que acontece a todos...Deus me livre de me considerar à parte de todos os seres pois todos somos irmãos... A Drªa já sabia que eu não ouvia, já tinha falado com ela, o Dr ficou a saber e quando começarama reunião e me dão uma folha, para escrever como sou, a parte boa e a má, bem, enchi a parte boa e a má, só tinha duas, teimosia e chatinha quando se me metia na cabeça ajudar alguém, pois fazia-o até ao fim...depois de ver e as pessoas a falar, perguntei-me (cá para dentro, claro) ó pariga, não achas que estás no lugar errado? tu não tens a estima por baixo, nem és burra, nem és iletrada, mas que raio, estarás nalguma reunião de alcoólicos anónimos e não sabes?)Deu-me um desejo irreprimivel de rir que nemt e digo...atã aquelas doutoras não viram que eu não me enquadrava ali, nem precisava de estar ali!... Bom, só eu para lhes ensinar, falei com o Dr, e disse-lhe que; uma vez que não pouvi metade e entendi muito menos o que estava ali a fazer, dei-lhe o meu email já que como surda...se ele fazia o favor de me escrever a explicar que reunião era aquela e para a próxima, bastava que me mandasse um email, pois eu escrevia, sou escritora, poetisa, tenho livros publicados, ele arregalou os olhos e pensou; mais uma tótó, coitada...temos de a mandar vir à próxima reunião, ela deve ser surda mesmo...para levantar a moral e a mente, enfim!...saí dali a rir e em casa contei ao jantar como foi a minha tarde!...

    beijinhos, Moa, Moa amigo, e logo volto a fazer um pouco de tapete...laura

     
  • Às 30 de outubro de 2009 às 21:06 , Blogger Laura disse...

    Ainda estive para lhe dar o endereço do resteadesol...mas, era melhor nem abusar ehhhhhh...

     
  • Às 30 de outubro de 2009 às 21:47 , Blogger Andre Moa disse...

    Caríssimas,tendes razão. Há muito que cheguei à conclusão que só se traz de um seminário, colóquio, conferência, etc., aquilo que se leva. Quando muito regressa mais seguro do que leva, com um ou outro retoque de nitidez. O meu contributo cingiu-se a ler o pequeno texto que publiquei aqui no blogue em 9 de Março do corrente ano e que aqui transcrevo, para não vos forçar a ir tão a baixo para o ler.
    Abreijos.
    André Moa

    NÃO TENHO IDADE, TENHO VIDA

    Acabo de ler uma mensagem enviada por um amigo, enaltecedora da velhice assumida, da velhice lutadora contra o desgaste do tempo, da velhice sustentada por um espírito jovem. O título é sugestivo: “NÃO TENHO IDADE, TENHO VIDA”. Cá está um bom lema. Procurarei segui-lo até à consumação dos séculos. Não tenho idade. A idade é o somatório dos anos vividos, a idade é o passado. O passado não me interessa, senão como resultado da aprendizagem que fiz ao longo dos tempos, da experiência que acumulei. Não tenho idade. Tive, sim, oportunidades que aproveitei ou esbanjei, para agora nelas me escudar ou afundar. Não tenho idade, mas vida sim. Ainda tenho vida. Que eu vou procurar fruir com alegria, esperança, determinação. Que bom não ter idade! Isto é mentira, mas consola. Que bom ter vida! Isto, que é verdadeiro, consola muito mais. Ter vida, independentemente da idade que se tem e gozá-la o melhor que pudermos e soubermos. Que mais desejar no dealbar dos setenta anos de idade? Que outra coisa merecerá a nossa total adesão? O meu espírito terá tão-somente a idade que eu lhe for emprestando. Como me apraz emprestar-lhe pouca, pouca será a idade que no espírito me pesa. E neste jogo de empurra, neste jogo do faz-de-conta, neste forçar de portas para a frente, me vou entretendo. E assim, a brincar, a brincar, cá vou remando contra a maré, cá vou vivendo. De pé. Como as árvores.

     
  • Às 31 de outubro de 2009 às 00:13 , Blogger Bichodeconta disse...

    É isso querido Moa, Nos seminários não aprendes mas ensinas ou confirmas essas verdade tão sábias. A idade , confesso que as idades nem sempre dão certo com o BI. há pessoas cujo BI tem pouca idade mas na aparencia e no espirito igualam as múmias de Faraó, outra a quem o BI dá muitos anos de idade, tem o espirito que se adivinha em ti e a sabedoria que só os grande homens conseguem independentemente das anos passados.Boina á Ché , sempre gotei e gosto dessas boinas, eu chamo.lhe á Ché Guevara mas por aqui tenho a sensação de que lhe chamam boinas Bascas.Seja qual for o nome, gosto delas e pronto..Força e cuidado , nada de abusar que descansar é preciso..Abreijos. O bichodeconta já tem um olho fechado.

     
  • Às 31 de outubro de 2009 às 08:38 , Blogger Laura disse...

    Ahhh, atã a bicho de conta ainda tem o olho fechado desde ontem? aquele acidente na cadeirinha da avózinha!...eu bem te avisei que não se sobe para onde se sabe, que há o perigo de se ficar a ver navios, mas, quiseste experimentar a doce sensação de sentar numa cadeira, ora, cada um no seu mundo..de boa escapaste e, vá lá que só te pisou um olho...tiveste sorte em o Moa ser fininho...e não ocupar o assento da cadeira a toda a extensão...ahhhh, o que me ri do teu olho fechado...sei que é sono, desculpa, acordei bem, feliz cá comigo, embora tenha um dia em cheio, a ir á minha mãe 40 minutos, ir e vir, trazer flores, fazer almoço com uma perna às costas, dar de comer a todos, pelas 13.20, sair de casa ir buscar uma tia querida, vamos ter com outra tia e, rumamos à barragem da Venda Nova, por ali, alindamos as campas (4) dos avós, meu querido paizinho, das tias e tios, vamos a casa da avó laurinha, e, ala que se faz tarde...ah, limpar, esfregar, nina Ell, quero ser cremada, só isso, e não há lixivias a espalhar, nem estatuetas que de nada servem, a enfeitar, porque se essas estatuetas nos levassem ao céu!...ah..
    Moa, Moa, gostei do teu texto, vou guardá-lo religiosamente, pode servir-me de rascunho em breve... Não te rales se copiar, mas não vou copiar, vou somente tirar algumas ideias, porque graças a Deus, a nina das resteas até tem uma pontinha de imaginação...
    Agora, ou seja, de hoje em diante, repara antes de te sentares, se não andará um bichinho de conta a subir para a tua cadeira...
    Beijinho a todos.
    E, cada dia é um dia, não saio daqui sem te deixar aquele meu terno (Amo-te Moa, soa bem não soa, porque rima)... porque tu sabes como a nina das resteas ama a todos os seres da vida dela...ora, amando a ti, amo aos teus, a começar por um certo nino que quero acolher nos meus braços, num certo dia, a chegar...laura

     
  • Às 31 de outubro de 2009 às 15:41 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    Caro amigo Moa,

    Porquê é que te foste cansar e meter-te a ouvir uma conferência sobre bem envelhecer ?
    O nosso grupo de Tabuaço nunca vai envelhecer ! Já nos sentíamos criança e a Fonte de Moa ainda veio reforçar este sentimento !
    Deixei no blog do Kim um comentário que só nos os do "nosso grupo" vamos entender.
    Continua a comer a tua papinha rica do pequeno almoço, junto mel e aloe vera e estarás em grande forma para o próximo encontro !
    Querida Laurinha, nenhum do nosso "grupo" precisa de aulas de auto-estima porque temos todos o calor humano à nossa disposição !
    Tal como tu, fui uma vez àquelas aulas da C.V. e não me senti bem no meio destas pessoas tristes viradas pelos seus umbigos, eu a dizer que me sentia feliz...Prefiro mostrar que gosto da vida e que aproveito os bocados todos dela, passando por cima das pedras que encontro no meu caminho e não ter vergonha nenhuma em mostrar o carinho que tenho pelas pessoas. Gostar de si próprio ajuda melhor a gostar dos outros !

    Beijinhos verdinhos, meus queridos amigos !

    Verdinha

     
  • Às 31 de outubro de 2009 às 20:05 , Blogger Laura disse...

    Foi o que fiz, ehhhhh, se me sentia bem, perguntei-me o que fui lá afzer, ou antes, o que querem eles fazer comigo,se sou a felicidade em pessoa,(a tristeza, ora vai, ora vem, ams não passa disso, mando-a dar uma volta e quando ela volta de novo, vai a chuto, mas, eu governo-me..) o riso, a bonança, se olhassem para aqueles que precisam mesmo de ajuda...
    Pois, é isso mesmo, o pessoal Tabuaceiro, não precisa de andar plo quinteiro, a gente entretém-se com a alegria de todos, somos tal qual os Mosqueteiros do Rei...

    Beijinhos, amo-vos a todos, cheguei há pouco da aldeia de ir levar flores ao pai,a vós tios e tias..laura

     
  • Às 31 de outubro de 2009 às 21:56 , Blogger Andre Moa disse...

    "Quando eu morrer, rosas brancas
    para mim ninguém as corte.
    Quem as não teve na vida,
    também as não quer na morte.

    Quando eu morrer, nem sequer
    na campa uma cruz erguida.
    Para cálvário já basta
    a cruz que eu levo na vida"

    Fado de Coimbra que aqui dedico, em serenata, às minhas queridas amigas.
    Abreijos
    André Moa

     
  • Às 1 de novembro de 2009 às 00:23 , Blogger Laura disse...

    Atã, um amigo dos meus tios e pais, cantou isso aqui em casa dos tios, eu ainda não ouvia, ams, impressionou-me a letra, assim Moa, não escapaz de cantar para mim da próxima vez que nos virmos,, arranja ai uma guitarrita, alguém a saberá tocar...
    Um beijinho e amanhã de manhã comento a lagosta do cavaco ou o cavaco da lagosta, enfim, algo há-de sair..beijinhos e té daqui a pouco..laura.

     

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Que cantan los poetas andaluces de ahora...