SEJAM MUITO BEM VINDOS A ESTE BLOG!--------ENA!-- TANTOS LEITORES DO MEU BLOG QUASE DIÁRIO! ---ESTA FOTO É UMA VISTA AÉREA DA MINHA TERRA,-TABUAÇO! UM ABRAÇO PARA CADA UM DE VÓS! -ANDRÉ MOA-

DIÁRIO DE UM PACIENTE II

Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

RECORDAR JOSÉ GUILHERME MACEDO FERNANDES (ANDRE MOA)



RECORDAR JOSÉ GUILHERME






A última reunião da Assembleia Municipal realizada no passado dia 24 de Fevereiro, foi precedida de uma simples mas sentida homenagem ao ex-deputado Dr. José Guilherme, falecido recentemente ao qual este jornal deu a relevância merecida. A iniciativa partiu do Dr. Manuel Azevedo (CDS/PP) que após autorização da mesa da Assembleia, projetou estratos do livro “Mau Tempo no Anal” escrito pelo paciente durante os tempos que passou internado a lutar contra uma doença que não conseguiu vencer. Utilizando uma escrita bem-humorada associada à sua força de vencer, o autor permitiu apenas o adiamento de uma sentença que só esperava a hora de cumprir. A projeção durou cerca de 15 minutos e a música de fundo tão bem escolhida para o ato, era a 5ª sinfonia de Beethoven, ao mesmo tempo que Manuel Azevedo ia acompanhando com a leitura o que era visto na tela. Foi um momento chocante, sensibilizando todos os membros deste órgão autárquico, muitos deles a exercer funções desde o tempo em que José Guilherme fez parte desta “casa”. Palavras de carinho e recordação foram proferidas pelo vereador Dr. Pintos dos Santos, lembrando a sua passagem por Tabuaço (donde era natural) como autarca e ainda a autoria de uma obra sobre o ilustre tabuacense Abel Botelho, pedindo ao executivo a publicação de um pequeno livro, para perpetuar a vida e obra deste conterrâneo. Grande homem e grande amigo, foram as palavras escolhidas pelo presidente da Câmara Dr. João Ribeiro, para caraterizar a pessoa de José Guilherme, que em 1939 nasceu em Tabuaço e formado em Direito ocupou variados e altos cargos públicos, destacando-se ainda como poeta, como o prova a obra publicada que deixou e o pseudónimo que usava de “André Moa”.










SÃO TANTAS AS RECORDAÇÕES QUE ESTE bLOG NUNCA MAIS VAI TER UM FIM!

Domingo, 1 de Janeiro de 2012

RECADINHO PARA O CÉU





Ninguém te esquece,
todos nos lembramos de ti vivo, como sempre!
Todos continuamos a passar por aqui e a escrever-te qualquer coisa
que pareça que ainda por aqui estás, embora saibamos que o teu espírito, de Deus quiser e quer concerteza, já ascendeu a algum belo lugar no paraíso onde se encontram
todos os poetas bons e boas pessoas como tu!
Todos temos saudades tuas e vamos continuar a vir por aqui!
Abração espiritual de todos os amigos de sempre!
por isso aqui fica a nossa recordação de flores frescas virtuais
para alegrar a tua alma!


OS TEUS AMIGOS

Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011

NOTICIAS DE BEIRA-DOURO-TRANSCRIÇÃO





Do Jornal Beira Douro, recebi do querido amigo Rui de Carvalho, a notícia que foi publicada por este amigo do nosso querido André Moa.

Diz assim:

José Guilherme Macedo Fernandes, faleceu aos 72 anos, em Lisboa, após uma constante luta contra a doença de foro oncológico, com a qual conviveu nos últimos 5 anos. Venceu várias batalhas mas perdeu a "guerra", no passado dia 17 de Outubro, ao falecer na sua residência.

Natural de Tabuaço, daqui aaiu aos dezoito anos e o seu nome ficará sempre ligado à sua terra, através da obra literária que deixou. Licenciado em direito pela Universidade de Coimbra, foi magistrado, professor e poeta.

Usava regularmente o pseudónimo de André Moa e no último quarto de século. foi um alto dirigente do Ministério da Solidariedade Social, onde chegou a ocupar o cargo de Secreário-Geral Adjunto.

Durante 3 mandatos foi membro da Assembleia Municipal de Tabuaço, onde estão registadas as suas intervenções que, segundo ele,fazia sempre a pensar no melhor para a sua terra natal que tanto amava.

O funeral teve as cerimónias fúnebres na Igreja de Benfica, seguindo depois em cortejo automóvel para o cemitério dos Olivais, onde foi cremado, tal como fora o seu desejo.

Aqui, o sacerdote proferindo as últimas palavras em relação ao finado disse: "O Zé Guilherme continua a ser digno de ser amado, porque ele foi um amante da vida, da família e dos amigos.

A Câmara e a Assembleia Municipal fizeram-se representar, apresendo os pêsames à família.

O BBD, de quem o Dr. José Guilherme era leitor, onde em algumas edições foram publicados artigos seus, envia a todos os familiares as mais sentidas condolências, associando-se a esta terrível dor, que no momento suportam.

Rui de Carvalho

Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

Texto de Fernando Paulo Baptista, enviado por Onésimo Teotónio de Almeida


AO INSPIRADO POETA E MEU SAUDOSO “IRMÃO” ANDRÉ MOA
in memoriam

Evocando Tabuaço, um ano depois (2010-2011), no mesmo e exacto dia 16 de Outubro...

Meu querido e saudoso «Frater» André Moa (José Guilherme Fernandes):

Antes de partir para um importante Congresso sobre a Diáspora Lusíada, ocorrido na cidade de Providence, nos EUA, nos passados dias 14 e 15 do corrente mês de Outubro, telefonei-te para te dizer que, em tal evento, entre outros prestigiados Académicos de várias universidades americanas, canadianas e portuguesas, iria intervir o consagradíssimo Prof. Doutor Onésimo Teotónio Almeida, da Brown University, teu Amigo do coração e prefaciador do teu Mau Tempo no Anal, diário que configura uma das mais encorajantes lições de optimismo e amor à vida... Pediste-me, num registo já muito sumido da tua voz sempre delicada, suave e meiga, para lhe «entregar» um forte e afectuoso abraço teu...
Estava eu longe de imaginar que já não seria possível retribuir-te igual abraço, pois foi o Prof. Onésimo que, quando me aprestava para regressar ao nosso Portugal, se encarregou de me fazer chegar a consternadora notícia...
Neste excruciante momento de «requiem», é ainda aquele «vento poético» que te encheu luminosamente a Vida tão carregada de trágico sofrimento, que quero aqui evocar e convocar...
Foi, no dia 16 de Outubro de 2010, no SalãoNobre dos Paços do Concelho de Tabuaço, que me presenteaste com o generoso e inesquecível discurso académico na apresentação do meu livro Nesta nossa doce língua de Camões e de Aquilino... Deixa-me reviver contigo esses imperecíveis momentos, no íntimo e comovido soluçar da minha alma...
Ambos aprendemos com o Heidegger de SeinundZeit o significado da angustiante finitude da nossa condição e destino (nós somos o Sein-zum-Tode, o ser que tem por destino a Morte...) e, com ele, o sentido crucial e intranscendível da temporalidade que assinala e singulariza a nossa «passagem» por Deméter: vimos do tempo, somos tempo do tempo e existimos imersamente situados num dado fluxo-e-trajecto temporal finito...Tempo feito de êxodos, navegações e errâncias por todos os espaços reais e imaginários... Tempo não raro, sofridamente doloroso e amargo, mas também e simultaneamente aberto e revelador do respeito universalista pela «diferença» e da generosidade magnânima da dádiva e da inclusão compreensiva e integradora... Tempo-movência de tudo, a dar razão ao heraclitiano “pantarhei”, seja na energética do sonho imaginante e projectivo, seja no ritmo morfo-poiésico e na dinâmica inestancável das experiências e das vivências protagonizadas nas mais diversas circunstâncias, com a cicatriz dos sulcos indeléveis da contingência, da efemeridade e da labilidade que são inapelavelmente congeniais à nossa existência...
Mas também sabemos que «um Poeta nunca morre», sobretudo quando ele encarna (como encarnou...) na grandeza sublime do «Homem de Bem» e do exemplar «Cidadão da Humana Pólis Planetária» que sempre foste. Deixa-me, pois, recordar as palavras simples que, na memorável noite do dia 16 de Outubro de 2010, em Tabuaço, te dediquei, após o inesquecível discurso que me tributaste:

Caríssimo «Frater», André Moa:

Quero dizer-te publicamente aqui, neste lugar tão solene, que me sinto cada vez mais teu «Irmão»!... E toda essa fraternal «consanguinidade» teve o seu início nos tenros e já tão distantes anos dos «meninos» que fomos, na tantas vezes sofrida mas sempre interpelante e enriquecedora partilha de vivências e experiências que nos couberam em sorte, em Viseu, no seminário dos Padres Combonianos, no transformador contexto e referencial identitário de uma «paideia» de matriz clássica, humanista e universalista que tão profundamente iluminou o processo de construção dos arquétipos primevos da nossa ontogénese, incluindo a própria iniciação ao laborioso «prazer da escrita»...
Trouxe, por isso, de propósito para ti (que o livro, enquanto tal, está desde há muito esgotado!...), uma artesanal «réplica» evocativa dos famosos «Elementos de Composição Literária», da autoria do Jesuíta, Pe. Abel Guerra, que esse nosso saudoso Mestre das memoráveis aulas de Português — o Pe. Joaquim Dias Coelho — nos fez adoptar como «guia» insubstituível no estudo propedêutico à «arte de falar e de escrever»...
E, porque, tal como eu, também tu alimentas e transportas nos abismos do sangue e da alma a divina paixão pela Música (jamais esqueceremos a serenata coimbrã que, numa imaginária guitarra, dedilhaste e cantaste à porta de casa...), trouxe-te, em complemento, uma selecção, em folha de pauta, de canções napolitanas (daquelas que cantávamos às estrelas, nas férias da Quinta do Faleiro: lembras-te?...) e de fados e baladas da nossa imorredoira e incontornável Lusa Atenas...
É, pois e ainda, essa identidade antiga e profunda plasmada na reciprocidade dos afectos mais genuínos e das utopias mais puras que me obriga a convocar, hoje e aqui, nesta nossa terra, contigo e com esta maravilhosa gente, todos os Amigos presentes para, em conjunto, celebrarmos os Supremos e Universais Valores da Pólis e da Democracia, esculpidos a fogo no seguinte «monumento poético» de tua autoria:




CIDADÃO DO MUNDO




Sou nem grego nem troiano
Nem covarde nem tirano
Nem celta nem lusitano
Nem português nem hispano
Nem mourisco nem romano
Nem hebreu nem ariano
Nem índio nem africano
Nem europeu nem mongol.

Sou um ser uma vontade
À procura de verdade
De justiça de igualdade
De amor de liberdade
De paz de felicidade
Para toda a humanidade
Una na diversidade
Como a Vida a Terra o Sol
Sou no que sonho e faço
Cidadão Universal
Nascido em Tabuaço
Alto-Douro Portugal

André Moa in
Tabuaço Dour(o)ado
Cantata a Dois, pág. 88.

Tabuaço, 2010.10.16

Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

Caros Amigos e Amigas!
Este Blog, pelas razões óbvias, fica-se por aqui.
Não vai desaparecer e aqui ficará para que todos(as) possam lembrar o nosso amigo, sempre que vos apetecer ler alguns dos seus escritos.
Um grande beijinho para todos(as) que são amigos do andré Moa e assim continuarão para sempre!
Dad

Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

QUEM VOS AVISA, VOSSO AMIGO É!



EMAIL RECEBIDO DE ANTÓNIO FERNANDES, IRMÃO DO NOSSO AMIGO ANDRÉ MOA:
DADA A IMPORTÂNCIA DO TEXTO, ESTOU A PUBLICAR PARA TODOS AQUELES QUE AINDA NÃO SE DESABITUARAM DE CÁ VIR.
OBRIGADA ANTÓNIO PELA PARTILHA!
Queridas amigas, caros amigos, queridas desconhecidas, caros desconhecidos.


Começo assim porque este mail vai para algumas e alguns que não conheço.

Recebi há quarenta minutos atrás este mail enviado por uma grande e querida amiga.
Ela escolheu-me porque sabe a dor que vai no meu coração.

Acabei de pôr as cinzas do meu querido irmão na campa de família no cemitério de Benfica.

José Guilherme Macedo Fernandes também muito conhecido por André Moa, pseudónimo que utilizava nos livros de poesia e prosa que escreveu.

Morreu no domingo dia 16-09 - 2011 pelas 06h00.
Muitos já ouviram falar dele quando publicou o livro "Mau tempo No Anal", Diário de um paciente.

Morreu de cancro no recto.Lutou contra ele com toda a determinação, coragem e muito OPTIMISMO.
Enquanto teve forças nunca desfaleceu, apesar de todas as dores fisicas e psicológicas, porque passou.
Sorria, cantava. Irradiava alegria à sua volta. Adorava cantar, quase de tudo mas principalmente baladas de Coimbra.

Como também tive cancro no Cólon, e como era cinco anos mais novo que ele tive mais sorte. Ainda cá continuo a rir muito e também cheio de optimismo.


CUIDA - TE!

É o nome do assunto deste mail.

É para vos alertar que ninguém está livre de um dia vir a ter qualquer doença. Mais ou menos grave, mais ou menos fatal.

Não podia deixar perder esta oportunidade e de vos incomodar, sem enviar esta mensagem mais pessoal e mais sentida.

Cuidem-se, vai a verde para termos sempre esperança.


Mas a esperança é ganha e mantida com a prevenção na saúde. Façam exames regulares ao vosso corpo e se tiverem familiares com algum problema destes não tenham medo e não fiquem paralisados.Corram com calma para o vosso médico e tenham a sorte que nós tivemos com os nossos.

Médicos preocupados e atentos, cheios de humanidade para nos guiar e curar ou tentar prolongar o mais possível as nossas vidas.

Agora sim, reenvio com esta mensagem pessoal e sentida, o meu alerta e contribuição para a prevenção na saúde

Com amizade

António Fernandes

Domingo, 16 de Outubro de 2011

REQUIEM PELO NOSSO AMIGO ANDRÉ MOA








Hoje o dia amanheceu mais triste. O telefone tocou e as notícias foram as que não queríamos ouvir.
O Andre Moa, o nosso poeta, o nosso amigo, querido de todos, deixou a sua família e todos os amigos, hoje de madrugada e partiu. Partiu para além do infinito; deixou o sofrimento e abriu asas para o fim do terrivel sofrimento com que se debateu, denotadamente durante tanto tempo. Nem sempre os melhores são os vencedores e aqui foi este o caso.
Para todos nós, é uma perda dificil de compensar mas resta-nos a esperança de que agora talvez não tenha as dores que o atormentavam.
Para a família, não há palabras que possam ser ditas para consolar, mas aqui fica a homenagem ao nosso amigo que foi sempre uma pessoa especial.
Para os amigos e leitores do Blog, aqui fica a informação que o corpo irá esta tarde para a Igreja de Benfica. O funeral será amanhã, pelas 13.30H desta Igreja para o Crematório do cemitário dos Olivais.

Poderão deixar os vossos comentários sobre ele, neste post pois eu encarregar-me-ei de os fazer chegar à família.
DAD






 
Que cantan los poetas andaluces de ahora...