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terça-feira, 24 de agosto de 2010

O QUINTETO ERA DOURO


DE PRETO VESTIDO
Em meados do mês de Agosto do ano passado, uns dias antes de partir para férias, recebi um e-mail do meu amigo André Moa a desafiar-me para um projecto. Para eu ter uma ideia do que era, enviava-mo em anexo. Eu parti do princípio que o anexo era o modelo do projecto e a explicação daquilo que ele pretendia, mas deixei a tarefa de o abrir para mais tarde. Como andava bastante ocupada com outras coisas, respondi imediatamente que sim, que contasse comigo.
O meu raciocínio é sempre este: se um amigo me convida para participar em alguma coisa é porque reconhece em mim capacidade para o fazer. Perante esta evidente prova de confiança, acho que nunca devo defraudar as expectativas de quem acreditou em mim. Por outro lado, também acho que mesmo que o desafio seja difícil, o mérito está em conseguir superá-lo. Sempre me dei bem com a máxima de que nada na vida é impossível.
Guardei o anexo na minha "pen" e levei-a comigo de férias. Passados dois dias, abri-a para saber em pormenor o que me esperava. O documento chamava-se "A Preto e Verde".
Lendo-se o que o André Moa explica no texto introdutório “Foi Assim”, percebe-se a escolha deste título para um texto escrito a duas mãos, por dois poetas que se irmanam no que toca "ao político, ao social, ao amor à arte, à literatura, à verdade, à frontalidade, ao despojamento, à falta de ambição, ao amor ao próximo e ao afastado, ao espírito de solidariedade". É caso para dizer que é muito mais aquilo que os une, porque o que os separa é tão só a posição dos pólos de onde olham o mundo.
E foi assim que o desafio me chegou às mãos: a preto e verde, com mais a tonalidade do Osvaldo, a que nem o pai nem o padrinho atribuíram nome. Percebi depois o motivo por se terem ficado por ali e fechado o leque das cores.
Como se pode constatar, seis pessoas passaram a constar de um projecto que nascera a uma voz – a do Ernesto - e, rapidamente, se transformou num coro. Aquilo que começara por ser um contraste de duas cores, ganhou a harmonia dos tons do Outono que se apresentam numa variedade que ora parece esmaecer, ora se apresenta no vivo mais vibrante da paisagem. Contudo, tentar atribuir uma cor a cada um de nós, seria exigir demasiado de qualquer imaginação. Seria bem mais fácil encontrar algo que nos unisse e esse foi o caminho escolhido. Somos seis, todos naturais de Tabuaço, concelho situado na região do Douro vinhateiro. Por isso, o Ernesto Leandro e O André Moa, inspirando-se no universo do humor britânico, decalcado da comédia da década de 60, "O Quinteto Era de Cordas" - filme recheado de mal entendidos, trocadilhos e confusões -, criaram o título "O Sexteto Era Douro". Em jeito de provocação, eu ainda sugeri que, se a obra quisesse vender, o melhor seria chamar-lhe "Cinco homens e uma mulher". Apesar de toda a sua loucura saudável, o Moa teve o bom senso de não me dar ouvidos.
À custa deste trabalho já dei muitas e boas gargalhadas. Algumas, ligadas ao que li e escrevi; outras, motivadas pelo mal entendido a que deu origem.
Eu continuo a ter necessidade do papel para me inspirar. No entanto, sempre que se trata de imprimir qualquer coisa com mais de 20 páginas, considero que é muito mais prático, rápido e barato, copiar para uma "pen" e levá-la a uma gráfica. Nesse dia, porém, não fui eu a fazê-lo. Pedi ao meu marido que lá fosse, tendo tido o cuidado de escrever num papel autocolante o nome do documento. Ele entregou-a e ausentou-se o tempo necessário para que fizessem a cópia. Entretanto, tocou o telefone. Depois de nos termos identificado, foi-me posta a questão:
- Minha senhora, ficou aqui uma "pen" para copiar um documento, mas eu vejo aqui tantos e não sei qual deles é.
Expliquei-lhe que se chamava "A Preto e Verde" e ele rapidamente o encontrou, com um sonoro "Aqui está!". Voltei ao que fazia, quando o telefone voltou a tocar. A mesma voz:
- Desculpe lá, minha senhora, mas nós aqui, para além de não fazermos trabalhos a cores, muito menos imprimimos a preto e verde. Se a senhora quiser só a preto, tudo bem...
Eu nem queria acreditar que alguém pudesse confundir o título de um documento com as cores da impressão, mas há que estar atento às diferentes interpretações que a língua permite. Contendo o riso, disse-lhe que avançasse, que imprimisse a preto.
Ora aqui está como o que nasceu de preto vestido, depois de se ter fantasiado da variedade das cores das ideias dos participantes, se viu devolvido ao negro inicial, por obra e graça do empregado de uma gráfica.

Aida Baptista

NOTA – Com este texto introdutório, acabam-se as entradas. Significa que para a próxima, começarão a ser servidos os pratos fortes do dia. Portanto, podem começar a pedir, a rogar: os pratos de cada dia nos dai hoje.
André Moa

7 Comentários:

  • Às 25 de agosto de 2010 às 07:32 , Blogger Osvaldo disse...

    Caro irmão;

    Não tenho comentários.

    Um abraço,

    Osvaldo

     
  • Às 25 de agosto de 2010 às 09:03 , Anonymous Anónimo disse...

    Laura como anónima sem o ser...


    Bom, no meio de tudo isso, achei piada aos pobres Funcionários que pensavam que tinham de imprimir a preto e verde...

    A Aida escreve de maravilha nem haja dúvidas, sabe bem ler a senhora e só à segunda volta consegui dar com o resultado!

    Pratos fortes, bora lá servir comida condimentada já que o prato do dia é sempre muito barato...(até nas comidas baratas a gente acaba por pagar um balúrdio)

    Posso reservar uma cadeirinha e refastelar-me com as belas vistas de Tabuaço? Ah, desconfio que será no nosso restaurante preferido!
    Vai um bacalhau na Telha ou as telhas já se esgotaram?

    Beijinho e abraço apertadinho da laura

    Venha a Ementa... Ah, nem penses em nos sentar numa mesa qualquer..Queremos todos a mesa do canto, onde os Cavaleiros da Távola redonda se reuniam!

     
  • Às 25 de agosto de 2010 às 15:29 , Blogger JE VOIS LA VIE EN VERT disse...

    Caro amigo Moa,

    Sabes que tudo o que é verde me encanta !
    Habituei-me ao preto porque a minha filha foi uma adepta desta cor durante muito anos (e continua mas com complemento de cores).
    Como fiz uma pequena dieta e que não quero recuperar os quilos que perdi, ficarei bem servida só com um prato...desde que seja bem confeccionado. Não tenho dúvida que as iguarias que comerei aqui serão do meu agrado porque sei que o meu amigo Moa sabe seleccioná-las.
    Já tenho o babete colocado, vamos a isso ?
    ;))
    Beijinhos
    Verdinha

     
  • Às 26 de agosto de 2010 às 09:39 , Anonymous Anónimo disse...

    Ah, enquanto os pratos do dia não chegam, continuarei a rogar ...O pão nosso de cada dia...

    Beijinho da laura

     
  • Às 27 de agosto de 2010 às 01:42 , Blogger JE VOIS LA VIE EN VERT disse...

    Caro amigo André,

    Tenho um pequeno desafio no meu blog. Queres participar ?
    Beijinhos
    Verdinha

     
  • Às 27 de agosto de 2010 às 16:04 , Blogger Laura disse...

    Como não percebo de que comidas falas, começa lá a apresentar a lista das delicias que aqui vais colocar para nosso deleite... mas ao menos bota-lhes um nico de açúcar é que gosto de coisas doces... e virtual não faz mal a ninguém, nem a ti ó Moa, homem de gostos refinados...

    Beijinho a todos, laura

     
  • Às 27 de agosto de 2010 às 18:54 , Blogger Maria Soledade disse...

    Huummm...estes "pratos fortes" não me cheiram a gastronomia!!

    Bem, como as "entradas" já eram,ou melhor, já foram,toca lá de servir o prato principal.Pode levar condimento forte,que o meu estômago para já aínda se aguenta...

    Beijinhos Môa/Tudo de muito Bom

     

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