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terça-feira, 17 de novembro de 2009

VELHAS HOSPITALARES

aparelho onde um paciente se deita e desliza canudo adentro para fazer TAC

VELHAS HOSPITALARES



Às seis horas acordei,
Às sete me levantei,
Às oito fui a correr,
Montado no meu carrinho,
Para me pôr a jeitinho
Para um exame fazer.
Como é que vai a moenga?
Isto evoluiu ou não?
Sempre a mesma lengalenga!
Sempre a mesma aflição!

Às nove horas fui chamado
E fui logo convidado
A uns copázios beber
Na companhia de duas
Inquietas catatuas
Que não me deixavam ler.
Pouco a pouco entrei na dança.
Depois de duas litradas,
Já era grande a festança,
Choviam as gargalhadas.

Apetece-me urinar,
Mas tenho de aguentar.
Já me estou a contorcer.
Jesus, se não me despacho,
Faço pela perna abaixo
E seja o que deus quiser.
Isto dizia a mais velha,
Que não retém as urinas,
Capaz de encher uma celha,
Dois baldes e duas tinas.

A outra não se ficou
Primeiramente mostrou
Um saquinho de receitas
Contou tintim por tintim,
Um rosário sem fim
De doenças e maleitas.
Eu, a querer ligar à terra,
Ia fingindo que lia
P’ra ver se daquela guerra
Ileso, escapulia.

Depois de duas litradas,
Cuecas meio molhadas,
Lá fui eu para o castigo.
Vale é que eu já sou craque.
Para mim fazer um TAC
É como comer um figo.
Custa é ficar em jejum,
Beber e não comer nada
De vez em quando mais um
Copo da tal xaropada.

Quando tudo acaba em bem
E não se fica refém
De algo que nos agonia,
Feito que está o exame
Já não há quem reclame,
Que ganho já está o dia.
Corri tudo a catapulta,
Se é que ainda me lembro,
Até fui marcar consulta
Pra o dia dois de Dezembro.

Até lá irei viver
Como quero e tem de ser:
Com confiança e amor.
Para morrer ainda é cedo.
Apesar de não ter medo,
Prefiro a vida à estupor.
Viverei quanto puder
Gozarei a vida a rodos…
E seja o que d(eu)s quiser.
Um abraço para todos.

André Moa

23 Comentários:

  • Às 17 de novembro de 2009 às 23:23 , Blogger Laura disse...

    TAC's taquinhos tacões
    tudo vai dar ao mesmo
    e todos nos metem em aflições...

    Fiz uns quantos à cabeça
    Sabendo que quietinha
    teria ficar e para me sossegar
    passei os meus poemas a declamar...

    E pensei cá para mim
    enquanto a máquina girava
    que haveria qualquer coisa lá
    que não devia estar onde estava...

    Na verdade nem me enganei
    pois descobriu-se um tumor (meningioma benigno)
    maior que um ovo de galinha
    e eu que nunca poei... (rima)

    nunca tive medo do que lá viria
    nem que fosse mal de muita monta
    mas tiveram que correr co desgraçado
    não fosse ele crescer mais que a conta...

    Tiraram-no com mil cuidados
    alojado perto do tronco cerebral
    e para mal dos meus pecados
    não voltou a chatear...

    Por isso Moa amigo
    O que quer que seja
    Que Deus esteja contigo
    Como esteve comigo...

    Ele é um amigo que tenho
    e nem todos gostam dEle
    mas eu faço questão
    de te apresentar a Ele...

    E sem querer ser metediça
    só te digo que Ele é amigo
    e quem sabe deixa-te cá ficar
    pra continuares o castigo...

    (que é o de nos aturar)

    Beijinhos, muita calma e esperança. A esperança que a vida nos dá...abraço-te com amor, e nunca penses que nos vamos desgrudar, nada disso, cá ou lá, é igual e sempre seremos os manos Moa e laura, dê lá por onde der...Força rapaz, olhá balada do outono, ensaia ensaia...

     
  • Às 17 de novembro de 2009 às 23:57 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    E Deus há de querer que ficas porque já lhe fizemos, nós os teus amigos, uma petição, um baixo-assinado, já pusemos uma medida cautelar e faremos mais se for preciso !

    O teu poema-relato lembrou-me as ecografias que tinha que fazer quando estava grávida do meu filho ( na altura da minha filha, não fiz). Mandavam-nos beber muito e já com a criança a carregar na bexiga, era bastante complicado...

    Beijinhos à Toi de Moi, amigo Moa

     
  • Às 18 de novembro de 2009 às 00:05 , Blogger Bichodeconta disse...

    Que máquina mais esquesita
    Com um frio de danar
    Parece até que o mundo
    Está prestes a acabar.

    Haja calma moa amigo
    Estou solidária contigo
    E que importa isso agora
    No dia do tal jantar
    Se eu ainda lá chegar
    Tudo canta, ninguém chora

    Abreijos do bichodeconta

     
  • Às 18 de novembro de 2009 às 03:41 , Blogger Brancamar disse...

    Consulta dia 2 e dia 6 vamos festejar, seja lá o que fôr, sempre estiveste aí para o que der e vier e como diz a Laurinha Deus há-de-te ajudar, como tem ajudado sempre.
    Beijinhos.
    Branca

     
  • Às 18 de novembro de 2009 às 09:52 , Blogger Laura disse...

    Ehhh, lembrando a bicho de conta e a verdinha, branca mar, ELE há-de ajudar, coitado de Deus (Ele também se ri e brinca, a vida é de tudo a seu modo!)e já deve estar a tapar os ouvidos te tanto nos ouvir pedir por ti e diz; dêm a essas gajas o que elas querem, mas despachem-nas plo amor de Deus, já me doem os ouvidos de tanto pede, pede, pede... ehhhhhhhh, ahhhhh, cá pra mim..seja lá o que for o resultado, quero-te a postos pró bailarico e nem te lembres de me estragar a festa, mas, falando verdade, a maquineta vai dar boas notícias assim pró tipo; tudo mais normal, cada vez mais normal...senhor Moa, como é? e tu pensando cos teus botões; e não é que o Gajo existe mesmo!...Deus sabe do que falo! na maior, ELE é amigo!...
    Beijinho da laura.

     
  • Às 18 de novembro de 2009 às 16:01 , Blogger Maria disse...

    Olhe André, eu já passei
    Nem sei como aguentei
    Em alguns desses assados.
    Bebe água Maria, anda!
    E nem anda nem desanda
    Para mal dos meus pecados.
    São chatos, não têm fim.
    Não deixam fazer xixi
    Sem saber o que fazer.
    Torci-me toda, encolhi

    Só ao fim dumas litradas
    Vêem todas apressadas
    P’ra no cano me meter
    Mas nada do que eu fizesse,
    Evitava que eu tremesse.
    E a menina dizia, para parar de tremer.
    E ali fiquei muda e queda
    Já nem pensar conseguia.
    Por fim, diz muito calma e leda,
    Que levantar já podia.

    Eu tinha a cabeça à roda
    Com aquela cena toda.
    E a bexiga está cheia
    E prestes a vir por fora.
    E ela diz-me; E agora,
    Vai despejar, mas só meia.
    Isso agora é que era bom!
    Vamos ver se eu consigo.
    Disse eu, em alto som.
    Pinguinhos não é comigo.

    Mas por fim, lá dei um jeito
    E o resto só foi feito
    Depois do exame acabado,
    Então correu como um rio
    E agora vos desafio,
    Para o alívio danado
    Que senti naquele instante
    Fugi, para onde nem me lembro.
    Sei que fui p’a bem distante
    E só lá volto em Dezembro.

    Maria

    Beijinhos amigo

     
  • Às 18 de novembro de 2009 às 19:02 , Blogger Laura disse...

    Ah, bendita epopeia a da maria, benditos versos mais que lindos a ilustrar a dura realidade... Eu, bexiga cheia só nas ecografias lá por baixo ou lá por cima, onde era que a gente já nem sabe onde eles mexem ehhhhhhh...e claro que custa reter reter, ufa que alivio quando podemos despejar tudo, desta evz era eco vaginal e pensei, lá vem a merda de poupar o xixi, apre, mas não, dona laura despeje a bexiga que daqui nada já vai...e eu admirada; sério? assentiu, uaau, que bommmmm que bommm é pra já... e dpeois o médico ia vendo e eu a olhar para o ecran, faço sempre perguntas, e ele, não tem nada, ai não Dr, e aquelas cruzinhas aqui e ali, é normal normalissimo, ah, bom..

    Moa, já viste a sorte danada que tenho? não ouvir! Por vezes é uma belezura... elas falam falam e eu faço de conta (quando me convém!)se gostar, alinho e digo que não ouço blá blá, se forem dessas chatinhas, não estou nem aí e elas pensam pra dentro; que exquisita, deixá-lo... Beijinhos.

     
  • Às 18 de novembro de 2009 às 22:02 , Blogger Andre Moa disse...

    Está um frio de rachar.
    em Dezembro é que vai ser!
    Vai depender, se calhar,
    do que se venha a saber.

    Quem é que chora a almoçar?
    Com um Dão, Douro ou Cartaxo,
    ninguém chora e se chorar
    não é por cima, é por baixo.

    No almoço na Parede
    só se canta e só se dança;
    faz-se trapézio sem rede,
    todos suspensos na Esperança.

    Na esperança e ma certeza!
    Pensamentos positivos!
    Seja a dançar, seja a mesa,
    mexemos? Estamos vivos.

    Com esta gajada toda
    a fazer tanto escarcéu,
    está garantida a boda.
    Essa garanto-vos eu.

    Estar convosco é tão bom!
    Celestial é o som
    de um coração solidário!
    Bate, bate e não nos cansa,
    só aumenta a confiança,
    enche de flores um calvário.
    Todos gritam por Jesus,
    em qualquer dia é Natal,
    até nas sombras há luz,
    rimo-nos do próprio mal.

    Na doença é que se vê
    quem é que sofre e treslê
    sem nunca desanimar.
    A comunhão na doença
    é maior do que se pensa.
    Abre-nos de par em par.
    Mijamos mal? Não importa.
    Comemos bem? Viva a festa!
    Nem no tempo da "avó torta"
    havia gente como esta.

    Abreijos.
    André Moa

     
  • Às 18 de novembro de 2009 às 23:02 , Blogger Kim disse...

    Tudo se há-de arranjar
    Para cantar e comer
    Eu não quero nem pensar
    Como tudo irá correr

    Com a goela vazia
    Ou a bexiga bem cheia
    Comam bem e sem azia
    Cuidado com a diarreia

    Eu espero ver o Moa
    Cantar até mais não
    Quem ficar em Lisboa
    Vai cantar pró paredão

    Sou um nabo a cantar
    Adoro apenas sorrir
    Espero ir-vos filmar
    Se até lá não cair

     
  • Às 19 de novembro de 2009 às 00:43 , Blogger Andre Moa disse...

    "Quem canta seu mal espanta".
    Assim é. Não é assim?
    É de ouro a tua garganta.
    Não sejas modesto, ó Kim.

    E não caias, por favor,
    nem até lá, nem depois.
    Dançar, danço com uma flor,
    mas para cantar só vós dois.

    Vos dois: tu e a Verdinha
    a cantardes sem descanso,
    enquanto enlaço a Laurinha,
    enquanto com ela danço.

    Só ficarás dispensado
    de cantares e encantares,
    quando, de máquina armado,
    volteias para nos filmares.

    Aí sim, és mais que ás,
    és o melhor que eu conheço.
    Já sei do que és capaz:
    filmas bem e por bom preço.

    O meu louvor, caro Kim,
    como o de todos, mereces.
    Filmas tudo e, por fim,
    até o DVD ofereces.

    Grande abraço, amigo-irmão.
    André Moa

     
  • Às 19 de novembro de 2009 às 11:00 , Blogger Laura disse...

    Ahhhh,

    E vinha eu sorrateira
    pedir um conselho ao mestre
    se me explicava por bem
    as regras que uma Balada tem.

    É que (só) escrevo fados
    fadunchos e canções
    e uma amiga alvitrou
    que Baladas são boas razões.

    Para escrever assim
    tão de dentro de mim
    mas eu queria saber
    se tenho de a regras, obedecer!

    E como tal consultei
    o meu amigo meu par
    se com ele já dancei
    e a falar continuei.

    É que ele é um Poeta
    dos quatro costados
    é um Escritor afamado
    a quem a fama, passa ao lado.

    E se bem pensei
    melhor o fiz
    e o Moa consultei
    vamos a ver o que ele me diz!

    Rapaz ora explica aí
    se tenho de fazer filas de três
    ou de quatro ou se pode ser assim
    ao desbarato!

    Se tenho de rimar com a primeira
    ou a segunda, ou se na terceira
    ah, quer-me parecer
    que vou ter de aprender.

    Ou à escola voltar
    para saber se a Balada rima
    com a palavra
    ou se é so deixar andar!...

     
  • Às 19 de novembro de 2009 às 11:14 , Blogger Laura disse...

    O pessoal anda afoito
    a querer que chegue o dia
    pra irmos prá romaria
    e ficarmos feitos num oito.

    Eu cá por mim nem me ralo
    ca comida mai'la bebida
    eu quero é com todos estar
    e a todos poder olhar.

    Quero ver o nosso Kim
    de maquineta a filmar
    e com isso nem me preocupo
    pois ele vai-se esmerar.

    Nas suas mãos tudo muda
    o banal torna-se rico
    e pasmem todos que com ele
    até o feio,sai bonito.

    Ah, não se esqueçam
    de pedir as mesas
    lá pró fundo do salão
    para que não haja confusão.

    Vamos dançar cantar
    rir e chorar
    lembranças contar
    e mais umas para guardar.

    Porque onde nos juntamos
    sabemos com o que podemos contar
    e a nossa alma diz-nos
    o que felizes vamos ficar.

    Beijinhos e responde-me ó Moa
    responde sim a cantar
    para que comece já a escrever
    e de novo a badalar!...

    laura

     
  • Às 19 de novembro de 2009 às 18:04 , Blogger Andre Moa disse...

    Caríssima Laura,
    nada na vida "é só deixar andar", para que não saia borrada, seja qual for o ofício, a actividade a realizar, a experiência a fazer.
    Quanto à pergunta que me fazes, como já te respondi por e-mail, pouco mais posso dizer, porque mais não sei, do que o seguinte: a balada tem mais a ver com a toada, com a música, portanto. A letra deve moldar-se à música, que pode variar de balada para balada e mesmo dentro da mesma balada de verso para verso ou, mais frequentemente, de conjunto de versos para conjunto de versos. Se vires, por exemplo a letra da balada do Outono que bem conheces, há versos com um número xis de sílabas e outros com outro número, porque a música assim exige. A música e a letra é que devem casar sempre muito bem. É claro que se a letra nascer primeiro do que a música, o que também acontece com frequência, então deverá ser o músico a ter em atenção as sílabas e a métrica dos versos, para moldar a música à letra, para que casem bem. O casamento é que tem que ser sempre perfeito e para todo o sempre.
    Beijinhos
    André Moa

     
  • Às 19 de novembro de 2009 às 19:44 , Blogger laura disse...

    Bom, começamos por baixo... Deve ser por isso que o casamento não funcionou, escrevi primeiro a letra em vez de escolher uma boa música, agora e só agora ao fim de tantos anos, fiquei a saber que há que escolher musica, e depois a letra, comecei pla letra e olha no que deu!...

    Amigo não se case assim
    sem escolher a musica
    apostando nas rimas
    pois nem tudo vai rimar.

    Veja bem por onde vai
    quem escolhe e quem é
    lembre-se também
    que ninguém perfeito é.

    Eu pensei que tinha pescado
    o melhor peixe do mundo
    mas quando reparei
    ai c'o barco tá a ir ao fundo.

    É por isso que digo e digo
    casar já não vale a pena
    mais vale trocar de par
    enquanto o amor funcionar.

    Hoje em dia é o que se vê
    casa agora, amanhã já estás só
    e eu feita de parva pensei
    que á segunda era de vez

    E nem nisso acertei
    e assim, jurei
    casamentos nunca mais
    apenas um bom borracho
    que ouça os meus ais!...

    Entendi menino Moa, entendi, mas eu só posso escrever e quem sabe a letra algum dia chegará aos ouvidos de quem saiba fazer musicas e, afinala té conheço um Maestro, o Vilas Boas, de curriculo invejavel e só tem 41 anos...até dancei com ele ehhhh na vida e os primeiros encontros começam na dança...

    beijinhos, muitos e abraços, laura

     
  • Às 19 de novembro de 2009 às 23:45 , Blogger Brancamar disse...

    Olá meu amigo,

    Venho deixar beijinhos de boa noite. O sono e o cansaço já me levam, mas ainda me ri aqui com as letras da Laurinha. Há muita coisa em que podia dizer ámen contigo Laurinha, depois te conto, hihihi.
    Beijinhos.
    Branca

     
  • Às 20 de novembro de 2009 às 09:00 , Blogger Laura disse...

    Há muita coisa em que podia dizer ámen contigo Laurinha...
    querida brancamar;até pode nem ser o teu caso, é uma suposição, achei estas versalhadas engraçadas e longe de mim querer que haja confusão de algum lado, ehhhhhh....


    Amen digamos nós em únissono
    mesmo que o sono já nos vença
    e fico a apostar que o teu amen
    é igual ao meu, sem diferença...

    Somos do tempo em que nos diziam
    que o casamento é p'ra ir até ao fim
    e se a eles não lhes soa assim
    que lhes importa que nos doa a ti e a mim...

    E que nos importa que os outros
    não nos queiram felizes
    se dentro da nossa porta
    somos os nossos juizes...

    E lá por acharem os manéis
    tão boa gente e queridos
    porque raio havemos de ter
    que aturar destes maridos...

    E o povo só sabe alvitrar
    que o casamento é de lei
    e quem casa deve escolher
    sem direito a retroceder...

    Como o outro que dizia
    se foi de escolha tua
    aguenta-te laurinha
    aceita a vida assim e continua...

    Assim acho que sou eu
    de tudo a culpada
    hei-de ser artola nesta vida
    para na outra, ser perdoada ...

    Mas, aqui tangem as cordas da guitarra
    no seu tom tão dolente
    eu hei-de gritar à vida
    que bom que sou tão diferente...

    Tão diferente de tanta gente
    que vive assim, e, cala, e consente
    e deixa-se ir pela vida
    da forma do querer de toda a gente...

    Porque o amor que tenho em mim
    não é para guardar eternamente
    é para dar a alguém
    que minh'alma acalente!...

    não vou nunca desistir nem parar
    de uma alma como a minha, encontrar
    porque sei e sinto que dentro de mim
    há muito amor para dar!...

    E a guitarra continua a gemer
    ora rude, ora silenciosamente!...

    Beijinhos Moa, beijinhos Brancamar...da laura

     
  • Às 21 de novembro de 2009 às 09:31 , Blogger Laura disse...

    Um bom dia venho desejar
    aos fantasmas inxistentes
    nada de novo há a assinalar
    volto daqui nada a espreitar.

    Que o dia seja belo para todos
    e a alegria floresça em cada coração
    pois já nos chegam as agruras da vida
    para nos tramarem até mais não.

    É sábado e ainda por cima, chove
    acordei há poucochinho
    vou tomar meu cafézinho comer pão
    com requeijão e o velho comprimido.

    Que me guarda dos males
    que atingem o coração
    e segundo o médico
    está bom o maganão.

    De seguida vou prá rua
    arejar a cabecinha
    vou tomar a cevadinha
    com as minhas meninas.

    Levo riso e poesia
    enquanto elas declamam
    eu escuto-as embevecida
    e vai escorrendo a cevadinha.

    Todos os sábados é assim
    no restaurante lá do sitio
    eu escrevo pra elas
    e elas cantam pra mim.

    E assim vou-me embora
    ainda tenho que fazer
    entre comer e correr
    para lá chegar na hora.

    Beijinhos a todos
    ah, por onde andam as meninas?
    e o meu cantor e dançarino preferido?
    desconfio que no ninho
    está frio, não há sol, e sabe bem o quentinho..

    laura

     
  • Às 21 de novembro de 2009 às 21:55 , Blogger Brancamar disse...

    Olá amigo Moa,

    Isto anda tudo muito "murcho" com a chuva, só a Laurinha consegue arrebitar todo o pessoal.
    Gostei muito dos versinhos que me deixaste Laura, muito bons mesmo, tenho pena de não ter boa voz, senão cantavamos as duas o fado, hihihi.

    Ao amigo Moa deixo um abração e como não sei fazer poesia aqui e agora, como a nossa talentosa Laura, apenas quero dizer que cá estou, para o que der e vier, amiga para todo o sempre.
    Beijinhos.

    Branca

     
  • Às 21 de novembro de 2009 às 23:24 , Blogger Laura disse...

    Branca, para o Fado temos a bicho de conta, pelos vistos tem boa voz, tanto para os escrever como cantar...eu cantar? acudam, acudam, caiu o Carmo e a Trindade com a voz esganiçada da laura ehhhhh, sabes que surdo não tem voz normal, falo e até plos cotovelos, não é Moa? mas há quem diga que falo muito bem para o tempo que estive sem ouvir,(50 anos, fiquei surda aos seis e fiz o implante de cocleares há meses) mas, sempre assim falei não é de agora... só que dizem que tenho a voz muito melhorada, a isso é treino que eu me obrigo a fazer, vou pls estradas a conduzir, vidros corridos e dou larags às minhas cantorias,até pareço uma soprano ahhh que bem me soa, e, aprofundo as minhas cordas vocais de tal modo que eles já começam a amaciar a voz, isto sem ser mandada por nenhum especialista, porque eu sou sensitiva e assim!...o pessoal nota e eu faço de conta ehhhhhhh..beijinhos

     
  • Às 22 de novembro de 2009 às 19:11 , Blogger Andre Moa disse...

    CARAS bRANCAMAR E LAURA

    Com que prazer vos recebo neste nosso (meu e vosso) cantinho da boa disposição.
    Acompanhei com muito agrado a vossa conversa e bela troca de galhardetes.
    Pedes-me, Laura, para eu confirmar que tu falas pelos cotovelos. Desculpa, mas não confirmo tal. Sempre te ouvi falar muito e bem, mas pela boca e nada mais. Mas não te esqueças que não é pelos cotovelos, mas pela boca que morre o peixe. eheheheheh
    Abreijos
    André Moa

     
  • Às 22 de novembro de 2009 às 21:42 , Blogger Laura disse...

    cotovelos? ó Moaaaaaaaaaa! credo rapaz, eu sei que falo imenso, mas, prometo-te, muito muito, muito, que em Lisboa calo a boca e sód eixo os cotovelos falar, só se for um com o outro, os cotovelos, ora tá claro..Beijinhos, laura

     
  • Às 28 de novembro de 2009 às 17:19 , Blogger Paula Raposo disse...

    E esta é a força das tuas palavras!! Gostei.
    Beijos.

     
  • Às 1 de dezembro de 2009 às 02:00 , Blogger Maria Soledade disse...

    Toc...Toc...Posso entrar?Bom, penso que sim porque o Môa é gente boa!...

    Da minha vida...
    Os TAC'S já fazem parte
    De há uns anos para cá!
    Convenhamos que é Arte
    Ver o que há ou não há...

    Quanto a beber-se a litrada
    Por acaso bem nojenta
    É só beber de rajada
    Que aos goles não se aguenta!...

    Se sacam alguma mazela
    Como a mim me sacaram
    O que importa é tratar dela
    E fazer o que mandaram...

    Bem pior é a RM
    Naquele canudo sem ar
    E quando o doente treme
    Há de novo que gramar
    Com calma voltar a entrar
    Naquele tubo sem ar!...

    Mas valham-nos as maquinetas
    Da medicina avançada
    P'ra descobrirem as tretas
    E a malta ser tratada...

    Tudo de BOM amigo Môa que se lixem as mazelas que a malta trata delas!...

    Beijinhos e Melhoras

     

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Que cantan los poetas andaluces de ahora...