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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

UMA VIDA EM VERSOS COM REVERSOS


Aos setenta só sessenta de poesia
P(OVO)
EDIÇÃO DO AUTOR
COMPOSIÇÃO E IMPRESSÃO DE JOSÉ DINIS
Outubro/1979
(CONTINUAÇÃO)

E COMO ELA É LINDA
ai espinhos
ai espinhos sem flores

ai tormentos
tormentos
de amores

ai noites
ai açoites
dos escravos

não há vida
não são vida
estes travos

quero rosas
sem espinhos
quero cravos

liberdade
liberdade
onde estás?

adiante
lá adiante
a alcançarás

não me fujas
não me fujas
por mais tempo

tem alento
tem alento
tem alento

POUCO
é a hora de abrir o livro
passar à frente uma página
continuar vazio
à espera de nada
supremo esforço
estar vivo
no rolar de uma lágrima
sustento o absurdo
por amor
louvo o desconhecido
espero
o que nem a esperança
alcança
se não sufoco
é porque
atingi a perfeição
ou não

a liberdade existe
carrasco de chibata
em riste
ou sou eterno
ou estou louco
seja o que for
é pouco

TROPO TARDE
Era tarde
tropo tarde
e não parecia
era preciso mais fogo
e o sangue não ardia
o sol esse morria
e a lua não surgiafoi um logro?
foi verdade?
é noite?
é dia?
era tarde
sobre tudo
era tarde
para tudo
tropo tarde

LIBERDADE, UBI ES?
todos te sabem
e cantam
menos eu
não te vejo
não te sinto
não te canto

o timbre não se imagina
não sentir não é vibrante
a ausência não passa disso
devora-se a si mesma
real suposto
serás fruto na secura do deserto
enquanto não fores companheira
desta insónia solitária
quando o fores
eu o saberei
o cio por ti em mim
mantém-se aceso
mas eu continuo
a impalpar-te
qual amante envergonhada
apenas sugeres um corpo sedutor
por trás de cortinas que te ocultam
a meus olhos
não és acto
és fantasma
não és sangue
não aqueces
não és arte
és intangível
longínqua miragem
caminho ardente
a percorrer
André Moa

Apontamentos anticancro 38
«Em 1950, 80% dos homens ocidentais fumavam tabaco. Era um hábito considerado perfeitamente inofensivo, até pelos médicos. Nas publicações médicas havia anúncios à Winston e à Marlboro. Nesse ano, os doutores Evarts Graham e Richard Doll da Universidade de Oxford (eles próprios fumadores), como a maior parte dos médicos da época) demonstraram sem sombra de dúvida que o tabaco era a causa directa do aumento vertiginoso de casos de cancro do pulmão. Nos homens que fumavam mais de um maço por dia, o risco era até 30 vezes mais elevado!
O Governo Britânico levou 22 anos a a aprovar a primeira medida antitabagista.
Hoje, o fabrico, o consumo e a exportação de cigarros continuam a ser perfeitamente legais.
Como no caso do tabaco, há razões económicas muito fortes para não se querer saber mais. Muitos políticos crêem que os pesticidas promovem a produtividade agrícola, embora haja poucos indícios que validem esta teoria».
Do livro «Anticancro – um novo estilo de vida» - de David Servan-Schreiber.



14 Comentários:

  • Às 25 de outubro de 2010 às 22:05 , Blogger Bichodeconta disse...

    Ai tormentos
    Ai lamentos
    Ai amores
    Como é bom ter-te aqui
    Ter-vos aqui
    Amigos , irmãos
    Ai tormentos
    Ai lamentos
    Vontade de apertar as tuas mãos
    Vontade de um abraço
    De te ouvir a vóz
    Vontade de estar convosco
    Ai tormentos
    Ai lamentos
    Desalegria
    Esta de estarmos sós.
    Abreijos, bichodeconta

    .............................................................................................................É sempre tão bom reler-te, saber vás driblando entre dores, medicamentos, e tormentos
    Ai tormentos
    Ai lamentos
    Ai amores......................

     
  • Às 25 de outubro de 2010 às 22:43 , Blogger Kim disse...

    Meu querido André
    Nem lamentos nem tormentos quebrarão uma árvore esguia e frondosa que um dia me serviu de sombra, nos dias quentes que me aqueceram a alma.
    Abreijo meu amigo

     
  • Às 25 de outubro de 2010 às 22:48 , Anonymous laura_vieira@portugalmail.com disse...

    Sou a liberdade
    não te fujo
    não te fujo...

    O povo é que foge de mim
    corre a sete pés
    em busca da tal liberdade
    que é enganadora
    pois não dá pão e paz!

    Eu sou a liberdade
    lutadora
    quero trabalho
    amor e compreensão
    os homens todos unidos
    de mão na mão!...

    O povo é o culpado
    de ter apenas na mesa
    codeas duras
    vidas de amarguras
    usa translúcidas palavras
    que não dão em nada...

    Precisamos de lutar
    sem armas na mão
    com a bandeira das palavras
    palavras que atinjam a voz da razão!

    Moa, escrevi, apaguei e quem sabe vais dizer; ora apaga de novo, mas, saiu assim...e sendo assim, é sagrado.
    uma braço apertadinho da tua companhia na janelita do manjerico...

     
  • Às 25 de outubro de 2010 às 23:32 , Blogger mundo azul disse...

    _________________________________________


    ...sua poesia é muito boa! Você é realmente um dos poetas da blogsfera que gosto de ler, que tenho prazer em aprender!


    Beijos de luz e o meu carinho!!!

    ____________________________________________

     
  • Às 26 de outubro de 2010 às 00:34 , Blogger JE VOIS LA VIE EN VERT disse...

    Lindo é o teu poema
    Mas deixas-me num dilema :
    Comentar as rimas
    Como são belíssimas
    Dá-me um grande trabalhão
    Para não dar um trambulhão...

    Desculpa a brincadeira mas a esta hora da noite (00h35), as palavras só saem em disparates...
    Beijinhos, meu amigo
    Verdinha

     
  • Às 26 de outubro de 2010 às 13:54 , Anonymous Anónimo disse...

    André!

    Que faciliade tu tens de dizer grandes coisas de uma forma tão bonita e cadenciada.

    Sim, realmente a liberdade é Bem Maior:

    Quando me imagino livre
    Logo me vem á cabeça
    Coisas que nunca tive
    Ainda que delas não esqueça.
    Mas logo compreendo
    O que o meu coração me dita
    Liberdade é o que vou merecendo
    Enquanto a vida me habita.
    Enfim, liberdade é aceitar
    Amar e respeitar o outro(s)
    É valorizar o que se tem
    E agradecer a Deus por tudo um pouco.

    Como vês a liberdade é uma das nossas maiores correntes.

    Beijos duplos e muita saúde.
    L&L

     
  • Às 26 de outubro de 2010 às 19:17 , Anonymous Anónimo disse...

    A liberdade é um BEM MAIOR, isto é o que eu queria dizer.
    L&L

     
  • Às 27 de outubro de 2010 às 00:46 , Anonymous DAD disse...

    Estou feliz por ver que continuas em grande forma!
    Bonito o emaranhado do poema!

    Beijinho cheio de saúde,

     
  • Às 27 de outubro de 2010 às 07:54 , Blogger Osvaldo disse...

    Caro irmão;

    Com a beleza dos teus poemas,... já não me surpreendes porque eles fazem-se ler e reler e estamos sempre a interpretá-los puxando-os para a realidade.

    Continua com essa força,...
    bjs,
    da Ana e Osvaldo

     
  • Às 27 de outubro de 2010 às 12:13 , Blogger Parisiense disse...

    Mesmo nestas horas tu continuas a ver as coisas de uma menira poetica. Será que te alimentas-te na nossa fonte, na fonte da amizade???
    Então força porque nós aqui estaremos empre para te dar o carinho que tanto mereces.
    E vai-nos alimentando com a tua força e poesia.

    Abreijos da Zé e Vitor.

     
  • Às 27 de outubro de 2010 às 17:43 , Blogger Andre Moa disse...

    Cara Ell
    é como dizes:
    "Ai tormentos
    Ai lamentos
    Ai amores!"

    Unguentos
    para os nossos
    sofrimentos
    e tumores,
    para as dores
    quer da carne quer dos ossos.
    (O que até vem a calhar, que hoje estou com umas dores intercostais que nem me deixam respirar. Ele é cada grito, que até parece que estou a parir um cabrito. Rima e é verdade.)
    Bjs

    Caro Kim
    "Nem lamentos nem tormentos quebrarão uma árvore esguia e frondosa que um dia me serviu de sombra, nos dias quentes que me aqueceram
    a alma".
    Escreveste tudo o que eu te queria dizer, por isso, basta fazer minhas as tuas palavras, caríssismo Kim, apenas esclarecendo, por amor à verdade,que essa árvore não é nada esguia, que essa árvore frondosa que és tu, é forte como o aço, capaz de aquecer a alma mais fria. Os corpos que no-los aqueçam o Sol e o bom tintol de Tabuaço.
    Abreijos

    Cara Laura,
    Nóa somos da liberdade
    o predicado e o sujeito.
    Mas, quando se quer trabalhar,
    temos de vergar a servis.
    Para se servir o país
    tem de se ter
    as mãos bem limpas e soltas
    e não pensar em revoltas
    por dá cá aquela palha.
    "De mão na mão", não dá jeito.
    Temos de as soltar
    enquanto a gente trabalha.
    Bjs

    Minha cara Mundo azul,
    o melhor da blogosfera?
    Eu?
    Gracinha sua!
    Ou talvez não,
    espera,
    talvez tu tenhas razão,
    que há muito ando a vogar
    entre a terra e o céu:
    eu ando sempre na lua.
    Obrigado, querida amiga, pelo estímulo elogioso.
    Bjs

    Cara Verdinha,
    Deixa lá, que o rimar
    só serve para atrapalhar
    e cria alguns embaraços.
    Se te der para o trambulhão,
    aproveita a ocasião
    e cai, verdinha, em meus braços.
    Abreijos (abraços para os homens e beijinhos pra as mulheres da família)

    L&L, querida amiga,
    se vou na tua cantiga,
    torno-me um tonto babado.
    Bem Maior, a LIBERDADE,
    Sim, quando é pela amizade
    bem cuidado, bem regado.
    É assim que me sinto
    sempre que me chega mercadoria
    de primeira da tua mercearia:
    apaparicado,
    bem tratado,
    bem cuidado...
    Grande firma essa, a tua, L&L!
    Abreijos

    Cara DAD,
    No emaranhado do poema,
    uma boa dose de amizade,
    já que esse é o meu lema:
    amar até à saciedade.
    E porque nunca me satisfaço,
    amo tudo quanto é tempo e espaço.
    Assim haja saúde e sorte
    para ir fintando a morte.
    Bjs

    Caro irmão Osvaldo:
    Esta força não é minha,
    há muito que ando a roubá-la
    nesta nossa grande vinha
    a quem a oferece e quer dá-la.
    E eu, que sou um glutão,
    guardo-a para sempre no coração.
    Abreijos
    (abraços para ti e demais homanos da família; beijos para a parte humana maior e mais bela da família - Ana, filha e netas).

    Cara Parisiense,duvidas?
    Claro que é nessa fonte
    que eu bebo e me sacio.
    Junto uma gota a mil gotas
    e convosco invento um rio
    de bem-estar, amizade,
    que vai sempre desaguar
    no inesgotável mar
    da saudade.
    Abreijos (beijos para a Zé;abraços para o Vitor).

     
  • Às 27 de outubro de 2010 às 21:09 , Blogger Laura disse...

    O que pr'á qui vai de poesia
    pela pena do Mestre André
    já não é fado, é mania
    e daqui já não arredo pé.

    Ele é amor, amizade
    somos a fonte de águas puras
    o rio que desagua no mar
    e a saudade deixa mil venturas.

    Sei do que falas ó meu Amigo
    se eu sofro do mesmo mal
    sinto-vos o meu porto de abrigo
    onde me acolho em dias de temporal.

    É tão bom ter-vos assim ao lado
    mesmo que seja através de letras
    que se transformam em palavras
    que nada têm de obsoletas.

    É por isso que conto os meses
    os dias ou amanhãs
    sinto que o vosso amor é verdadeiro
    e entre nós não há palavras vãs.

    Tão bem me sabe vir aqui
    lembrar que não estou a sonhar
    essas pessoas existem
    e trazem à minha vida
    sinos, a ressoar!

    Muitos beijinhos aos meus queridos amigos, uns e outros, todos por igual... laura

     
  • Às 28 de outubro de 2010 às 23:37 , Blogger Andre Moa disse...

    Olá, amigos:
    estou com uma crise de dores de costas que me põem praticamente paralisado. Só esta notinha, para conhecimento de Vexas, sem mais lamechices deste lamechas.
    Abreijos.
    André Moa

     
  • Às 29 de outubro de 2010 às 09:17 , Blogger Laura disse...

    Eu sei que quando não vens à janela, namorar comigo, com o vasinho de manjerico ao lado, deves ter as malditas das dores nas costas, mas, recosta-te, descansa e nem te preocupes, a gente torce por ti...
    Mandei mail à falta de paleio na janela...

    Chove na rua
    e no quentinho do meu lar
    recolho meus pensamentos
    transformo-os em poesia
    e peço a quem peço
    para te tirar os teus tormentos!

    Abraço apertadinho da nina que tanto te quer.

    laura

     

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