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sábado, 17 de julho de 2010

CICLO EMOÇÃO


MUNDO IMUNDO

Com aquele ar judicativo dos que pensam estar acima de qualquer suspeita, acusam-me de ser um iconoclasta que julgam poder amordaçar. O obscurantismo de 50 anos e a crendice popular muitos anos levarão a serem erradicados dos meus concidadãos iletrados; E esta realidade tem vindo a ser aproveitada, principalmente pela Igreja Católica, para arregimentar crentes fanáticos e incondicionais da sua doutrina.

Não me sinto, acredita, minimamente beliscado com mais este ataque ferino, pelo contrário, ele dá-me, ainda, mais força para continuar a tentar ser um travão ao ensandecimento cruento de muitos, causado pela desfaçatez e cinismo indecoroso de quem sabe, melhor do que eu, que só com a negaça dum Céu redentor obnibulante dos espíritos fracos dos néscios, meus irmãos, conseguem alcançar os seus desideratos.

Pese a muitos, vou continuar a ser, o mais possível, incómodo tentando minimizar o que, infelizmente para já, é quase irremediável; uma aposta séria que se fizesse na Educação seria um trabalho ciclópico que levaria, ainda, muito tempo a dar os seus frutos; duas ou três gerações teriam de sofrer as consequências duma dialéctica desvirtuante e de uma retórica preconceituosa.

Enfim, meu amor, " c´est la vie ". Só na infinitude da nossa paixão poderei encontrar a força motora para a continuação desta minha cruzada e levar a carta a Garcia; quero acreditar que, em parte, hei-de conseguir; atenção, que este contencioso é só meu; os seus despudorados atrevimentos não chegarão a ti, porque eu estarei por perto. Terão de se convencer que o poeta não é feudo de ninguém e que só se escraviza às suas emoções e convicções - e a ti também, até quando pudermos manter o nosso amor vivo e actuante!

ERNESTO LEANDRO

Apontamentos anticancro 29
«Pouco depois percebi que a doença estava a permitir-me apreciar uma nova identidade. A minha nova situação tinha as suas vantagens.
Nenhuma desilusão poderia ter sido mais esmagadora do que eu ficar gravemente doente aos 30 anos. No entanto, subitamente, a doença fez-me reconquistar uma certa liberdade. Já não tinha de ser o primeiro da turma ou o melhor da minha especialidade na área de investigação. Fiquei dispensado da eterna corrida para pôr à prova as minhas qualidades, mostrar as minhas capacidades e o meu valor intelectual. Pela primeira vez, senti que podia baixar as armas e respirar. Anna pôs-me a ouvir um cântico espiritual que me levou às lágrimas, como se tivesse esperado a vida toda para ouvir aquelas palavras:
“Vou pousar o meu pesado fardo
Ali, junto ao rio
Não mais vou estudar a guerra
Vou pousar o escudo e a espada
Ali, junto ao rio
Não mais vou estudar a guerra…”»
Do livro «Anticancro – um novo estilo de vida» de David Servan-Schreiber.

6 Comentários:

  • Às 17 de julho de 2010 às 22:52 , Blogger Osvaldo disse...

    Caro Ernesto;

    Como bem dizes, c'est la vie...

    Mas eu, como bom vivente, já comprei a minha cadeirinha no Céu e lá estarei um dia a assistir de camarote aos brutais combates nas poéticas Arenas onde os imortais gladiadores da poesia não pararão de se flagelar em defesa da sua dolce Dulcineia... até descobrirem que afinal também o Sol tem o seu Poente.

    Como sempre, caro Ernesto, uma grande e bela poesia.

    Um abraço.
    Osvaldo

     
  • Às 18 de julho de 2010 às 08:58 , Blogger Laura disse...

    Todo o homem quer ser detentor da verdade, mas esquece que é na humildade do saber que ele alcança mais depressa o Infinito !
    Somos milhentas de religiões, mas também somos seres humanos em busca do caminho!
    Que cada um palmilhe o seu caminho e a seu modo, para mim, (apenas uma partícula da humanidade) o que conta é apenas aquilo que o Homem tem na alma, ou seja, aquilo que o dignifica...

    A palavra sã
    a palavra de amor
    a palavra de querer justiça
    a palavra da caridade
    e acima de tudo a palavra da compaixão! de tentar ver no próximo apenas o seu Irmão e lutar pelo bem estar dele também... só que o homem tornou-se invejoso e sequioso de poder e em vez de compartir e repartir aprendeu a roubar e a invejar e a partir daí foi-se a palavra do Maior de Todos, e poucos a retiveram em si...
    Ernesto é apenas a minha forma de pensar, mas entre religiões e religiões, venha o diabo e escolha!
    Aquele abraço da laura que apenas queria ver um mundo melhor como diz o Moa, um mundo que fosse um BODO! para o meu amado Povo...

     
  • Às 19 de julho de 2010 às 00:07 , Blogger Paixão Lima disse...

    Caro Ernesto,
    Como muito bem dizes, o mundo é imundo. Como pertencemos ao mundo, também fazemos parte da imundice. E como porcaria que somos, vamos deixar afundar, e nós com ele, este imenso mar de porcaria. Não está nas nossas mãos transformar o inferno na paraíso. Julgamo-nos deuses mas não fazemos milagres.
    Um abraço, Irmão.

     
  • Às 19 de julho de 2010 às 12:22 , Blogger Laura disse...

    E já agora posso perguntar porque o amigo Ernesto não vem responder aos comentários? assim teríamos treta interessante dos dois lados e pareceres mesmo que sendo opostos, seriam bons para irmos aprendendo uns com os outros...

    beijinhos.


    Mestre Moa, como é? nem um arzinho da sua graça! anda na boa vai ela ou a preparar-se para mais uma? beijinho da pariga que tem especial carinho por ti.

     
  • Às 19 de julho de 2010 às 14:28 , Anonymous Anónimo disse...

    Laura Vieira, cara amiga.

    A pergunta que me faz é pertinente, mas devia ter sido feita ao titular do blog e à Senhora Dona Aida Baptiata. Não foi ele que pediu, publicamente, a compreensão de todos para que esta Senhora pudesse preservar a sua privacidade? Esqueceu todos os amigos que, diàriamente, se expoem sem cuidar da sua privacidade. em atenção à sua recuperação total.

    Posso estar enganado, mas julgo nunca ter visto um comentário da Doutora Aida Baptista.

    Assim, deixei de comentar, a partir dessa altura. E se ainda envio textos meus para o blog, é porque o titular me pediu.

    Um abraço muito amigo do

    Ernesto Leandro

     
  • Às 19 de julho de 2010 às 17:56 , Blogger Laura disse...

    Meu querido Ernesto...Mas quem falou na Aida Batista? se eu tivesse interesse dizia-lhe isso a ela também, além de que tenho amigas que a conhecem...e o que tem a ver responder com preservar a privacidade? nada, julgo eu, nada tem de privacidade comentar em resposta aos que comentam... Não vamos por aí Ernesto, falei apenas contigo ó Ernesto...ai, ai, ai...
    Não tem a ver com o Moa nem com mais ninguém, foi só o teu nome que escrevi, logo!...

    Mas tudo bem, assim dá apenas vontade de;... não respondem? não escrevo..ora diz lá se não sentes assim! Põe-te no meu lugar, só no meu...

    Aqui vai o meu caloroso abraço, as palavras servem no meu caso (surda)ainda mais, para resolver as coisas...ah, tudo na maior, não espero zangas nem coisa parecida..só palavras lindas, palavras que traduzem o Homem que és! laura

     

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