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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

DIREITOS DOS DOENTES


OS DIREITOS DO DOENTE

Quem me conhece sabe bem que eu não sou para carpir mágoas, enxugar lágrimas em ombro que não o meu. Ao contrário, mais facilmente arrancarei do sofrimento humor, da dor uma graça, de um revés uma momice. Não tenho o menor rebuço em esconder a doença nem o doente. Falo das minhas mazelas e de mim com toda a naturalidade e espontaneidade quando quero, com quem quero, como quero, onde quero, enquanto quero. Se me exponho, sou eu que voluntariamente me exponho. Continuarei a ser senhor e dono de mim e da minha doença. Não me sentirei expurgado dos meus direitos. Há autênticas carpideiras que se comprazem em choramingar calamidades alheias; verdadeiras sanguessugas que se alimentam do sangue, da pústula, da putrefação, que tudo pretendem esmiuçar, que tudo desejam chafurdar. E sobre tudo dão palpite, E, muito principalmente, lastimam o doentinho, o estado do doentinho. E incomodam. Incomodam muito. Porque, das duas, uma: ou o doente é influenciável e lá o temos nós a afundar-se; ou lá está ele a rir-se para dentro e a consolar o visitante, o amigo, o “samaritano”, o impenitente impertinente. Diferentes serão as manifestações de amizade, a solidariedade genuína, o afecto espontâneo. Estes jorram que nem água cristalina de fonte refrescante. A água não fala de doenças, mas de água; os pássaros não trinam lamúrias, mas gorjeios.
Sempre que me sinto acatarrado, prefiro encafuar-me no meu cantinho, a sós comigo e com os meus botões, dedicado o mais que puder à leitura, que é o maior prazer que me podem dar; a ouvir música, como pano de fundo à leitura, condimento cultural de que tanto gosto; ou então a escrever. E cá tenho eu montada a trempe da minha vida, não fora o curso de direito, a necessidade de fazer pela vida, já que foram estas e não outras as circunstâncias que me calharam em sorte. Reservo para os amigos tempos mais amenos, momentos mais suaves, conversas fagueiras para, em amena cavaqueira, com eles confraternizar.
Recordo aqui, com saudade, o meu lúcido e querido amigo doutor Manuel António Pimentel que com tanta firmeza, determinação e convicção defendia os direitos dos doentes.
André Moa

15 Comentários:

  • Às 11 de fevereiro de 2011 às 00:08 , Blogger Kim disse...

    Meu querido amigo
    Claro que ...
    Esta leitura tem duas vertentes. Ou os Velhos do Restelo não morreram ainda ou os neoamigos se encafuaram nalgum apócrifo salmo.
    Se foi o primeiro, lamento pois sei que ainda existem. Se foi o segundo, também sei que a tua samaritana costela, passada que seja a vinha da ira, acomodár-se-á no teu longilineo perfil, tão cheio de vida tão despido de lamentos.
    Sabes que estamos contigos, tão certo como os pés sobre a terra.
    Abraço-te meu amigo!

     
  • Às 11 de fevereiro de 2011 às 09:24 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    Que tal um copinho da água da Fonte do Moa ?

    Esta frase também tem dois sentidos :

    um golinho desta água cristalina e deliciosa que juntou um grupo de amigos - o GT - à volta dela
    ou
    um golinho deste fonte do André Moa donde saiem poemas, canções, piadas, histórias, pézinho de dança que o falado GT gosta de acompanhar.

    Ninguém tem o direito de POLUIR esta água.

    O GT não deixará !
    Viva o GT !
    Sempre o GT !

    Beijinhos da
    Verdinha

     
  • Às 11 de fevereiro de 2011 às 12:03 , Blogger Laura disse...

    Atchimmmmmmmmmmmmmmmmmmm entra a rapariga do D. Thedon por aqui dentro sem bater, mais outro atchimmmmmmmmmmmmmmmmmmmm, alguém responde; santinhooooooo.

    Eu sei que não gostas de carpideiras, eu sei que as dores são tuas e só tu e apenas tu as podes carregar, mas se os amigos quiserem dar aquele jeitinho transformado em analgésico sem quimicos, só podes ficar feliz, e quando estamos doentes temos todo o direito de refilar com a vida, ora pois!

    Um beijinho mais aquele apertadinho abraço da pariga de Braga cheia de atchinsssssssssssssssss.

    laura

     
  • Às 11 de fevereiro de 2011 às 14:31 , Blogger Parisiense disse...

    Pois a proxima fonte onde virás saciar a tua sede de viver, de alegria, de ternura e amor será aqui nesta linda Serra da Freita no meio de todos os que em volta de ti juntaste "os GT".

    Um beijinho muito apertado desta loirinha parisiense, africana....

     
  • Às 12 de fevereiro de 2011 às 05:10 , Blogger Osvaldo disse...

    Caro irmão,

    Infelismente o Mundo é feito de tudo e nele cabem os "profetas do apocalipse" que é o mesmo que dizer, "os mexilhões do Templo".
    A todos eles, sei que tu sabes como os "despachar" e os diminuir à sua insignificante pequenez, tão minúscula que nunca os vêmos, apenas os escutamos em lamentos fingidios recobertos de hipocrisia.
    Para eles ou elas, verdadeiros vampiros da desgraça, vai o nosso total desprezo.

    E como sabemos que a amizade, verdadeiro baluarte do GT, esmaga todos esses ratos de esgôto, não damos importância à importância que esses "corvos" procuram.

    Um abraço, irmão.
    Osvaldo

     
  • Às 12 de fevereiro de 2011 às 13:18 , Blogger Andre Moa disse...

    Tens razão, meu caro Kim. Tudo na vida tem duas vertentes. Para se sulcarem os mares, há que ultrapassar, os velhos do restelo enxutar os uribús, espantar os abutres, calar os mochos, silenciar as corujas, apazivuaar o ambiente para então cantarmos como nos agradar,o hino da alegria. Desta vez será, espero, à egípcia.
    Grande abraço, amigão
    André Moa

     
  • Às 12 de fevereiro de 2011 às 13:34 , Blogger Andre Moa disse...

    É isso mesmo, querida Verdinha.

    Água é água e a água da Moa é fresca, pura e criltalina. Beijinhos, cara Verdinha.
    Beijinhos,
    Andé Moa

     
  • Às 12 de fevereiro de 2011 às 13:37 , Blogger Andre Moa disse...

    Pois, cara Parisiense, a próxima fonte será onde tu ordenares. Lá estarei, perfilado. Ai que sede!

     
  • Às 12 de fevereiro de 2011 às 14:06 , Blogger Andre Moa disse...

    Caríssimo irmão Osvaldo; caríssima irmã Ana,

    Ele há pessoas e pessoas, corações e corações,sensibilidades e sensiilidades, interesses e interesses, despeitos e despeitos, convicções e convicções. E se amar é tentar perceber, compreender, estimar, também será ser comprerendido, estimado,percebido e estimado.
    Não será assim?
    Um grande abraço.
    Anré Moa

     
  • Às 13 de fevereiro de 2011 às 12:31 , Blogger Laura disse...

    Vim deixar-te um Bom-Dia
    com as cores do coração
    que se esconde lá por dentro
    mas quando destila amor
    fica da cor do momento.

    Um momento de magia
    que quer apenas buscar
    dos teus olhos um sorriso
    e na esperança , alegria.


    Um beijinho da nina.

     
  • Às 13 de fevereiro de 2011 às 15:02 , Blogger Bichodeconta disse...

    Seguramente um dos direitos do doente é tentar ficar bom..Mas tem também o direito de não se lamuriar se é que a palavra existe.. E o direito que é meu/nosso, é desejar que estejas bem, que te recomponhas, que vivas a vida ao teu geito.. Leitura, claro, Música, paleativos mt bons e que ajudam no tempo quer estejamos doentes ou saudáveis..Eu se fico doente não tenho a tua coragem Moa amigo..Abraço-te em amor fraterno..

     
  • Às 13 de fevereiro de 2011 às 17:18 , Blogger BRANCAMAR disse...

    Ai, Moa,

    Eu sei que ultrapassas tudo isso, mas que essas pessoas moiem, lá isso moiem. Já vi tantas situações assim - o doente a gostar de estar por cima e as carpideiras a não o deixarem em paz. É um espirito muito característico. Sabes que mesmo em estado de saúde há quem não ache a alegria e o humor uma coisa muito legítima e muito menos em estado de doença. Somos às vezes um povo mais de doenças mentais que outras quaisquer, sobretude a doença da falta de sensibilidade.
    Conheci um pai, que quando a família estava alegre e se ria dizia logo com cara de pau e ar desprezível "Estás-te a rir, está a correr-te bem..!", assim como se fosse um pecado.
    Como muito bem lhes chamou o Osvaldo são os "vampiros" da desgraça, alimentam-se dela, masoquistas até à exaustão.
    Vai lendo os teus livrinhos descansadinho em casa, para que não te aconteça como a uma amiga minha, que os foi ler para o hospital e como também há "vampiros" entre os doentes,ela metia a cabeça no livro e nada de dar azo à maldade, mas a maldade vinha ter com ela e havia quem lhe interrompesse a leitura para querer saber tudo e os mais espertos diziam logo "oxalá não seja como a....que....", ela que é psicóloga e sabe como as pessoas são mázinhas, mesmo que inconscientemente, continuou a não dar confiança e cortou o mal pela raiz, enfiando sempre a cabeça nos livros, apenas cumprimentando e respondendo com um simples "Não sei".

    Num ano em que fracturei um fémur por acidente de viação muita gente que me encontrava na rua de canadianas, já me estava a pôr quase mutilada, ahahah, a quantidade de acidentes que me contaram dessas férias de Páscoa, agora rio-me, mas na altura não achava piada nenhuma, ficava enjoada de tanta falta de formação e como já viste ainda estou perfeitinha, mas deram-me logo um cardápio de exemplos assustadores e grandes desgraças, para eu escolher - claro que não escolhi nada, passava logo à frente.

    E para não ser maçuda, senão ainda me pareço com estes corvos agoirentos, aí vai um grande abraço, que espero dar-te brevemente mal possa passar pela capital.

    Beijos
    Branca

     
  • Às 14 de fevereiro de 2011 às 02:58 , Blogger Osvaldo disse...

    Cara Branca;

    Obrigado por tão belo e construtivo comentário.
    bjs.
    Osvaldo

     
  • Às 14 de fevereiro de 2011 às 12:22 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    Pois é Branca, as pessoas têm tendência em querer meter-se na vida das pessoas, dão os seus palpites para as doenças, fazem diagnósticos (???) sem serem especialistas no assunto, em fez de positivar, dão sempre como exemplos casos negativos e recomendam logo um excelente médico...
    Tendo passado por várias experiências de hospitalizações (minhas e de próximos), tenho por hábito não telefonar - só mandar mensagens -, saber notícias por outros meios e deixar a família em paz nos primeiros dias porque sei como são maçadoras estas situações.
    O meu silêncio não é falta de consideração, é respeito.
    Beijinhos para todos
    Verdinha

     
  • Às 15 de fevereiro de 2011 às 09:38 , Blogger Laura disse...

    Verdinha; isso nem é nada. quando fui operada à cabeça e teve de ser em duas vezes, operaram, dali a 8 dias vim para casa descansar mais 8 e voltei, bem, a minha amiga foi capaz de ligar cá para casa e a Neide atendeu, que se eu vim para casa e voltei é porque devia estar muito mal, ou seja, ia morrer dali a dias, imagina o desespero da Neide! Só me contou meses depois... e essa amiga tinha um tumor maligno..o meu era benigno, ela foi operada e não o tiraram todo, mas foi capaz de ligar ao médico dela a perguntar de mim...ela há cada uma..e eu nem conheci o médico dela, nem teve nada a ver, mas, ainda somos amigas e faço de conta...

    Beijinhos Moa e todos.

    laura

     

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