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domingo, 31 de janeiro de 2010

AOS SETENTA só SESSENTA DE POESIA - 4





(Uma vez que o Natal, o Réveillon e os Reis já se foram e d(Eu)s e a Carolina já demos o que tínhamos a dar, volto à antologia biobibliográfica)

AOS SETENTA só SESSENTA DE POESIA
(continuação)
3

Uma vez livre como um passarinho, ainda que ferido no peito e de asas rentes, não tardou que a espevitadora seta do Cupido fizesse brotar de novo o fio poético que cedo em mim se revelara.

Bela flor, onde é que moras?
Em que jardim te encontrar?
Anda, fala-me, meu anjo!
Toda minha hás-de ficar.
Ris? Injurias-me assim?
Isso é riso suave
Saído do amor por mim.

Fico ansioso, meu anjo.
Isto causa-me ciúmes,
Lacero o meu coração
Olhando o amor pelos cumes.
Meu amor idolatrado,
Em que pensas quando vês
Nos meus olhos dor, filtrado
Amor que a ti se fez?

Em que é que ela havia de pensar, perante tamanha pepineira babosa, fruto da minha imaturidade e paralisante timidez que só muito assolada pela musa inspiradora se atreveu a revelar-se? Por certo em tudo e em todos menos em mim. Tudo se esfumou naquela para mim inolvidável tarde de estudo em grupo, restando, porém, uma amizade e um respeito profundos, como viemos a verificar ultimamente, de há uns sete, oito anos a esta parte, depois de quarenta e muitos sem sabermos nada um do outro.
A minha primeiríssima musa teve há meses, agora que conta, como eu, setenta anos de idade, um AVC que a deixou muito diminuída. Com mais fervor aqui lhe presto homenagem e lhe devoto todo o meu preito.
Este o rastilho que fez de mim o lírico da turma, o pinga-amor envergonhado, só na poesia e através da poesia ousado. Poucas colegas terão escapado (a seu pedido, será bom frisá-lo) a uma manifestação de ternura, de amor assolapado, timidamente revelado em meia dúzia de versos pespegados no frontispício da selecta literária de cada uma delas.
Mas destas manifestações mais lamechas que poéticas não guardo registo, nem sequer na memória. É muito provável que uma ou outra tenha conservado, à mistura com os demais livros, a famigerada selecta onde verti a ousadia poética de um adolescente poetastro. Cinquenta e tal anos depois, para mais depois da catástrofe desaglutinadora da diáspora migratória que quase todos sofremos, não sabendo eu, ainda hoje, do paradeiro da maioria, nem tento procurar algum resquício dessa laboriosa época “literária”. E para quê? Para ir por lã e sair tosquiado? Para ir por uns versinhos, umas quadras, uns sonetos, e ser escorraçado? Para causar aos setenta anos alguma crise de ciúmes serôdios e inconsequentes nos seus respeitados cônjuges? Nem pensar! Trabalheiras, para mais infrutíferas, quando não perturbadoras da paz das nossas pacificadas almas, quanto mais não seja pelo decorrer do tempo? E para quê? Para recolher um ou outro fragmento de um testemunho de fraco impacto, de duvidosa qualidade poética? Nã! Nessa não caio. Prefiro continuar envolto na deleitosa nebulosidade desses longínquos dias que tanto prometeram. A obra posterior que fale por si de tal promessa.

38 Comentários:

  • Às 31 de janeiro de 2010 às 22:17 , Blogger Laura disse...

    Se por um lado seria maravilhoso poder abraçar alguém que já foi objecto do nosso profundo amor, há muitos anos, lógico e lindo poder voltar a abraçar o pessoal e fazer render a conversa no aspecto do que foi a nossa vida naquele tempo, é lindo, é belo, não devia haver cenas de ciumes, claro que não, devia haver gratidão por nos terem amado, desejado, namorado, ehh, quem tem ciumes com a nossa idade? mas nãos ei, não sou ciumenta, só de uma certa carolina, mas a essa parto-lhe as pernas e tá feito.

    É belo sim encontrar gente que já morou no nosso coração! Eu só encontrei aqui um, o rapaz das cartas de amor que eu respondia com bilhetinhos, mora aqui em Braga, ele tem é medo da mulher ehh e eu faço de conta, porque nem ele papou nada e assim, tudo na maior,se algo posso dizer é que, namorados, apaixonados, eram todos de longe!...porque era medrosa, receosa de que o pai soubesse de algo e depois?...xi...fui palerma sim, muito, mas o tempo já passou!...

    Ah, já versejavas bem para o que querias dizer à Musa, aprendeste cedinho...

    Na foto da direita o Moa mais velho e ao lado o António, é a carinha dele, pelo menos parece..beijinho da laura

     
  • Às 31 de janeiro de 2010 às 22:33 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    Começaste a versejar cedo e nunca mais paraste !
    Reconheço-te nas fotografias todas e reconheço o António também. Até reconheci a boina....
    O teu blog está sempre a ter cara nova, parabéns !

    Beijinhos

    Verdinha

     
  • Às 31 de janeiro de 2010 às 23:07 , Blogger Andre Moa disse...

    Minhas caras amigas e meus caros amigos,
    Na foto da esquerda: Moi même entre os três e os quatro anos, e a minha irmã Vina com meses. Foto ao centro: Moa, o teenager intelectual a fingir que lia um livro, no velho atalho que ia de Tabuaço até ao rio Távora, Moinho das Poldras e outros moinhos. Na foto da direita, tirada no terraço da casa que o GT viu por fora, em Setembro: Moa retorcido, agarrado a um cabo de vasosura para não cair e caber na foto, ao lado do seu irmão. E a boina-bisavó da que hoje uso.
    Abreijos
    André Moa

     
  • Às 31 de janeiro de 2010 às 23:34 , Blogger Andre Moa disse...

    Querida Maria, soube pelo blogue do amigo Kim que estás a passar um mau bocado. Aqui transcrevo o que ali te dediquei, como homenagem à tua coragem e apego à vida, com os votos de rápidas e seguras melhoras.

    Maria, as tuas cruzes
    são muitas e dolorosas;
    mais parecem alcatruzes
    que a gemer dão água às rosas.

    Tal como a rosa orvalhada,
    a vida, sensível flor,
    fica bem mais perfumada
    regada co'a tua dor.

    Mas, como a Vida é mãe,
    vai depressa compensar-te,
    pois que tu lhe queres tão bem,
    dar-te saúde. alegrar-te.

    São os votos muito sentidos deste teu incondicional admirador.
    Beijinhos
    André Moa

     
  • Às 1 de fevereiro de 2010 às 11:21 , Blogger Osvaldo disse...

    Caro irmão, como recordar é viver, como diz o povo (ou será o poeta?...), estas fotos levam-nos longe no tempo. Essa foto do meio não era o caminho da Barroca?!...

    Parabéns pelo belo poema que dedicas à Maria. Ela bem merece e em especial nos momentos menos bons.

    Um abraço, caro irmão.

    Osvaldo

     
  • Às 1 de fevereiro de 2010 às 22:08 , Anonymous DAD disse...

    Boas recordações, essas das paixões assolapadas!
    Também ainda me lembro das minhas paixonites, com ternura.

    Beijinho grande,

     
  • Às 1 de fevereiro de 2010 às 22:52 , Blogger Espaço do João disse...

    Bem me queria parecer que entrei na casa errada. A minha pedalada, não acompanha as vossas bicicletas. Aos 68 a caminho do seguinte, muito tenho que pedalar. Mas qual motivo me deu para pedir ao ANDRÉ MOA licença para entrar em sua fazenda se não consigo articular nada de jeito para enquadrar nesta tertúlia? Será que tenho a mania que sou igual aos outros? Será por vaidade ou prosápia? Não , não desistirei, pois pelo menos tentarei entender alguma coisa e, quem sabe estudar bem a lição? Água mole em pedra dura, tanto dá que até fura. Tentarei resistir à tortura do chinês, sentar-me debaixo duma pingadeira até que meus neurónios furem. Caro MOA a tua elequência ultrapassa os meus dotes, mas creio que se sair será pela porta mais pequena para que ninguém dê por mim. Um grande abraço e até amanhã. Depois se verá. Certo?

     
  • Às 1 de fevereiro de 2010 às 23:33 , Blogger Andre Moa disse...

    Caro Osvaldo,
    não é o caminho da Barroca, que é muito mais íngreme. Este é, como disse, o que levava ao rio, quando ainda não havia estrada, nem nada, ali, mais ou menos a meio da encosta entre Tabuaço e o Rio, num sítio chamado o Calçado, se a memória já não me trai. Mas que era no caminho que começa no fundo de São Vicente e levava ao rio, lá isso era.

    Cara Dad,
    os amores assolapados, se calhar, são os únicos verdadeiramente sentidos, porque perduram, mesmo quando não são correspondidos.

    Bem te queria parecer, nada, caro João. Entra e sente-te à vontade, que a casa é também tua e não tem regras para se estar como em nossa própria casa. E não tem portas de fundo. Só de entrada.
    Abreijos para todos.
    André Moa

     
  • Às 2 de fevereiro de 2010 às 08:55 , Blogger Laura disse...

    Antes de mais nada, deixa-me dizer que a Ell não tem net, daí a sua ausência, e bem vistas as cosias, fico sem ter com que refilar por aqui e logo, versejar!...dentro de dias já terá de novo, algum problema técnico, é isso aí...a minha parceira no xadrês das letras, ah, é com ela que consigo lutar ou jogar ao chá canasta...um beijinho.

     
  • Às 2 de fevereiro de 2010 às 09:09 , Blogger Laura disse...

    Amores assolapados
    ai que lhes perdi a conta
    eram tantos os apaixonados
    e eu feita Maria tonta.

    Eram bilhetes de amor
    cantorias até mais não
    eram tão belos rapazes
    guardo-os todos no coração.

    A todos, já nem digo
    porque o tempo passou
    mas lembro um e outro
    quando o caldo se entornou.

    Eram os dois no momento
    em frente à minha varanda
    e meus olhos em bico
    para não denunciar
    que olhavam para outro lado.

    Nunca tive grandes paixões
    pois só ouvia sermões
    que os rapazes além do amor
    tinham outra aptidões.

    Que não ficavam quietos
    tiravam as mãos dos bolsos
    vezes demais, quais pardais
    a cantar lá plos beirais.

    Que eu devia ter cuidado
    não me deixar ir prós cantinhos
    pois o que eles queriam
    eram toques e beijinhos.

    E a laurinha sonhadora
    prometeu que nunca iria
    ser apalpada sem conta
    nem os seus lábios daria.

    Nunca andei plas escadas
    nem me meti em atalhos
    era sempre pelas ruas
    senão haveria ralhos.

    Laura, laurinha
    que pena tenho de ti
    pois os atalhos seriam
    o melhor cmainho a seguir.

    Tarde já tarde reparo
    que fui bem enganada
    com a mania que era pecado
    o pecado soube-me a nada.

    É tarde, eu sei
    para voltar atrás
    mas os rapazes que amei
    já de todos me libertei.

    E não ficou nenhum
    para esquecer
    apenas que todos eles
    no meu coração sempre vou ter.

    Os seus nomes, ai jesus
    já não lembro de metade
    dois deles eram, Luis
    e havia um Andrade.

    Felicidade lhes desejo
    da vida ternuras sem fim
    e o que de bom lhes almejo
    é o que quero para mim!...

    Vá lá, saiu assim...neste momento da vida, em que se almeja ter aquela doçura,aquele arrimo de palavras, ah, como gosto de conversar, como é belo ter quem nos entenda, seja como nós, na maneira de querer viver, na forma como olhamos a vida, ah, laurinha, tinhas tanto por escolher e, erraste logo á partida! Uma coisa é certa, sinto que estou sempre a tempo, a tempo de recuperar tudo aquilo com que sonhei, e perdi!...
    Amo-te Moa meu poeta, meu irmão, meu amigo, muitas vezes meu Porto de Abrigo, porque me entendes sabes como me sinto, ou não fosses Sagitariano como eu! laura

     
  • Às 2 de fevereiro de 2010 às 10:32 , Blogger São disse...

    Escuso de dizr-lhe que a sua escrita é muito boa, pois já o sabe.

    Quanto a Zeca, é sempre muito bom recordá-lo, principalmente neste mês de Fevereiro, quando se lembra a data da sua morte.

    Um bom dia.

     
  • Às 2 de fevereiro de 2010 às 11:08 , Blogger Maria disse...

    Querido André
    Já tinha agradecido no Kim, volto a fazê-lo aqui. Obrigada. As tuas palavras fazem-me bem.
    Aqui vai a resposta aos teus primeiros versos de amor. São novos, porque os velhos, o vento os levou, feitos cinza.
    A inspiração está como tudo o resto: Fraca.

    Cartas e versos de amor...
    Quem não os fez, nunca soube
    O que é sofrer a dor
    De temer que alguém nos roube,
    O ser amado, esse amor
    Tão sincero e delicado,
    Que nasce como uma flor,
    Na alma do namorado.
    Primeiro amor, vem um verso
    Sem arte, nascido no coração,
    Pode ser tolo, disperso,
    Mas mentiroso, é que não.

    Beijinhos da
    Maria

     
  • Às 2 de fevereiro de 2010 às 13:33 , Blogger Laura disse...

    Versos de amor são verdadeiros
    quando nos acontecem no coração
    escrevem-se os primeiros
    enquanto vamos sonhando em vão!

    E sonhando vamos alcançando
    do mundo a imensidão
    e se o sonho for aceite
    ai como nos regala o coração!

    Haja versos de amor
    dos tempos que já lá vão
    que lembrar algo de bom
    dá-nos satisfação!

    Quantos versos escrevi
    quantas palavras guardei
    na minha alma feliz
    por amar a quem amei!

    E nos momentos dolorosos
    volto aos tempos de então
    o amor resurge, glorioso
    acalenta-me o coração!

    Beijinhos Petit Marie, e beijinhos querido Moa!... e como este versejar me sai da alma, escrevendo quais quedas d'água, no manancial de palavras que guardo em mim. laura

     
  • Às 2 de fevereiro de 2010 às 22:12 , Blogger Andre Moa disse...

    «Cartas e versos de amor»
    recebo eu dia-a-dia
    neste cantinho de dor,
    vida, tristeza, alegria,
    nesta modesta casinha,
    da Laura e da Maria
    do Kim, da Ell, da Verdinha...
    E eu, que fico tão contente
    Não sei dizer mais que isto:
    obrigado, minha gente.
    Vós sois incríveis. Só visto!
    Abreijos
    André Moa

     
  • Às 2 de fevereiro de 2010 às 22:31 , Blogger Laura disse...

    Chamar modesta casinha
    a este retiro de Poetas
    de gente que vive a alegria
    e tem suas horas funestas.

    Não lhe chames modesta
    e muito menos , casinha
    é que uma casa como esta
    alberga sempre gente em festa.

    Chamemos-lhe o retiro do Poeta
    para que quando cansado
    e da vida desiludido
    possa aqui encontrar
    um ombro amigo!

    É que eu hoje estou assim
    a meios que dolorida
    estou sentida com a vida
    e por ela me sinto traída!

    E é aqui no vosso amor
    que forças venho colher
    para que amanhã o dia
    seja mais de espairecer!

    Façamos deste cantinho
    as nossas noites Boémias
    que possamos rir e chorar
    e uns copitos emborcar!

    Para afastar a tristeza
    e as horas de incerteza
    que teimam em nos abandonar
    quando a dor nos está a massacrar!

    Beijinhos Moa, e obrigada pelo amor, carinho, hoje precisei de ti, não estavas, entendo, tens de dormir cedissimo, tem de ser..laura

     
  • Às 3 de fevereiro de 2010 às 14:46 , Anonymous Anónimo disse...

    Amigo André
    Seja com a prosa de um relato de vida, seja com a beleza das palavras em poesia, esta escrita deixa sempre marcas indeléveis de sua passagem. São textos que despertam um sentido de carinho muito especial, e enquanto houver ANDRÉ MOA(POETA OU PROSA)no mundo, haverá um rasto de amor e luz entre as criaturas.
    Dizem que se leva um minuto na vida para reparar numa pessoa especial, uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la, mas é necessário uma vida inteira para esquecê-la.
    A verdade é que a vida de todas estas pessoas(muitos deles amigos comuns), que por esta casa passam, nunca mais será a mesma, porque alguém muito especial passou a fazer parte da nossa vida.
    As minhas visitas aos blogs(grupo GT) eram tão esporádicas, mas agora já faço visita diária, porque sinto vontade de partilhar e viver mais de perto o dia a dia deste homem maravilhoso.
    Um Duplo Beijo
    L&L

     
  • Às 3 de fevereiro de 2010 às 21:42 , Blogger Laura disse...

    Querido Moa!

    Neste momento estou contigo na janelinha do chat. Foste tomar os remédios e quando voltaste, sentaste-te em frente do pc a comer no tabuleiro. Ofereceste-me do teu jantar aqui vai parte da nossa treta! já que eu estive a desabafar e assim não me querias deixar às moscas...

    andre: Caríssima, tenho de me ausentar pra tomar os mil e um medicamentos que tenho a tomar antes do jantar, para depois jantar e voltar a encharcar-me em suplementos. Até mais.

    mim: até já querido Moa.
    vai bem e volta melhor mais loguinho.

    andre: Vou começar a jantar. És servida?

    mim: obrigadinha, comi (fiz só para mim) cogumelos passados num pouco de azeite quase nada, e depois deitei ovo mexido, e papei com 4 bolachas de água e sal e bebi soja,
    papa bem, eu deixo-te papar sossegado.

    andre: ok

    mim: té já.

    andre: podes escrever que eu estou a jantar aqui para te ouvir.

    mim:apaguei o relato do meu desabafo e só deixo... até que me caia um mosco na sopa, espero eu...

    andre: não me enjoes com moscos na sopa, que estou a comer e sou fraco de estômago
    eheheheheheh

    mim: ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
    olhá'íííí´um bem gordo ehhhh
    até o caldo entornou em cima de ti.
    olhá Teresinha a ralhar, ah, eu não estou nem aí!

    andre: mas estou eu e ela
    e ambos a comer

    mim: pois, por isso mesmo, se entornares o caldo com o riso e o mosco, quem paga as favas és tu! Força Teresinha, dá-lhe uma achega...

    andre: Lá vai ela buscar o rolo da massa
    Enviado às 21:01 de quarta-feira

    mim: e já agora trás a farinha também, mai'lo fermento, umas uvas passas e nozes enrola-se tudo e metes no forno, é tiro e queda para antes de nanar com um copinho de soja quentinha.

    Enviado às 21:02 de quarta-feira
    andre: klluis
    mim: ah, está ai o matemático?

    andre: jijiiiuhiuh--------------------------------------------
    mim: certo, entendi, ou tás com os copos do feng shui ou bebeste aguardente de arroz, mas eu entendo-te ehhh

    Enviado às 21:06 de quarta-feira
    andre: passou por aqui, mas já o enxutei.

    quem passou por aqui, foi o neto o Luis Thiago, o puto mexe nas teclas e escreve que sei lá, como me costuma mandar os algarismos todos, dei-lhe a alcunha de matemático! e desconfio que o puto é que enxotou o avô, só pode, Moa, ou engasgaste-te, ou apanhas-te mesmo um mosco na sopa!...
    passado um bocado escreveste;

    andre: ESTÁS POR AQUI?
    mim: tou e nem imaginas a fazer o quê!

    andre: nem quero imaginar! eheheheheh

    mim: pois não, não que não imaginas...
    estava no teu blogue!

    E mal sonhas tu o que estava a fazer no blogue. sei que a treta é só nossa, mas, é linda, claro que tirei algumas partes que não interessavam aqui, mas, temos ou não um belo serão?

    É assim, dia a dia, hoje faltou a estrelinha, não deve estar em casa, mas ela volta mais logo, e dá-nos música, enfim, aqui apresento como são os nossos serões na janela do chat!...
    E ainda dizem que não se pdoe ter conversas interessantes, cheias de humor, numa janelinha do chat!

    Moa,a quele abraço apertadinho, e que os nossos serões decorram sempre nesta amena cavaqueira, onde duas almas afins se juntam, para rir, ou se for caso para nem rir, que seja, porque somos almas do infinito e continuaremos a ser, mesmo depois do lado de lá!Porque a vida não acaba nunca!...laura

     
  • Às 3 de fevereiro de 2010 às 22:31 , Blogger Andre Moa disse...

    L&L e Companhia,
    fiquei muito embasbacado
    com a vossa simpatia,
    por tanto ser exaltado.

    Sou fruto da ficção
    que a amizade inventou.
    Falam de um figurão
    e eu triste figura sou.

    Maravilhosa é a alma
    de quem em mim acredita,
    com amizade e com calma
    me julga o herói da fita.

    Com tão nobre personagem
    a não me querer tão plácido,
    vou mudar a minha imgem:
    sou rei e tenho um palácio.

    Não mais humilde casinha,
    não mais casinha modesta,
    nesta casa, vossa e minha,
    só quero ver gente em festa.

    Tudo alegre, tudo em brasa,
    com mais cores que uma paleta.
    E mude-se o nome à casa
    p'ra CANTINHO DO POETA.

    Aceito a sugestão.
    Laurinha,achei-lhe graça.
    Maravilhoso, eu? Não,
    L&L,só por chalaça.

    Mas fiquei maravilhado.
    Nunca fui tão bem tratado
    nem tanto apreciado.
    Por tudo, o meu obrigado.

    Abeijos
    André Moa

     
  • Às 4 de fevereiro de 2010 às 00:16 , Blogger Kim disse...

    É tudo verdade meu caro
    Disso tenho a certeza
    Para os livros tens faro
    E no coração a beleza

    Por cá me vou finando
    Ao esperar-te dia a dia
    Te lendo e te filmando
    Todo o pessoal queria

    Melhor não sou capaz
    Deixo isso para ti
    Abraço-te meu rapaz
    Foi isto o que senti

    Abraço amigo André

     
  • Às 4 de fevereiro de 2010 às 00:28 , Blogger Laura disse...

    Kim; amigo meu
    és o rapaz dos filmes
    melhor não podia haver
    e com esta já são seis
    as vezes que o filme fui ver!

    O Osvaldo fotografa
    tu de maquineta atrás
    e acho-vos uma graça
    nas cenas que isso faz!

    Não sei se já repararam
    mas entre os figurantes
    o Moa é o actor,fadista, cantor
    e ainda por cima, Tenor!

    Das vezes que vi os filmes
    lá está ele a cantar
    e se é verdade o que dizem
    os seus males vai espantar!

    E o Moa na verdade
    só faz o que bem sabe fazer
    dar-nos a sua amizade
    e tudo o mais que a gente, merecer!

    Sabe cantar e encantar
    e a dançar nem vos digo
    o homem tem cá um brio
    e eu encantada, sorrio!

    Beijinhos a todos vós
    nossos rapazes do grupo
    Fotografo e Cineasta
    trabalham até dizer; basta!...

    E ainda por cima
    De graça!...
    mais portes de correio
    mais alegria e chalaça!

    laura.

     
  • Às 4 de fevereiro de 2010 às 22:02 , Blogger Andre Moa disse...

    não preciso responder-te
    Meu caro amigo Kim,
    que a Laura antes de eu ler-te
    já te respondeu por mim.

    A Laura, para além de amiga,
    é uma grande perdulária.
    Por mim responde em cantiga,
    faz de minha secretária.

    Talvez porque saiba que
    a vida tem sido amarga,
    então pensa em poupar-me
    aligeirar-me a carga.

    Abreijos para ela, para ti e para todos.
    André Moa

     
  • Às 4 de fevereiro de 2010 às 23:27 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    Que bem que se come neste sítio : moscas na sopa, é o meu prato favorito, logo a seguir à moamba...
    Viste, Moa, o programa que a nossa amiga Laurinha preparou para o GT, até temos direito à palha !
    Com que então de tabuleiro a comer em frente ao computador. Quando for a minha vez de entrar no chat -será que um dia vou conseguir fazer isto ??? - apresentarei o meu tabuleiro. Que tal umas coxinhas de rã, umas ostras ao natural, um bife de cavalo e moleja de vitela ? Já vos estou a ouvir dizer : BÊÊÊÊÊKKK !

    Modesta casinha ?
    A casa do Moa ?
    Uma ova !
    Diz a Verdinha

    Que vergonha de versos (os meus)
    Neste espaço de poesia
    Onde entra toda a freguesia
    Vindo de vário universos

    Pelo menos assim me obrigo
    A procurar a palavra certa
    E a ficar mais ou menos alerta
    Para separar o joio do trigo

    Como estou em casa de amigos
    Sei que me vão perdoar
    E não me vão castigar
    Nem me mandar vender figos....


    Não te engasgues, ao ler as minhas palavras, está bem? estou a fazer um esforço tremendo !

    ;-)

    Beijinhos

    Verdinha

     
  • Às 5 de fevereiro de 2010 às 12:11 , Blogger Laura disse...

    A verdinha entrou a cantar
    como no filme do almoço
    e figos a apregoar
    e a dançar sem nenhum esforço.


    A menina canta bem
    e também sabe versejar
    senão digam lá vocês
    se à algo a apontar?

    Vergonha não vais ter
    pois só andaste aqui
    de candeeiro à cabeça
    e com figos pra vender.

    Se te vamos castigar
    que seja por coisa boa
    e logo na moambada
    vais fazer rir a rapaziada.

    Moa, estás convidado também
    e desta vez não te rales
    com o que não podes comer
    pois com tanta ginástica hoje
    o corpo vais ter de abastecer.

    Ficam beijos muitos beijos
    para quem os quiser receber
    e a vossa amizade querida
    só posso agradecer.

    Um xi da laura

     
  • Às 5 de fevereiro de 2010 às 22:15 , Blogger Andre Moa disse...

    Cara Verdinha,
    não só não me engasgo, ao ler-te, como te louvo pelo belo trabalho e pelo desembaraço com que tratas as palavras e a língua portuguesa.
    Parabéns e obrigado por tudo.
    Cara Laura, aceito o convite, mas com uma reserva: ou nessa altura já estarei a gozar de óptima saúde, e então poderei provar de tudo, ou ainda estarei a tratar da saúde e, nesse caso, não poderei alinhar em carniças e outras iguarias de que eu gosto, mas parece que o cancro também. Mas eu vou à mesma e prometo cantar, mesmo sem papar nem beber.
    Sou dos que facilmente se embriagam com a amizade, com o convívio com amigos, ainda que a seco.
    Abreijos
    André Moa

     
  • Às 5 de fevereiro de 2010 às 22:47 , Blogger Laura disse...

    tão, mais vale uma bebedeira de amizade, uns miminhos dos amigos, umas frutinhas dáfrica, uns legumes que eu cozinho para ti, não deito lá nada que não possas comer... o que comes em casa, eu faço lá, ah, desde que te conheci que te ralei a maçã, ah, foi tão giro ajudar-te a preparar o pequeno almoço em Rio de Moinhos e depois na Herdade das Herédias, ah, herdade é mais bonito que quinta...olha o meu à vontade a perguntar à menina se podiamos usar a cozinha, e ela tão fofa tão linda até queria ajudar...lindo. lindo, como vês, onde entras abrem-se todas as portas, porque será? porque és o Amor, a amizade e o carinho, todos sabemos isso.
    Beijinhos,estamos a falar na janelinha, logo, não escrevo mais..laura

     
  • Às 6 de fevereiro de 2010 às 08:53 , Blogger Laura disse...

    Nem foste provar a moamba
    nem molhar o dedo sequer
    rapaz, é comida virtual
    e essa nunca te fará mal.

    Não leves as coisas a sério
    que é preciso virtualizar
    e que mal te poderia fazer
    um prato destes sem dele provar?

    Já sabes que sonho imenso
    e que por aqui nada te fará mal
    o que eu quero é juntar os amigos
    todos aqueles que estremeço.

    E que bem me soube vê-los ali
    na boa cavaqueira estar
    até o zé do canito
    o ar da sua graça, veio dar.

    E como poderás ver
    o Kim já lá estava
    de maquineta a filmar
    enquanto ia provando

    e c'a cabeça assentindo
    que o petisco estava d'estalar.

    Para ti faria mil delicias
    que te deixariam os olhos a brilhar
    e as papilas gustativas
    decerto que iriam gostar!

    Beijinhos.
    mundo virtual trás coisas boas e más, mas, eu quero é ver-vos todos juntos, porque; longe da vista, longe do coração, e a amizade alimenta-se virtualmente, também..
    Um sábado bom, e muita alegria, e paz, a saúde está andar, já se vê! laura

     
  • Às 6 de fevereiro de 2010 às 18:00 , Blogger Laura disse...

    Por onde andas ó meu Poeta
    que nã te vejo por aqui
    não me ouves ali a chamar-te
    na janelinha a esperar-te?

    Está frio, eu sei
    sinto-me tão sozinha
    e queria ver-te por aqui
    falar com quem me escuta

    neste vocabulário sem nexo
    mas que tu tão bem conheces
    nestas conversas da treta
    que tudo e nada dizem.

    mas me mantéem feliz
    em diálogos ternurentos
    em que me dás um pouco de ti
    e escutas os meus lamentos.

    Espero-te mais logo
    ao cair da tarde
    não tenho cabelos cor de oiro
    mas no coração tenho um tesoiro!

    E mais uma vez vi todos no dia 6
    e ouvi-te cantar longe lá longe
    e nasceu em mim uma saudade
    e quiz que o perto não fosse tão longe!

    Um beijinho da miúda de Braga...
    laura

     
  • Às 6 de fevereiro de 2010 às 20:36 , Blogger Laura disse...

    Moa, não vens com a Teresinha, provar os queijitos e o caldo verde? o caldo podes comer ou não? tem lá o grupo, logo, tens de ir...ou seja, tens de vir..tragam os pijamas...Beijinho da laura

     
  • Às 7 de fevereiro de 2010 às 10:54 , Blogger Laura disse...

    O cacique veio dar
    um ar da sua graça
    e ao mesmo tempo espreitar
    se haverá nova chalaça!

    Já não aparece ninguém
    para comigo andar ao despique
    a nina ell escafedeu-se
    deve andar lá plo Fradique. (Rua de lisboa)

    Tu não te metes comigo
    e já não namoras mais
    e quando assim acontece
    perde-se a graça pra nunca mais.

    Tenho pena que assim seja
    pois só solfejo a cantar
    e se picada for
    ai que assim vou versejar.

    Despachem-se ó meninas
    que eu quero é escrever
    só que como já se viu
    sem ataque não me posso defender!

    Beijinhos mil a todos e um excelente Domingo, laura

     
  • Às 7 de fevereiro de 2010 às 20:41 , Blogger Andre Moa disse...

    Recebi por e-mail esta graça de um amigo de infância que já não vejo há muitos anos, mas com quem ultimamente tenho trocado uns emails e dele recebido uns mimos como este que, com a devida vénia e o seu beneplácito, aqui fica registado para a posteridade, para gáudio meu e de todos os comensais desta casa. Assim espero. Recebâmo-lo como ele bem merece.

    «Como era portador da chave, utilizei-a e abri a porta. Uma luz ofuscante cegou-me por momentos o olhar. Parei, hesitante, no limiar algo amedrontado e tímido. Afinal, num assomo de coragem pouco habitual, sempre entrei.
    A sala estava basta de gente. Predominava o elemento feminino, o mais complexo mas o mais sensível. Senti-me reconfortado e encorajado. Um surdo murmurar fazia-se ouvir à medida que me ia aproximando lentamente. Uma mulher (perdão), uma senhora, dirigiu-se ao meu encontro em passadas curtas e graciosas. Com sorriso enigmático e olhar interrogativo, interpela-me amigavelmente:
    - O Senhor deve estar enganado. Possivelmente confundiu o número da porta. Onde pensa que está?!
    Algo envergonhado e tartamudo sempre fui dizendo a custo:
    - Não é aqui que mora o Senhor Deus, também conhecido por Moa?
    - Sim! Responde-me admirada - Aqui é a Casa de Deus. - Eu queria falar com Ele. Tenho até no bolso uma carta de recomendação do Senhor Doutor lá da terra - digo eu ansioso. - Pois sim - diz ela amável - Mas neste momento Deus não está disponível. Para não ficar especado no meio da sala como um tonto, arraste uma cadeira e sente-se. Junte-se a nós. Quer tomar alguma coisa? Um sumo ou uma «imperial»? A medo respondi - Muito obrigado minha Senhora. Efectivamente estou cansado e com sede pois para chegar à Casa de Deus é uma carga de trabalhos e o caminho é difícil mas, se não fosse incómodo, preferia outra bebida. Já sei - responde-me ela satisfeita e prazenteira como quem descobre a pólvora. - Quer um copo de água. - Não minha Senhora - apresso-me a responder - A água, na minha terra, não é uma bebida. É um líquido que serve para regar as terras. Uma espécie de adubo para tornar os campos mais viçosos e produtivos. Só os animais, os quadrúpedes, se servem desse líquido talvez por não terem outro. Também utilizamos esse líquido para lavar, incluindo os pés e o resto, se tivermos quarto de banho, o que só os ricos têm. - Assim sendo, que bebida afinal é que o senhor pretende? Diz--me ela algo impaciente e acrescenta. - Quer uma cuba livre, um whisky ou um gin-tónico? Não se acanhe, homem. A Casa de Deus tem tudo só não tem comparação - diz a senhora enfadada. - Eu queria um pirolito - digo com acanhamento. - Um pirolito?! - exclama a senhora com assombro. - Mas que tem de especial essa bebida de que nunca ouvi falar?! - pergunta-me toda curiosa. - É uma bebida lá da minha terra. Tem muito vapor e faz muita espuma. É uma bebida apreciada e muito boa porque faz arrotar - concluo todo convencido. E pronto. Foi assim o meu primeiro contacto com Deus, isto é com o Moa.
    Antes de me juntar aos convivas, já com o pirolito na mão, não deixei de me persignar repetidamente para afugentar para bem longe os inimigos do Moa. Em primeiro lugar o perverso caranguejo para dar o exemplo. Um pontapé bem forte no fundo das costas do antipático animal e que o diabo o leve para bem longe. Se já se viu um animalejo tão feio e que nem andar sabe. Anda sempre para traz. Curiosamente representa o meu signo. Daí o meu andar assimétrico. Tenho de pedir responsabilidades.

    António Paixão Lima

     
  • Às 7 de fevereiro de 2010 às 20:47 , Blogger Andre Moa disse...

    Costuma dizer-se que a vingança se serve fria. Mas como aqui não se trata de vingança, mas de «vingança», de responder a um amigo, a quente, calorosamente, tentando pagar-lhe com a mesma moeda, aqui vai a resposta:

    - Quem ousa pedir-me responsabilidades?
    - Credo, abrenúncio, chegou d(EU)s. E ouviu o seu remoque. Foi a brincar, senhor d(EU)s que este senhor falou. Não foi por mal. Ele referia-se ao caranguejo que tanto o tem apoquentado a si.
    - A mim nada me apoquenta. Eu tudo sobrelevo.
    - Ele pareceu-me bom rapaz, e só veio para estar em são convívio neste vosso recanto sagrado.
    - A quem tu o dizes! Sei bem que ele é bom rapaz. Somos amigos de longa data, anota, se ainda o não sabias. E até me comoveu ao rejeitar uma cuba livre, (se bem que não seja de rejeitar uma Cuba Libre quanto mais não seja do bloqueio dos gringos), um uísque, que é bebida de homens de saia, feita de água escocesa e cevada roubada à ração dos cavalos, ou um gim tónico, que é pior do que óleo de fígado de bacalhau, e se ficou por um pirolito, por essa tão apreciada bebida da sua e minha infância. Rejeitou a água benta que tu lhe ofereceste e que ele considera boa para os animais, para optar pela água santa, pela água sã do pedregal, pela saborosa água de Tabuaço, da nossa terra, com que era feito o pirolito.
    - Este senhor é seu conterrâneo, senhor meu d(EU)s?
    Conterrâneos e amigos de infância, como já disse. Por isso lhe franqueei as chaves para aqui poder entrar sempre que pretender. E faço questão em que seja sempre bem acolhido nesta nossa e sua casa, e nela se sinta confortável e à vontade.
    - Eu não poderei provar essa bebida que este seu amigo diz ter muito vapor e fazer muita espuma e que, ainda por cima, faz arrotar?
    - Fazia. Fazia, que hoje em dia já não se fazem pirolitos. Pelo menos como os da nossa terra.
    - Que pena!
    - Que pena, dizes bem. E ele ainda se esqueceu de mencionar aquilo que para mim era o melhor do pirolito: a bola de vidro que lhe servia de tampa. As bolas de pirolito, a grande atracção, a nossa grande distracção, que nós disputávamos, ao empurrão e ao sopapo, se preciso fosse, para com elas jogarmos ao abafa e ao berlinde. Lembras-te, amigo Paixão?
    - É verdade. Esqueci-me dessa sublime qualidade do pirolito.
    - Sê bem-vindo, meu caro, a esta tua casa. Não te enganaste no número da porta, não senhor. Esta é de facto a casa virtual de d(EU)s, o cantinho deste teu amigo para receber os amigos, os verdadeiros e leais amigos como tu. Entra, senta-te e serve-te do que encontrares e te agradar e reparte connosco os bons nacos de prosa e de bom humor que guardas aí nos teus úberes alforges.
    Ah! E não precisas de voltar a persignar-te nem para louvar d(EU)s - somos amigos ou não somos? - nem para esconjurar o demónio que não entra, nem por artes do diabo, nesta casa onde reina a concórdia, o amor, a amizade, a solidariedade.
    Sê bem-vindo, amigo meu.
    Um abraço.
    André Moa

     
  • Às 7 de fevereiro de 2010 às 22:19 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    Caro Moa, Toi, d(eu)s,

    Gostei imenso de ler a história do teu amigo bem como a tua resposta. Acho que é uma pena estar nos comentários porque nem toda a gente lê os comentários dos outros. Confesso que quando são numerosos, às vezes, não os leio.
    Não convém fazer sugestões a Deus mas vou ousar na mesma porque sei que Ele é Bondade:

    Porque não fazer um post com isto ?

    Perdões-me, não ?

    Beijinhos

    Verdinha

     
  • Às 7 de fevereiro de 2010 às 22:26 , Blogger mundo azul disse...

    ________________________________________

    Doce e talentoso amigo... Li o seu texto e em parte, concordo com você, pois trazer o passado para o presente, muitas vezes é decepcionante ou até doloroso... As pessoas mudam, os sentimentos e as emoções também. Melhor mesmo, é guardarmos com muito carinho, apenas as boas lembranças do que já passou... Por outro lado, também, assim como você, já tive vontade de reencontrar antigos namorados.


    Vou vir sempre aqui, pois gosto do que você escreve... Vou aprender muito!!!


    Beijos de luz e o meu carinho...

    Zélia (Camélia)

    __________________________________________

     
  • Às 7 de fevereiro de 2010 às 22:27 , Blogger Laura disse...

    Laurinha entrando devagarzinho, encontrou gente que não conhece, gente forasteira e ainda por cima mais um caranguejo!... é que tenho várias amigas que são caranguejos e passo a vida a empurrá-las prá frente e ainda lhes grito;especialmente à Getta... ó Maria, tens mais perninhas que eu, e podias andar para a frente ou mesmo assim para os lados, mas não, só andas para trás, é o que é! e são assim as três, todas elas, mas uma delas a pior de todas é lá dos vossos lados... É uma indecisão, uma negação, minha nossa, acho que preciso de a levar à presença do nosso D(eu)s e olha Moa, ela é de pertinho de vós, muito pertinho, a mãe dela nasceu na aldeia em frente á da tua mãe Goufoim ou Goujoim nem percebo se a letra dela é um G ou um J...Asim, caranguejos, cuidadoooooooo! São excelentes pessoas, muito de Artes, pintura Escrita, poetas, enfim, têm de tudo um pouco, bem,a diante, amei ler o que o teu amigo escreveu, isso é que é ser letrado!
    Agora só queria saber o que é o pirolito, pois na minha idade e em Luanda, miúda, pirolito era feito de açúcar e cores, ficava pastosos enrolava-se em papel de cores e comiamos aquilo que sei lá, por dois tostões tava o negócio feito.

    António Paixão, estava a brincar com o forasteiro, é uma forma de dar as boas vindas a mais um amigo do Moa, logo!...amigo meu será! Um abraço apertadinho da laura..

     
  • Às 7 de fevereiro de 2010 às 22:29 , Blogger Andre Moa disse...

    Não só te «perdoo», como te agradeço a sugestão. Vou pensar nela muito a sério. Obrigado pela sugestão,
    Abreijos.
    André Moa

     
  • Às 7 de fevereiro de 2010 às 22:55 , Blogger Andre Moa disse...

    Cara Zélia (Camélia). Muito obrigado pela sua honrosa e simpática visita. Reencontrar namorados será menos perigoso que antigas namoradas, principalmente se elas, entretanto, casaram com um latagão ciumento, um pedaço de homem, um gladiador.
    Será sempre bem-vinda a esta nossa, sua e nossa casinha.
    Abreijos.
    André Moa

     
  • Às 7 de fevereiro de 2010 às 23:51 , Blogger Andre Moa disse...

    Cara Laura,
    um pirolito era uma espécie de limonada, pra melhor, dada a água de que era feita. Basta lembrar a água da Fonte da Moa ou da Fonte dos Namorados que fica uns cinquenta metros acima da então fábrica de pirolitos, como dizíamos em Tabuaço. Com a particularidade de ser rolhada com uma bola de vidro que entrava à pressão no gargalo da garrafa e que a rapaziada disputava para jogarmos ao berlinde e outros jogos afins. Chegávamos a comprar pirolitos só para depois se partir a garrafa e aproveitar a bola de vidro que era empurrada para dentro, ao abrir-se a garrafa.
    Abreijos
    André Moa

     
  • Às 8 de fevereiro de 2010 às 10:51 , Blogger Laura disse...

    Minha nossa, por causa de um berlinde, partia-se a garrafita? e os vidros para onde iam? ficavam pelas ruas? e quem os pisasse? ai os meninos penavam lá nisso? Claro...mas que coisas aprendo contigo, que coisas lindas e maravilhosas, achas que hoje fariam isso, ah, hoje corre-se para o telelé, as máquinas de meter moedas, as jogatinas do pc, até eu sou viciada no pc, ehhhh,a ssim, perdemos a capacidade de brincar, ams, desforrei-me na tua Fonte da Moa, ou seja, dançamos como antigamente, no meio da rua e com orquestra de luxo, tendo Meza sopranos, Tenores e sei lá que mais...
    Beijinhos Moa, querido rapaz de Tabuaço!

     

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