SEJAM MUITO BEM VINDOS A ESTE BLOG!--------ENA!-- TANTOS LEITORES DO MEU BLOG QUASE DIÁRIO! ---ESTA FOTO É UMA VISTA AÉREA DA MINHA TERRA,-TABUAÇO! UM ABRAÇO PARA CADA UM DE VÓS! -ANDRÉ MOA-

domingo, 7 de fevereiro de 2010

ANTÓNIO PAIXÃO LIMA - UM AMIGO DE INFÂNCIA E JUVENTUDE



Vista parcial de Tabuaço - jardim da biblioteca municipal




Recebi por e-mail esta graça de um amigo de infância que já não vejo há muitos anos, mas com quem ultimamente tenho trocado uns emails e dele recebido uns mimos como este que, com a devida vénia e o seu beneplácito, aqui fica registado para a posteridade, para gáudio meu e de todos os comensais desta casa. Assim o espero. Recebâmo-lo como ele bem merece.

«Como era portador da chave, utilizei-a e abri a porta. Uma luz ofuscante cegou-me por momentos o olhar. Parei, hesitante, no limiar algo amedrontado e tímido. Afinal, num assomo de coragem pouco habitual, sempre entrei.
A sala estava basta de gente. Predominava o elemento feminino, o mais complexo mas o mais sensível. Senti-me reconfortado e encorajado. Um surdo murmurar fazia-se ouvir à medida que me ia aproximando lentamente. Uma mulher (perdão), uma senhora, dirigiu-se ao meu encontro em passadas curtas e graciosas. Com sorriso enigmático e olhar interrogativo, interpela-me amigavelmente:
- O Senhor deve estar enganado. Possivelmente confundiu o número da porta. Onde pensa que está?!
Algo envergonhado e tartamudo sempre fui dizendo a custo:
- Não é aqui que mora o Senhor Deus, também conhecido por Moa?
- Sim! Responde-me admirada - Aqui é a Casa de Deus. - Eu queria falar com Ele. Tenho até no bolso uma carta de recomendação do Senhor Doutor lá da terra - digo eu ansioso. - Pois sim - diz ela amável - Mas neste momento Deus não está disponível. Para não ficar especado no meio da sala como um tonto, arraste uma cadeira e sente-se. Junte-se a nós. Quer tomar alguma coisa? Um sumo ou uma «imperial»? A medo respondi - Muito obrigado minha Senhora. Efectivamente estou cansado e com sede pois para chegar à Casa de Deus é uma carga de trabalhos e o caminho é difícil mas, se não fosse incómodo, preferia outra bebida. Já sei - responde-me ela satisfeita e prazenteira como quem descobre a pólvora. - Quer um copo de água. - Não minha Senhora - apresso-me a responder - A água, na minha terra, não é uma bebida. É um líquido que serve para regar as terras. Uma espécie de adubo para tornar os campos mais viçosos e produtivos. Só os animais, os quadrúpedes, se servem desse líquido talvez por não terem outro. Também utilizamos esse líquido para lavar, incluindo os pés e o resto, se tivermos quarto de banho, o que só os ricos têm. - Assim sendo, que bebida afinal é que o senhor pretende? Diz--me ela algo impaciente e acrescenta. - Quer uma cuba livre, um whisky ou um gin-tónico? Não se acanhe, homem. A Casa de Deus tem tudo só não tem comparação - diz a senhora enfadada. - Eu queria um pirolito - digo com acanhamento. - Um pirolito?! - exclama a senhora com assombro. - Mas que tem de especial essa bebida de que nunca ouvi falar?! - pergunta-me toda curiosa. - É uma bebida lá da minha terra. Tem muito vapor e faz muita espuma. É uma bebida apreciada e muito boa porque faz arrotar - concluo todo convencido. E pronto. Foi assim o meu primeiro contacto com Deus, isto é com o Moa.
Antes de me juntar aos convivas, já com o pirolito na mão, não deixei de me persignar repetidamente para afugentar para bem longe os inimigos do Moa. Em primeiro lugar o perverso caranguejo para dar o exemplo. Um pontapé bem forte no fundo das costas do antipático animal e que o diabo o leve para bem longe. Se já se viu um animalejo tão feio e que nem andar sabe. Anda sempre para traz. Curiosamente representa o meu signo. Daí o meu andar assimétrico. Tenho de pedir responsabilidades.»

António Paixão Lima

Costuma dizer-se que a vingança se serve fria. Mas como aqui não se trata de vingança, mas de «vingança», de retorquir a um amigo, a quente, calorosamente, tentando pagar-lhe com a mesma moeda, aqui vai a resposta:

- Quem ousa pedir-me responsabilidades?
- Credo, abrenúncio, chegou d(EU)s. E ouviu o seu remoque. Foi a brincar, senhor d(EU)s que este senhor falou. Não foi por mal. Ele referia-se ao caranguejo que tanto o tem apoquentado a si.
- A mim nada me apoquenta. Eu tudo sobrelevo.
- Ele pareceu-me bom rapaz, e só veio para estar em são convívio neste vosso recanto sagrado.
- A quem tu o dizes! Sei bem que ele é bom rapaz. Somos amigos de longa data, anota, se ainda o não sabias. E até me comoveu ao rejeitar uma cuba livre, (se bem que não seja de rejeitar uma Cuba Libre quanto mais não seja do bloqueio dos gringos), um uísque, que é bebida de homens de saia, feita de água escocesa e cevada roubada à ração dos cavalos, ou um gim tónico, que é pior do que óleo de fígado de bacalhau, e se ficou por um pirolito, por essa tão apreciada bebida da sua e minha infância. Rejeitou a água benta que tu lhe ofereceste e que ele considera boa para os animais, para optar pela água santa, pela água sã do pedregal, pela saborosa água de Tabuaço, da nossa terra, com que era feito o pirolito.
- Este senhor é seu conterrâneo, senhor meu d(EU)s?
Conterrâneos e amigos de infância, como já disse. Por isso lhe franqueei as chaves para aqui poder entrar sempre que pretender. E faço questão em que seja sempre bem acolhido nesta nossa e sua casa, e nela se sinta confortável e à vontade.
- Eu não poderei provar essa bebida que este seu amigo diz ter muito vapor e fazer muita espuma e que, ainda por cima, faz arrotar?
- Fazia. Fazia, que hoje em dia já não se fazem pirolitos. Pelo menos como os da nossa terra.
- Que pena!
- Que pena, dizes bem. E ele ainda se esqueceu de mencionar aquilo que para mim era o melhor do pirolito: a bola de vidro que lhe servia de tampa. As bolas de pirolito, a grande atracção, a nossa grande distracção, que nós disputávamos, ao empurrão e ao sopapo, se preciso fosse, para com elas jogarmos ao abafa e ao berlinde. Lembras-te, amigo Paixão?
- É verdade. Esqueci-me dessa sublime qualidade do pirolito.
- Sê bem-vindo, meu caro, a esta tua casa. Não te enganaste no número da porta, não senhor. Esta é de facto a casa virtual de d(EU)s, o cantinho deste teu amigo para receber os amigos, os verdadeiros e leais amigos como tu. Entra, senta-te e serve-te do que encontrares e te agradar e reparte connosco os bons nacos de prosa e de bom humor que guardas aí nos teus úberes alforges.
Ah! E não precisas de voltar a persignar-te nem para louvar d(EU)s - somos amigos ou não somos? - nem para esconjurar o demónio que não entra, nem por artes do diabo, nesta casa onde reina a concórdia, o amor, a amizade, a solidariedade.
Sê bem-vindo, amigo meu.
Um abraço.
André Moa

18 Comentários:

  • Às 7 de fevereiro de 2010 às 23:56 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    Todas as visitas em casa de Deus ou de d(eu)s me agradam sempre ! Foi por isso que voltei esta noite para este espaço divinal e fiquei muito satisfeita em reparar que sou ouvida... :-)

    Beijinhos, meu amigo d(eu)s

    Verdinha

     
  • Às 8 de fevereiro de 2010 às 08:43 , Blogger Osvaldo disse...

    Caro amigo António Paixão Lima;

    Agora que o amigo descobriu o caminho, não o marítimo, mas o terrestre, bem terrestre, com os pés bem assentes na terra, da casa de d(EU)s, e se ter reconfortávelmente retemperado com um pirolito da fábrica Monte Neve ou do Tojal, pirolitos fabricados com a suave água da Serra do Pedregal (também ficaria bem com a água da Fonte da Moa ou Ribeiro da Moa), servido por uma elegante senhora de sotaque lindíssimo e portuguesissima de coração e da alma, certamente a visita a partir deste momento passe a ser regular e não medical e quem sabe venha a ser um dos inquilinos desta casa que de tão imensa e possivelmente por falta de "budjet" não lhe instalaram nem portas nem janelas o que se por um lado está constantemente aberta a todos os amigos e conterrâneos, também lhe permite, à casa, ser inundada constantemente de correntes de ar empregnadas de aromas de amizade. São estes ventos que descem da Serra Graníticas de Chavães ou sobem dos Vales Xistosos das nossa vinhas Durienses tais mostos de Baccus, que tornam esta casa de d(EU)s num refúgio dos amantes da vida onde não há caranguejo que resista numa casa construida em Tábua revestida de Áço...
    E quem sabe, ainda para o amigo Paixão sobre uma gota da doce Carolina!...

    As melhores saudações tabuacenses e um abraço do amigo
    Osvaldo

     
  • Às 8 de fevereiro de 2010 às 13:56 , Anonymous Anónimo disse...

    O mais precioso que temos neste blog é a graça de d(EU)s.
    Beijinhos duplos
    L&L

     
  • Às 8 de fevereiro de 2010 às 14:12 , Blogger Maria disse...

    Meu querido André
    Tabuaço e arredores, são terras inspiradoras.
    Tu, o teu amigo Lima, o Osvaldo, nasceram para escrever. Que bem me soub e agora, este pedaço de boa prosa, imaginativa, bem escrita, escorreita!
    Amigo Lima, volte mais vezes. André e Osvaldo, continuem.
    Obrigada por este momento tão belo, num momento um pouco escuro da minha vida.
    Deus Moa, dá-me um pouco da tua coragem.
    Beijinhos para os 3 e guardem-me um pirolito com bola.
    Maria

     
  • Às 8 de fevereiro de 2010 às 21:50 , Anonymous DAD disse...

    Adorei este post! O Paixão também deve ser uma óptima pessoa e escreve muito bem, ou não fossem vocês da mesma "fornada"!!!
    Espero que o amigo Paixão passe por aqui a comentar pois é sempre bom lermos os amigos de longa data.
    Beijinho grande para os dois,

     
  • Às 8 de fevereiro de 2010 às 22:22 , Blogger Laura disse...

    A Nina Ell mandou sms a avisar que ainda nãot em net.
    Já sinto a falta da rapariga para andarmos ao despique, está demoarado aquilo da instalação da net!...
    Bem, escrevi um belo comentário, todo engraçado e? escafedeu-se, ó rais!...
    beijinho da laura

     
  • Às 8 de fevereiro de 2010 às 23:27 , Blogger Kim disse...

    André!
    O teu amigo António Paixão é uma paixão.
    E quando as paixões se reencontram a vida volta a sorrir.
    Fico sempre muito feliz quando encontro o que julgava perdido.
    Gostei da vossa desgarrada!
    um grande abraço amigo

     
  • Às 9 de fevereiro de 2010 às 20:52 , Blogger Laura disse...

    Bem, com tanto rapaz da mesma fornada, daqui nada tamos todas a arrotar tanta farinha do mesmo saco...Raparigas ainda não encontrei nenhuma...Hoje ando a meios que malandreca, as meninas do Sul pegaram comigo e transformaram uma frase minha em algo que nem sequer quis dizer, mas, essas cosias acontecem...beijinho da laura

     
  • Às 10 de fevereiro de 2010 às 19:11 , Blogger Laura disse...

    Entrei silenciosa
    li e reli palavras de afecto
    que os tempos idos
    não conseguiram apagar
    nessas duas almas
    tão longe uma da outra
    encontraram-se enfim
    voltaram a dar as mãos
    voltaram ao tempo
    dos pirolitos
    dos berlindes
    das correrias
    andar à chuva
    ah, que saudade
    desses tempos
    tão vividos
    tão lembrados
    ah, como é bom poder lembrar
    os tempos que jamais voltarão
    mas que vão chegar
    para vos rechear o coração!

    Claro que recebemos o Paixão com a paixão que nos é peculiar, aqui na tua janelinha ornada com vasos de manjerico, somos todos amigos, todos irmãos, todos nos amamos com o coração!

    Tenho uma amiga que trabalhou comigo nos CTT em Pretória, apelido, Paixão, mas que pessoa linda ela e a familia, claro que não é este Paixã, os Paixão devem ter um lindo coração..Beijinhos aos dois..laura

     
  • Às 10 de fevereiro de 2010 às 22:37 , Anonymous Dad disse...

    Write it now Sam(oa)!
    Beijito e boa noite a todos!

     
  • Às 10 de fevereiro de 2010 às 22:38 , Anonymous Dad disse...

    Mon Ami,

    Hoje fartei-me de pintar. Quando estiverem prontos, fotografo para que faças o poema adequado ao dito!

    Beijinhos,

     
  • Às 10 de fevereiro de 2010 às 22:45 , Blogger Andre Moa disse...

    Cara Dad,
    Cá espero a tua obra de arte para poder tentar corresponder ao teu honroso desafio.
    Sabes bem que tu, com a tua bela pintura, me inspiras e estimulas.
    Beijinhos
    André Moa

     
  • Às 10 de fevereiro de 2010 às 23:44 , Anonymous António disse...

    Buena sera minha boa gente. Eu sou o homem do pirolito. Reconforta-me constatar que apreciaram a bebida(com bola e tudo).
    - Cosa vorrebe de bere, D. Corleone ?
    - Per favore, uno pirolito. Grazie mille. Um beijo repenicado para os artigos definidos femininos do plural e um abraço para os outros.
    Cin cin!

     
  • Às 11 de fevereiro de 2010 às 10:35 , Blogger Laura disse...

    Chamaste-me; artigo definido, feminino?
    Apre que palavras mafiosas do D Corleone, fica sabendo que me lembro do filme o Padrinho e ainda estava em Luanda quando o vi.ah, que corar que corar...
    Então beijinho repenicado para o artigo masculino, no plural, claro, há aí muitos...da, laura

     
  • Às 11 de fevereiro de 2010 às 12:10 , Blogger Andre Moa disse...

    Ora viva, D. António,
    meu caro António Paixão.
    Tu és mesmo um demónio,
    poliglota até mais não.

    Ainda bem que chegaste,
    caro António, ainda bem,
    com o teu chiste ajusdaste
    a entreter o harém.

    Vou-te contar um segredo:
    recebi pelo telefone
    um pedido, feito a medo
    pelo tal D. Corleone.

    Por entre tiros, apitos,
    pediu-me para o Entrudo
    mil grades de pirolitos
    com gás, com bolas e tudo.

    Os artigos definidos,
    femininos no plural
    ficaram todos rendidos
    às águas do pedregal.

    Mais à da Fonte da Moa
    que a todos nos fez cantar.
    Se não melhor, é tão boa
    como o vinho p'ra alegrar!

    Beijinhos repenicados
    delas. De mim um abraço.
    Queria ver-nos sentados
    à mesa do Tábua D.Aço.

    Até lá, amigo-irmão, meu caro António Paixão,
    um grande, grande abraço.

    André Moa

     
  • Às 11 de fevereiro de 2010 às 22:17 , Blogger Espaço do João disse...

    Mas...
    A que porta fui bater? Confesso que nem me lembro do caminho para voltar ao lugar donde parti. Será que entrei mesmo na casa certa? Não! Não me enganei no caminho. Esta era a casa de quem me franqueou a porta á chegada. Caro André , com essa força, tenho a certeza que esse mafarrico desse carangueijo vai ser tostado no fogo do inferno. Acredita em mim, eu sei que assim vai acontecer. Terás a melhor poltrona para assistires a toda a festa. Nada te faltará , nem sequer a minha amizade por essa força de Hércules. Sei também que foste muito modesto em pedir um pirolito, mas a modéstia só faz bem. Abraço-te com todo o carinho como se fosses o meu Pai.

     
  • Às 11 de fevereiro de 2010 às 23:36 , Blogger Andre Moa disse...

    Caro amigo João,
    muito obrigado pelas palavras elogiosas, pelo estímulo, pelos votos formulados, pela confiança manifestada na vitória sobre o caranguejo. Aceito o teu abraço que me envias com todo o carinho como se fosse teu Pai. Em vez de deitar mão ao velho aforismo que diz: "vai chamar pai a outro", retribuo o abraço e mando-te a minha bênção paternal. d(Eu)s te abenço, João.

    Julgo vir a propósito o que se segue:

    Assunto: O pirolito...

    Texto retirado daqui: http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/histport/msg01118.html

    "O Pirolito. Lembram-se dele ? Ou para os mais novos: sabem o que foi? O pirolito foi uma bebida muito apreciada durante a primeira metade do século XX. Ficou no imaginário dos que a conheceram não só pelo seu gosto, mas também
    pela forma da garrafa. Era uma bebida gaseificada, feita à base de um xarope feito com açúcar, água, ácido cítrico e essência de limão, a que posteriormente era adicionado gás carbónico. A receita deste xarope base variava de fábrica para fábrica, constituindo esse o seu segredo. Para quem não a experimentou, pode dizer-se que o mais parecido, hoje em dia, é o Seven-Up.
    Apesar do nosso apego à forma da garrafa, o seu formato não é português. A garrafa de pirolito foi inventada por um inglês, Hiram Codd(1838-1887), que registou a patente em 1872.
    Foi criada com o fim de ser usada para bebidas gaseificadas, como a soda, águas minerais, limonadas e foi usada em toda a Europa e Estados Unidos. O formato da garrafa, também conhecida por «frasco de bola», distinguia-a de todas as outras bebidas gaseificadas. Tinha uma forma cilíndrica na base, encimada por um gargalo cónico, com um aro de borracha na extremidade superior, que se destinava a fechar
    hermeticamente a bebida por intermédio de uma bola de vidro. Esta bola de vidro transformava-se num berlinde, apreciado pelos rapazes, quando se partiam as garrafas, usados depois no jogo do berlinde. Um estreitamento bilateral no gargalo, como se fosse feito por dois dedos,permitia ixar o berlinde, depois de aberta. Para abrir a garrafa, bastava carregar no berlinde e este descia para a sua cavidade própria no gargalo.
    Ao pegarmos numa garrafa de pirolito, ouvimos o som inconfundível do berlinde a bater nas paredes da garrafa.
    Quando comecei a procurar a fábrica original de pirolitos, descobri que não era possível saber qual foi a primeira. Em Portugal houve inúmeras fábricas de pirolitos, distribuídas por todo o território. Assim, cada pessoa que conheceu o pirolito acha que o da sua zona foi o primitivo.
    ...............................................
    Nos anos 50, preocupações com a higiene levaram a uma legislação que obrigou os fabricantes a melhoramentos nas suas fábricas e à proibição de utilizar este tipo de garrafa de bola, por ser de difícil lavagem. Em resultado,muitas fábricas de pirolitos foram obrigadas a fechar. Acabaram os pirolitos. Ficou-nos a memória."

    P.S.- As duas fábricas de pirolitos que conheci em Tabuaço na infância (já lá vão setenta anos) poderão não ter sido as primeiras, mas que os pirolitos ali feitos eram os melhores do mundo e arredores, não tenho a menor dúvida. Eheheheheh!

    Abreijos
    André Moa

     
  • Às 12 de fevereiro de 2010 às 16:37 , Blogger Laura disse...

    A nossa santa terrinha é sempre a melhor em tudo!
    As mulheres são as mais lindas, o gado, o de melhor raça, o pão? o melhor, as fontes (ai jesus toquei no ponto fraco (Àgua da fonte da Moa, pois)mas lá que gostei isso gostei, ou seja, deve ter sido pela maravilhosa companhia dos seres lindos que compunham a nossa caravana da saudade (hoje saudade sim senhora)enfim, com tanta conversa sobre pirolitos, tenho pena de não ter provado porque não imagino o que seja.
    Nos anos 51 nasci eu, daí que não ia provar, ainda engolia o rais do berlinde...

    Beijinhos e a nina Ell que tarda... e eu não tenho ninguém para dar ao litro!... laura

     

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Que cantan los poetas andaluces de ahora...