SEJAM MUITO BEM VINDOS A ESTE BLOG!--------ENA!-- TANTOS LEITORES DO MEU BLOG QUASE DIÁRIO! ---ESTA FOTO É UMA VISTA AÉREA DA MINHA TERRA,-TABUAÇO! UM ABRAÇO PARA CADA UM DE VÓS! -ANDRÉ MOA-

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

BOLETIM DE SAÚDE + HABEMUS MERDAM



1 - BOLETIM DE SAÚDE

Como estava previsto, fui hoje levantar as análises feitas na passada segunda-feira, dia 22, e ouvir sobre elas o veredicto do médico oncologista. «Lá vou eu para a audição da sentença», disse, ao sair de casa, rumo ao hospital. «Espero que seja de absolvição». Era o que eu esperava, por me sentir bem, e depois de um aturado tratamento naturista. A verdade é que os marcadores cancerígenos continuam a subir, passando de 28 e tal para 34 e pouco. O médico foi-me dizendo que já tinha anotado um novo tratamento de quimioterapia, mas que por ora ainda não, acrescentando: «enquanto o pau vai e vem, folgam as costas» E eu respirei fundo e senti-me folgado. Entretanto, prenunciou uma possível intervenção nos pulmões para eliminação dos tumores. De concreto, porém, só existe a prescrição de uma TAC, exame que irei fazer no dia 29 de Março. Até lá, como disse o clínico, folgam as costas. Até lá, digo eu, irei continuar o tratamento naturista, com o ânimo em alta, a mesma determinação, a costumada esperança.

2 – MAU TEMPO NO ANAL – Diário de Um Paciente

Há tempos, o Manuel Medeiros, livreiro, poeta e velho amigo, referiu, de fugida, que eu havia conquistado, pela mão de Pedro Mexia, uma página inteira de publicidade ao meu livro MAU TEMPO NO ANAL – Diário de Um Paciente – na revista LER. Não houve tempo para aprofundar o assunto, pelo que fiquei a leste quanto ao teor de tal página. Percebi depois pelas meias palavras e jungir de ombros do Onésimo e do meu cunhado que não seria leitura recomendável para um fragilizado doente em luta titânica contra um cancro. Assim, certamente para pouparem o doentinho, coitadinho, às turras com um cancrozinho, repetente, teimoso e renitente, deram-me a entender que melhor seria não ligar e esquecer. Ora, eu, que até contra cancros impiedosos luto, não descansei enquanto não adquiri a revista LER onde vinha inserto e li o tal artigo que transcrevo a seguir, para apreciação de todos. Para tal, desloquei-me ontem ao Círculo de Leitores onde fui amavelmente recebido por duas senhoritas que não desarmaram nem descansaram enquanto não descobriram o pretendido exemplar de que nem o mês da publicação sabia.
Sugiro a quem ainda o não leu que leia primeiro o livro, para melhor poder comparar e ajuizar.
De pronto saiu-me a réplica que vai a seguir à crónica de Pedro Mexia. Costuma dizer-se que a vingança serve-se fria. Aqui não se trata de vingança, mas de servir mais merda, requentada, a quem, pelos vistos, só de merda se alimenta. Deleitem-se todos como eu me deleitei, não com a merda, que essa será sempre pouca para o erudito cronista, sim com a leitura que vos proponho.

BIBLIOTECA FÚTIL
PEDRO MEXIA

«HABEMUS MERDAM
A minha avó contava que na década de 1920 quase todas as anedotas eram sobre chichi e cocó. Não apenas as gracinhas das crianças, mas também as chalaças adultas. Ao que parece, nada divertia tanto a Primeira Republica como a excreção. O mais engraçado é que na Terceira Republica essas fisiologias tenham ainda tanta, digamos, saída. Seria de supor que a «revolução sexual" entregasse ao sexo o monopólio piadético, deixando as poias para as brincadeiras infantis. Afinal não. E a prova mais estrondosa é Mau Tempo no Anal, de André Moa, agora publicado pela QuidNovi.
Este jurista, professor e autarca, vendo-se em apuros de saúde, decidiu escrever um Diário de Urn Paciente que fosse um elo de ligação à vida. É uma atitude compreensível e útil para nós todos, que podemos urn dia sofrer de males nas baixas prisões. Acontece que Moa escolheu urn registo de escrita discutível: uma odisseia de chichis e cocós.
A publicação esteve para se chamar Guerra do Senhor Recto e da Dona Próstata, e é assim, em registo de piada imberbe, que Moa escreve: «Ao lado, mesmo ao lado, mora o senhor Recto. Discreto e sonso, o senhor Recto recebe e aceita, com paciência de Job, toda a merda que os intestinos Ihe enviam e que ele, diligentemente, vai expelindo conforme pode. Farto de remover trampa, o senhor Recto, por vezes, vai-se abaixo das canetas, dá em definhar. É então que o comum dos mortais se apercebe da sua humilde mas profícua existência, da sua enorme importância». O sempre generoso Onésimo Teotónio de Almeida sugere, no prefácio, paralelos com textos como Illness as
Metaphor, de Susan Sontag; acontece que o texto de Sontag é uma reflexão sofisticada sobre o estatuto ontológico da doença; já Mau Tempo no Anal é apenas um assustado gozo fecal.
Ninguém deseja senão boa saúde a André Moa; mas isso não impede que esta confissão nos apareça como urn penoso exorcismo rabelaisiano. Uma espécie de salvação pela caca: «Ontem e hoje a expectativa maior que me dominava e preocupava familiares e amigos era a chegada de caca à alfândega. Uma descarga de mucosas na quarta--feira, gases na quinta-feira que davam para encher meia dúzia de gasómetros, mas nada de sólido e tranquilizador. Hoje à tardinha, sim senhor, chegou a tão esperada encomenda. E logo gritei, urbi et orbi, pelo telemóvel: Habemus merdam." E assim por diante, numa espécie de taxinomia merdosa: algálias, colonoscopias, guerras intestinais, sanitas, mijinhas, nádegas, hemorroidais, diarreias. A medicina como conversa de putos.
A situação é trágica, mas em vez de tragédia e empatia André Moa dá-nos piadas de 1922: «"Hoje vai ser de costas. Vá lá, deite-se com jeitinho, cuidado com o saco e a algália, puxe as pernas mais para dentro, endireite-se e abrace a marquesa." Sou republicano até à medula. Cumpri escrupulosamente as indicações, abracei-me a marques a, não me deu gozo nenhum, nem o mais ténue estremecimento de prazer. Nada. Bem pelo contrário. Deve ter-me repuxado a algália, fiquei com a uretra a sangrar. Mal regressei ao hospital, tive de mudar de calças do pijama, sujas de sangue atrás e a frente. Agora estou com urn penso higiénico dos grandes, entalado entre as pernas. E pensava eu que os homens estavam isentos dos contratempos da menstruação!" Etc., etc., numa disputa de medos e graçolas, com vitória das graçolas. Quando, num discurso, se diz «merda», essa é sempre a única palavra que todos ouvem.
Não ajuda o facto de André Moa, que já tinha ofendido Nemésio com o seu titulo, se entregar a frustres exercícios diarísticos torguianos, registando as suas leituras e ideias, não mais memoráveis que uma mijinha depois de uma imperial. Apreciamos o facto de as suas descargas intestinais serem amaciadas pelo ultimo romance de João de Melo, mas, sem querer, Moa quase nos pede que adjectivemos essa literatura que ele tanto aprecia quando defeca.
André Moa quis espantar os seus males, e felizmente conseguiu. Mas dessa experiência fica apenas aquilo que a minha avó recordava das anedotas dos anos 20: «Tenho defecado vezes sem conta. O ânus parece que arde, enquanto eu me desfaço em trampa.» Eu não o desminto. »


«BIBLIOTECA FÚTIL»
ou
a atracção pela merda

Há dias, um velho amigo
Alertou-me p’ra um artigo
De uma página, na «LER».
Como tinha a ver comigo,
Não quis fugir ao castigo
Das artes de maldizer.

O texto de que vos falo,
Podeis crer, é um regalo.
O autor, que nunca li,
Só mexe, mexe e remexe,
Qual bebezinho de creche,
Em cocó e em chichi.

Tinha muita coisa ao lado
Por que passou descuidado
O autor – Pedro Mexia.
Só viu à frente dos olhos,
Que nem besta com antolhos,
Merda, mijo… porcaria.

Pela merda obcecado
O «fútil» autor, coitado,
Consolou-se a chafurdar
Na merda que um doente,
Bem-disposto e paciente,
Com dores, andou a largar.

Quis lá bem saber das dores,
Dos bons e dos maus humores,
Do quanto sofri na pele!
Se eu soubesse que o Mexia,
Só da merda falaria,
Mais cagaria p’ra ele.

Sua «Biblioteca Fútil»
Seria menos inútil,
Se eu mais tivesse cagado.
Se fizesse um bolo grande,
Maior seria a glande
P’ra porco tão esfaimado.

Papaste tudo, papaste?
Nem a tua avó poupaste!
Será que tal obsessão
(contou-te ela, tu contaste)
Foi da avó que a herdaste,
Por tudo o que é excreção?

Gabo-te o gosto, Mexia!
Mexer só na porcaria!
Para encheres de merda as bossas?
Muda já de profissão,
Dedica-te ao cagalhão,
Põe-te a desentupir fossas.

Larga a «Biblioteca Fútil».
Serás por certo mais útil
No útil labor de almeida.
Deixa de ser cheira-cus,
De encher os teus baús
Com o que a outros sai da peida.

Procurando outra razão
Para lá da obsessão
Que o Mexia demonstra,
Descobri, por mero acaso,
O que agora vem ao caso:
Canto a república,“a monstra”.

O Mexia deve ser
Monárquico, estou em crer,
Apostólico, romano.
Daí o não ter gostado
De eu me ter manifestado
Laico e republicano.

Não gostou de eu ter brincado,
(Enquanto era bombardeado
Pela radioterapia),
Com o clero e a nobreza,
Por ter dito que a marquesa
Era gélida e fria.

Pedro, o cru, queria «tragédia»;
Eu optei pela comédia
Que toda a tragédia encerra.
O Mexia queria sangue;
Eu, apesar de exangue,
Ao cancro declarei guerra.

Frustrado, ficou raivoso
E pôs o cérebro adiposo,
Treinado no maldizer,
A destilar porcaria,
A ver merda em quanto lia.
Com vontade de a comer?

O Nemésio, coitado,
Foi por Mexia invocado.
Por eu o ter ofendido?
Não creio, amigo Mexia.
Sabe quem o conhecia
Como ele era divertido.

O Nemésio, se o lesse
E, se acaso, soubesse
Como o título surgiu,
Largaria uma gaitada:
terceirense gargalhada,
Como jamais se lhe ouviu.

Com o seu sentido de humor,
Dir-me-ia: «seu estupor,
Quem me vai pagar a tença?
Estou a brincar, já se vê.
Nunca pensei que um Cê
Fizesse toda a diferença».

Quanto ao Torga, mais sisudo,
Ficaria quedo e mudo
Ou, quando muito, diria:
«Num Diário, toda a gente
Verte o que sabe, o que sente,
Seja doce ou porcaria».

Porque gosta de mexer
Na merda, p’ra se entreter,
De forma tão suja e lerda,
Será caso p’ra dizer:
Sempre que te apetecer,
Ó Mexia, vai à merda!

André Moa

25 Comentários:

  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 00:26 , Blogger Laura disse...

    Jé li e reli, acabei, voltei tresvariei e volto ao mesmo...esse Mexia na merda devia mexer todo o dia...e se é evrdade o que dizes, pra longe vá o agouro, o homem é um merdoso e tá dito...

    Com esta já é a 5ª vez que cá venho, saber os valores , e, claro, sobem, sobem qual balão, mas acredito que daqui nada pica-se o dito e começa a perder a força, devagarinho e, temos o bicho agonizante...não tarda, no tarda nada...

    A ver se amanhã vou versejar, agora é tarde, vim do quentinho desligar o pc. O João deve estra a mandar-te a receita e amanda-a por aí abaixo, quem sabe ajuda e..tudo volta ao normal...
    Beijinhos, fica bem, dorme bem e nem te preocupes, os valores oscilam, sobem descem como os do S. joão...deixa andar!
    laura

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 01:06 , Blogger Paixão Lima disse...

    O Mexia? Quem é esse?!
    Se mexia já não mexe.
    Burrice assim ninguém viu!
    E se alguem lhe dissesse:
    Ó Mexia vai comer erva!
    Pois além de ires à merda
    Vai tambem para a fruta que te caiu.
    Agradeço-te ó Mexia
    No meio de tanta festa
    E vomitares tanta merda
    até fizeste de mim poeta!

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 07:25 , Blogger Osvaldo disse...

    Irmão;

    O "pobre" do Mexia adepto incontestável da merda alheia, não satisfeito de "mexer" na merda própria, lá se atolou na merda que não devia. Talvez a curiosidade de sentir a diferença da qulidade merdial e compará-la com a sua própria merda literrária, o Mexia, tal mexilhão, tal esgravatou e emerdou-se ao sentir que afinal a sua merda era inferior em qualidade à merda carangueijal dos outros e para se vingar, toca a inundar de merda "mexilenta" quem tem que o aturar. E agora, atolado que está de merda até às pontas do cabelos (se ainda os tem), emerdou-se de tal maneira, que certamente parará por uns tempos de emerdar os outros e só vai reMOAr a sua própria bosta,... ah, desculpem, merda.
    Bem feito pro Mexia de querer enfucinhar na merda alheia se já não lhe bastasse a sua própria merda.
    Sabes o que é que eu quero, irmão?... não é que o Mexia vá à merda, porque nela já ele está atolado, mas que tão depressa não saia dela, para seu belo prazer, porque no meio dela, da merda, é que ele se sente bem...

    Coragem irmão e ainda "habemus" sa abrir a Carolina e depois enfiarmos a dita vazia pelo canal da merda do Mexia a dentro!...

    Um abraço.
    Osvaldo

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 08:25 , Blogger Laura disse...

    Ehhh, laurinha entrando e fazendo tensão de saír de seguida, tal o fedor!
    Isto é lá coisa que se diga ó Osvaldo, ó Moa? tanta merda que já cheira mal, deixa-me ir ali buscar uma máscara para não desmaiar.

    Moa de 28 e tal para 34 e pouco
    a coisa nem está assim tão mal
    continua a tentar afogar o bicho
    e livras-te dele até ao Natal.

    Se te sentes bem e com forças
    só tens de continuar
    a dar as tuas traulitadas
    c'os dedos, para ajudar.

    E escrever belas prosas
    mesmo sendo mal cheirosas
    é que a raiva é para despejar
    em cima de quem connosco anda a mangar.

    Esse Mexia é algum burro
    que em pequeno não comeu erva
    e o coitado só aprendeu
    a fazer e a escrever merda.

    Nem sabia que ele escrevia
    coisas de tão pouca monta
    é por isso que é jumento
    e tem uma cabeça tonta.

    O homem não deve nunca
    humilhar o seu semelhante
    e esse Mexia decerto
    é um bom sacana, um tunante.

    Houvesse nele capacidade
    de prosar prosaicamente
    tivesse ele humanidade
    para saber sentir a gente.

    Mas já vimos pró que deu
    e dele não vale a pena falar
    mete o gajo lá no saco
    e em cima dele, vamos mijar.

    Mandemo-lo chafurdar
    na merda da avó dele
    e que se possa afogar
    nas fezes que vai destilar.

    E por aqui me confesso
    uma merdosa também
    por falar de assunto adverso
    ao que me ensinou minha mãe.

    Aguardemos meus irmãos
    pelos dias que virão
    e quando virmos o Mexia
    chamemos-lhe coirão.

    E não se esqueçam que o Osvaldo
    Inda tem a carolina
    menina do nosso agrado
    e pró Mexia? nem uma gotinha!

    Aguardemos pacientemente
    que o Mexia vire doente
    e se compraza na caca
    com que brindou o seu semelhante.

    Beijinhos mil sem cheirete, óbviamente..
    laura

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 08:31 , Blogger Laura disse...

    Osvaldo habemus pois
    de beberus copus carulinus
    e podemus dar um cheirete
    a esse mexius.

    Só para ele saber
    que no nosso grupo do GT
    há gente muito educada
    que a sua merda não bê!

    Só bê a merda dos outros
    mas a gente num o bê
    e quem sabe ainda um dia
    alguém terá sabedoria
    de lhe por os pontos nos pês...

    Guarda a nossa carolina
    para um momento dos bons
    guarda-a como rainha
    para abafar a raivinha

    Que todos estamos a sentir
    por aquele ser senil
    que a vida ainda há-de zurzir
    e muito nos vai fazer rir...

    beijinho da Laura

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 08:35 , Blogger Maria disse...

    Querido André
    O Mexia não pode ir à M(ERDA), porque vive mergulhado nela. Já lá está.
    Mas falando de coisas mais importantes, do que esse seboso personagem, as notícias não são as melhores, mas vamos ter calma. D(EU)S, tu, pode muito. Mandar-te ter força, é quase um pleunasmo (acho que é assim que se escreve), a Força és tu.
    A tua resposta ao M(exia)está boa demais para esse cavalão.
    Beijinho e continua a fazer o tratamento das ervinhas. Mal não faz. E eu acredito nesses tratamentos.
    Beijinho
    Maria

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 08:38 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    Epa, vai ai tanta m.....
    A Verdinha não aprecia muito estes termos de escatologia mas como qualquer ser humano, tem que viver com eles e não foi razão para não se divertir ao ler o livro do Moa. Calçada com botas de borracha, vestindo um impermeável e segurando um guarda-chuva ela atravessou o Mau Tempo para entrar numa obra onde encontrou, além da m...., um manual útil para aprender, a simples realidade da vida, uma rica literatura, poemas, uma imaginação ao máximo, um humor no meio da dor e do desconforto, uma grande coragem e uma bela lição de vida.
    Quanto ao Mexia ? mexia... se calhar já não mexe e está bloqueado...

    Um beijinho amigo ao Moa, autor desta crónica sobre a m....que é comum a qualquer ser mas que consegui fazer dela uma obra de arte ! *
    Vais ver, Moa, que o caranguejo vi andar para trás, como sempre !


    Verdinha

    *na altura em que escrevi isto, lembrei-me das construções na areia, com gelo, com neve.... Haverá alguém para fazer isto com a tal dita ? Podíamos pedir ao Mexia, ele que sabe mexer nela tão bem.....

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 08:39 , Blogger Teté disse...

    Querido amigo: não vale a pena ligar a gente mesquinha, que não sabe mais do que criticar textos alheios!

    Importante mesmo é que te sintas bem e com coragem para enfrentar esse novo diagnóstico! Nem vejo como um idiota te pode perturbar, embora entenda que essa "redoma" para não te aborreceres com opiniões alheias consiga ser mais irritante. Um homem não é um 'bibelot', mesmo que temporariamente fragilizado...

    Adorei a música, que já pus no meu canto em tempos. Quanto ao gajo, é mesmo de cagar nele!!! :)

    Beijinhos e continua bem!

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 12:55 , Blogger Laura disse...

    Eia, com tanta cagada não haverá mexia que aguente... e tenha de se lavar com diluente, para diluir as merdices mal cheirosas que tem lá dentro, ainda se fosse bosta de vaca...

    Animo meu querido Moa, com tanta torcida por ti, já antevejo o resultado...Beijinho da laura doentinha da bisiculinha...

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 18:19 , Blogger Espaço do João disse...

    Meu caro André.


    Seguiu hoje pelo correio
    Por via rápida azul
    Mesmo que seja uma merd.
    Vai pro norte vinda do Sul
    Esse carangueijo não herda

    Podes cozinhar o carangueijo
    Aplica-lhe uma boa camada
    Sentirás a língua picada
    Mesmo que não saiba a queijo
    De mal não fará nada

    Todos aqueles que o provaram
    Nem só um o regeita
    Gostam aqueles que saborearam
    Mesmo sofrendo de maleita
    Pro teu gosto dou-te a receita

    Não sei se vás gostar
    Mas é receita muito antiga
    Se nos grelhados aplicar
    Depois vais-me avisar
    E a receita passa a cantiga

    Prepara um bom vinho
    Pois dele vais precisar
    Quando a boca começar a soprar
    E para não estar sosinho
    com gamba, ou carangueijo a saltar

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 20:26 , Blogger Maria disse...

    Querido André
    Quando puderes vai ao meu Blog.
    Beijinho
    Maria

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 21:51 , Blogger Laura disse...

    Ó joão meu mafarrico
    a receita aqui vais dar
    pois podes ajudar muita gente
    suas maleitas a curar.

    se a coisa pica e fica
    o remédio é mau que chegue
    mas se pica e se vai
    atão quem sabe a coisa vai.

    Tudo quanto ajuda outrém
    deve ser dado por aí além
    pois hoje pode ajudar
    e amanhã quem sabe, curar.

    Já chega de tanta merda
    neste local tão poético
    quero que o mexia vá bardamerda
    e que morra caquético.

    Pois que veio perturbar
    a paz do meu amigo
    e enervar a gente
    o sacana merece castigo.

    Proponho que o convidemos
    para o próximo almoço
    e que bem o tratemos
    que ele até pode ser bom moço.

    Mas como deve ter também
    a mania que sabe escrever
    podemos ajudá-lo logo ali
    a outra carreira escolher.

    Porque o mal paga-se com o bem
    e nós não somos bandidos
    somos gente escolhida
    para aos tolos dar abrigo.

    Bora lá convidar o aventesma
    e dar-lhe papas d'veia
    e quem sabe vira torresmo
    e escreve coisa menos feia.

    beijinhos e chega de merdices...por hoje, laura

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 21:55 , Anonymous Anónimo disse...

    Querido Amigo André!

    Pena que as noticias não foram as desejadas.
    Muita força, continua batalhando como sempre.
    Muito espantada fiquei
    Quando li e reli
    Toda esta trampa estampada aqui.

    Se falando de merda
    Conseguimos adubar a VIDA
    Vamos certamente entender
    Que se todos formos à merda
    Será uma acção bem conseguida.

    A dupla companhia
    L&L

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 22:19 , Blogger Andre Moa disse...

    Cara Maria,
    Convocaste-me e eu, lá fui ao teu blogue. Sem imaginar o que me esperava.E cá estou a agradecer-te, com as lágrimas nos olhos. Emocionaste-me com a tua solidariedade, a tua amizade, com a tua objectiva, incisiva e muito bem urdida apreciação. Tu dizes o que eu, no fundo, pensei. E foi isso que me indignou. Falar do que não se deu ao cuidado de ler e apreciar, devidamente. Que dissesse mal do livro, mas com objectividade e conhecimento de causa. Assim, o autor da crónica, actuou como faz o cuco que, armado em passarão,em rato, em ratão, rouba o ninho a outros pássaros, para, à custa de pássaros obreiros, diligentes e sofredores, se armar em cuco, se abrigar, pôr ovos, e se pôr a cantar, à sombra dos outros. Mas sempre com o cantar monocórdico e nada animador de cuco - cu-cu; cu-cu; cu-cu. E não passa disso.
    Bem-hajas
    Abreijos
    André Moa
    P.S. - Que tal copiares este teu belo texto no meu blogue, para regalo, estou certo, dos indefectíveis? Deixo isso à tua consideração. Gostaria muito.

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 22:23 , Blogger Laura disse...

    Se falando de merda
    Conseguimos adubar a VIDA
    Vamos certamente entender
    Que se todos formos à merda
    Será uma acção bem conseguida.

    A dupla companhia
    L&L


    Tinha de por isto aqui ou não seria digno de figurar num verso bem manobrado...

    Ora nem mais nina Luisita, ora nem mais...
    mas tens de passar na Maria para veres como ela é uma dona bem fria!...mas que mulher...
    beijinho da laura

    Moa, hoje nao há janelita que nos aguente? ou será do cheirete, eu boto essência de rosmaninho..aparece..laura

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 22:28 , Blogger Andre Moa disse...

    A todos os indefectíveis amigos, o meu muito obrigado pela amizade, pela solidariedade, pela compreensão. Não desejo alongar-me nemj acrescentar mais sobre o assunto, por isso, pedi à Maria que transcrevesse para aqui o belíssimo e certeiríssimo texto que ela fez o favor de escrever e colocar no seu blogue. É que ela diz, melhor do que eu, por certo faria,já que ninguém é bom julgador em causa própria, precisamente o que eu queria dizer-vos. Nem mais, nem menos.
    Transcrevi pra aqui o texto merdoso por consideração para convosco, para nada vos esconder, para não pensarem que só vos daria a conhecer os textos elogiosos.
    Bem-hajam todos pelas palavras solidárias e de apoio que, sei-o bem, são muito sentidas.
    Abreijos para todos
    André Moa

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 22:50 , Blogger Kim disse...

    Parece mentira que alguém tenha a veleidade de escrever o que aqui se leu.
    Gente não é certamente, porque gente não escreve assim.
    André, não mexas mais na merda! Deixa ficar assim e recorda apenas que tens uma montanha de amigos e de todos os que te leram, a torcer por ti.
    Quem me dera ter a tua força!
    Grande abraço amigo

     
  • Às 25 de fevereiro de 2010 às 23:41 , Blogger Laura disse...

    Fim do ciclo merdoso
    ahhhhhhhh, cheira mal que tresanda, somos todos mal educados, uma vergonha.
    um xi, Moa, já não te apanhei na janela, lamento, fui ver a novela com a neide, e o tempo passou. beijinhos e até amanhã, e, gostava que passasses no resteas só para te rires um pouco, vou segurar o post mais uma manhã...laura

     
  • Às 26 de fevereiro de 2010 às 00:22 , Blogger Andre Moa disse...

    Caro Kim,
    Eu apenas tenho alguma força de vontade. No resto sou um fracachichas. Tu és forte no corpo e na alma. E tens um coração forte e generoso como não sei se haverá segundo.
    Um grande abraço, amigo-irmão.

    Cara Laura,
    Merda é merda. Cheira mal, mas não se pega. Principalmente depois de seca. Nem nos faz malcriadaos, nem torna mal educado quem usa o termo apropriadamente, no tempo e lugar certos. Basta de ter vergonhas de utilizar a linguagem mais acertada e corrente no linguajar das gentes. Não tenhamos medo das palavras. Nada de falsos pudores. E (parece-me que vem a propósito), deixemo-nos de merdas. eheheheheheheheheheheheheheheheh,
    Abreijos
    André Moa

     
  • Às 26 de fevereiro de 2010 às 00:36 , Blogger Laura disse...

    Não são falsos pudores é cheirete mesmo...Acho que vou levar o pinico pra debaixo da cama com tanta merda que já transborda... e se faz favor vai ler a nossa Luisinha no resteas, porque falo sobre camisa de vénus (na adolescência) e se soubesses o que ela fez à que encontrou na rua, mas, vai lá senão perde a graça, a miúda é mesmo uma nina prendada, ahhhhhhh
    Beijinho e dorme bem, não há mexia que mexa contigo a não ser para te fazer rir que a mim e a nós já fez, nesta escrita louca de todos...laura

     
  • Às 26 de fevereiro de 2010 às 01:56 , Blogger Brancamar disse...

    Olá André.

    Tudo vai correr bem e esses valores
    hão-de voltar ao sítio ou eu não me chame Branca.
    Eu sei bem que pensas o mesmo,habituado que estás a essas andanças e nunca o inimigo te venceu.
    Cheguei hoje já ao fim da tarde do Alentejo e tenho tentado passar por todos os nossos amigos.
    Já é muito tarde e vou deixar o Osvaldo e o Quim para amanhã, eles que me perdoem.
    Hoje vim apenas para saber da tua saúde.
    Como sempre não há inimigo que te vença.

    Beijinhos
    Branca

     
  • Às 26 de fevereiro de 2010 às 09:51 , Blogger Maria disse...

    André
    Como sugeriste e eu prometi, cá vai a prosa.

    O senhor Pedro Mexia, mexeu onde não devia. Quem é o senhor
    para dizer mal de um livro, que eu aposto que não leu? Folheou, quando muito, como faz a maior parte dos críticos literários. Apanhou algumas frases e vá de escrever e criticar. Qualquer ser humano com um mínimo de sentimentos e discernimento, nunca faria uma crítica tão parva, tão porca, como a que fez.
    Que sabe o senhor da heroicidade do homem que criticou? Que ideia tem do que ele sofreu no corpo e na alma ao escrevê-lo?
    Passa-lhe pela cabeça o que é, ir fazer um simples exame de rotina, e sair de lá com dois cancros declarados? Faz uma ideia do que é passar dias e dias, passeando uma argália atrás? Suponho que apesar da sua ignorância, saiba onde esta é metida. Acharia graça ter uma por umas horas? Seria capaz de ter coragem de descrever isso?
    Não tinha. O senhor só é grande a escrever m...
    Conheci André Moa depois de ler o livro. Seria o senhor homem para alimentado apenas a sumos de vegetais, cantar, recitar, ser a alma de uma reunião de amigos uma tarde inteira, sem um desfalecimento, sem um rito de dor, sem um olhar de tristeza? Não acredito. Essa gordurinha balofa não aguentava.
    Leia o livro todo e depois fale. Leia o livro do Salvador Vaz da Silva e aprenda com eles a ser homem. Até lá não fale deles. Cale-se. Pense qual seria a sua reacção se tivesse um cancro só.
    Quanto a Vitorino Nemésio e Torga, que o senhor não deve ter lido, deixe-os fora disto.
    Senhor Mexia não mexa no que não sabe. É melhor estar calado.
    Sem respeito nem consideração
    Maria

    Beijinho, meu amigo e não te esqueças que: "vozes de burro, não chegam ao céu"
    Maria

     
  • Às 26 de fevereiro de 2010 às 11:29 , Blogger Laura disse...

    Pois não que nem chegam, as tais das vozes que pensam que são ouvidos, mas chegam sim aos ouvidos de Deus que sabe para quem remeter o mau da fita!
    Beijinho e um dia bom, laura

     
  • Às 26 de fevereiro de 2010 às 20:17 , Blogger Andre Moa disse...

    Caríssimos amigos,
    Para encerrar esta merdice em beleza, pensei colocar no frontispício (na página inicial) deste blogue a carta aberta da Maria e o meu agradecimento, para conhecimento dos muitos visitantes que passam por ali, mas não entram nos comentários, neste cantinho dos poetas. Que acham?
    Abreijos
    André Moa

     
  • Às 26 de fevereiro de 2010 às 20:55 , Blogger Laura disse...

    Ainda perguntas? Acho super bem, super lindo e merecedor de figurar como o mais belo artigo até hoje escrito pela grande sagitariana maria!
    Publique-se
    A bem da nação!
    Digo do blogue do Moa!

    Ahhh, ao ler-te na palvra frontispício, juro que voltei a trás e tornei a ler não fosse entender que nos querias colocar a todos no Hospício!... ó balha-me, ando a precisar de cenouras para aligeirar a visão!
    Beijinho a todos e...chega de merdices por hoje!
    Laura

     

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

Hiperligações para esta mensagem:

Criar uma hiperligação

<< Página inicial

 
Que cantan los poetas andaluces de ahora...