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terça-feira, 9 de março de 2010

CICLO PAIXÃO

Paixão Lima - com quatro meses

CASOS, ACASOS E OCASOS DA VIDA

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Daquele tempo de estudante, recordo o Paulo Felício. Filho único de pais abastados. O pai era industrial têxtil e geria, com algum sucesso, uma fábrica de camisas para exportação.
Falo do Paulo, pela singularidade do seu feitio. Apesar de rico, era extremamente poupado e duma avareza tal, que chegava a enervar. Por tal facto, era conhecido, por todos como Paulo o judeu. Ainda hoje, não percebo a razão do cognome. Relato o facto, não o comento. Cioso do que lhe pertencia, muito organizado, geria o seu parco espólio estudantil com cuidado e reserva. Desconfiava de todos e não gostava de emprestar nada. Para não se gastar! - dizia para se justificar. Em consequência desta atitude insólita, choviam os pedidos de empréstimo ao Paulo. Pedidos que eram tantos e tão insistentes que o Paulo, talvez por cansaço, ás vezes cedia e emprestava.
Certo dia, consegui que me emprestasse um lápis, o que foi um feito. Recomendou-me, repetidamente, que não pressionasse demasiado o lápis para o bico não partir. Antes da entrega, não deixou de medir, cuidadosamente, o comprimento do lápis com uma régua graduada. Por malandrice, desfiz o lápis na aguçadeira, até reduzi-lo a metade. O Paulo emprestou-me um lápis e eu devolvi-lhe meio lápis. Foi aos «arames». Gritou, barafustou, ameaçou e por fim chorou. A turma gargalhou em coro. Irado e inconformado, o Paulo levanta-se e vai fazer queixa ao prefeito, o temido Osório. Homem de má cara, de grande envergadura e a quem chamávamos de urso, por analogia com o dito. O urso, nesse dia, estava mal disposto. Gritou para o Paulo: - O menino é parvo?! - Gargalhada geral de concordância. - Mas... - diz o Paulo intimidado.- - - Nem mas, nem meio mas. Não emprestasse! Vá já para o seu lugar! - ordenou o Osório furioso.
Outra particularidade curiosa do Paulo era ser um «patriota». Admirava Salazar que considerava ser o maior estadista do seu tempo. Uma atitude normal se atendermos às suas origens sociais. Nascido no seio duma família da média burguesia conservadora, o Pai era membro activo da União Nacional e até Regedor na sua aldeia natal. Concluído o 7º. ano do liceu, nunca mais vi o Paulo.
Certo dia, decorridos cerca de trinta anos sobre os acontecimentos relatados, encontrava-me de visita a um salão automóvel na Exponor em Matosinhos, quando sou violentamente abraçado por um indivíduo desconhecido, alto e gordo. Surpreendido com o acto que me pareceu pouco amistoso e quando me preparava para protestar, o indivíduo em questão, com uma estrondosa gargalhada, grita todo satisfeito. - Não me reconheces pá? Tu não és o Paixão ? Conheci-te logo! - diz o desconhecido com visível alegria. Concordei que, de facto era o Paixão o que não me impede de o questionar: - E o senhor quem é?! - Eu sou o Paulo Felício! O judeu! - acrescentou para me refrescar a memória. - O Paulo Felício! - exclamo assombrado - Claro que me lembro de ti! - Anda cá! Temos muito que conversar - e vai daí, arrasta-me para a mesa dum café próximo. Bebendo uns «finos», vamos conversando. Relata-me a sua vida passada. O Pai morreu num acidente de automóvel e a fabriqueta de camisas faliu. Crivado de dívidas aos bancos e aos fornecedores, foi forçado a vender todos os seus bens. Só conseguiu salvar, e a muito custo, a casa onde ainda hoje vive. Desgostoso com o insucesso como empresário, resolveu alistar-se na tropa como voluntário. Para servir a Pátria que «estava em perigo» - afirma com orgulho. Fez três comissões de serviço nas colónias e foi até condecorado no 10 de Junho com a Cruz de Guerra. - Arriscávamos a pele em África mas ganhávamos bom dinheiro. Era compensador! - afirma peremptório. - Então por que não fizeste mais comissões de serviço, se era assim tão rendoso?! - digo eu. - A última comissão correu mal. Vê lá tu ! - exclama ainda sentido - Não fui desta para melhor por mero acaso. Havíamos capturado um «turra» no mato. E não é que o tipo consegue arrancar violentamente a arma das mãos de um soldado e dispara contra mim desfazendo-me o ombro esquerdo?! - afirma ainda admirado com a ocorrência. - O gajo não chegou ao acampamento. Antes de desfalecer, ainda tive forças de ordenar ao cabo que lhe tirasse o «retrato». - Compreendo. Para a propaganda, não?! digo com ingenuidade.
- Lá vens tu com a tua velha ironia. - diz o Paulo cinicamente. - A máquina fotográfica era uma G.3, compreendes? - Compreendo! - respondo acenando afirmativamente. Ao despedir-se, trocamos endereços e solicita-me que vá visitá-lo, pois quer apresentar-me à família. Mexendo e remexendo nos bolsos como quem anda à procura de alguma coisa, despede-se dizendo: Ó Paixão, como não tenho trocado, importas-te de pagar a despesa? Para a próxima pago eu.
Meses mais tarde, ao passar perto da casa do Paulo, resolvi visitá-lo. Recebe-me de braços abertos, apresenta-me a esposa e os quatro filhos. Conversamos sobre as banalidades do costume nestas circunstâncias. Ao despedir-me e esforçando-me por ser amável, sempre lhe fui dizendo: - És um homem feliz, Paulo! Tens uma esposa admirável e quatro filhos que são encantadores.
-Tens razão! - diz com pouca convicção e acrescenta - Não calculas o que me tem custado. O dinheirão que se gasta com a educação dos «putos». Tanto eu como a minha mulher somos uns escravos do trabalho. Até horas extraordinárias fazemos para manter o nível. - Isso é o preço que temos de pagar pela felicidade. - Mas é caro! - responde-me de pronto o Paulo Felício. Olhei para ele com comiseração e alguma ironia e não me contive que não lhe dissesse: - Tenho a impressão, que apesar das vicissitudes, ainda vais morrer rico! - Estou esperançado nisso, Paixão! - afirma convicto como quem recebe um elogio.
Ao retirar-me, esforço-me por compreender o significado do que se passou, mas em vão. Para o Paulo, tudo tem o seu preço. E tudo é caro. Até a felicidade. O homem do lápis, o Paulo Felício, continua igual a si próprio. Não evoluiu no tempo. Não percebe que o dinheiro é uma ferramenta de que nos servimos, para obter bens e serviços que amenizem a dureza da nossa própria existência. Duma coisa estou certo. O Paulo Felício vai morrer rico.

17 Comentários:

  • Às 10 de março de 2010 às 11:17 , Blogger Maria disse...

    Caro amigo Paixão
    O judeu talvez morra cheio de dinheiro. Mas não o leva. Será que é feliz? Muitas vezes os avarentos morrem ricos, mas sem lembranças de momentos felizes. Eu morrerei remediada, como sou. Sem luxos, tendo passado muitas dificuldades, mas a cabeça e o coração ricos de bons e maus momentos que vivi, sempre com a única ambição de ser feliz. O dinheiro tem para mim, a única finalidade de nos dar o minímo de estabilidade. Ser agarrada a ele, não. Quanto mais se tem, mais medo se tem de o perder.
    Viva a felicidade! Abaixo o amor desmedido ao dinheiro e ao luxo! Dinheiro é feito para gastar.
    Um abraço
    Maria

     
  • Às 10 de março de 2010 às 12:23 , Blogger Paixão Lima disse...

    Cara Maria,
    Pensa como eu, querida Amiga . Ser rico não é ter muito dinheiro. A verdadeira riqueza, é saber fazer bom uso do dinheiro disponível, de forma sábio, racional e equilibrada, ao longo do tempo. Não é servir o dinheiro, é servirmo-nos dele.
    Viver uma vida de pobre para juntar dinheiro, é um paradoxo e uma irracionalidade. Ser rico não é uma virtude nem um certificado de qualidade. A verdadeira riqueza do homem é ser solidário com os outros homens.
    A avareza é uma doença sem cura.
    Agradeço o seu comentário benevolente e inteligente. Retrata bem a Mulher que é, sempre sensata e equilibrada até na gestão da sabedoria que foi acumulando ao longo do tempo.
    Beijinhos.

     
  • Às 10 de março de 2010 às 17:06 , Blogger Espaço do João disse...

    Ser Rico ou pobre

    Nunca fui rico... mas também nunca fui pobre

    Já algumas vezes tive dinheiro, ter dinheiro não é ser rico, mas sim uma questão de ocasião.

    Nunca fui pobre, ser pobre é uma questão de espirito.

    Assim vemos as diferenças entre pobres e ricos

     
  • Às 10 de março de 2010 às 18:30 , Blogger Bichodeconta disse...

    Lamentavelmente discordo!Atrevo-me a dizer que ele nunca foi rico, ou se foi rico de dinheiro foi sempre um miserável de espírito.Infelizmente conheço eu e conhecemos todos nós pessoas assim, podeme estar enterrados em notas até ao pescoço, e sentir sempre que estão pobres.Pior, essas pessoas não abdicam de uns miseros tostões para comprar algo que lhes de felicidade a eles ou aos seus..Um livro será caro, como será caro um almoço com os amigos, ou um simples presente de baixo valor monetário,mas que os filhos acham preciosidades..Obrigada ao meu querido pai, afinal com tão pouco dinheiro era um homem riquissímo..Até sonhava dinheiro e rebuçados que deixava estratégicamente guardados debaixo da almofada, no caso dos rebuçados, as moedas deixava no chão, assim a filha"carochinha" que varresse o quarto encontrava moeda.. Forma inteligente de quem tem pouco, assim , não dava a nenhuma, ficava ali para quem encontrasse.Abreijos, Ell

    PS:Sovina, mão de vaca esse amigo..

     
  • Às 10 de março de 2010 às 19:15 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    O bebé Paixão está muito giro, bem instalado na vida parecendo um rei no seu trono !
    O Paulo Felício é que não sabe aproveitar a vida, tão agarrado que está no dinheiro que não levará com ele para o "outro lado". A vida não é só feita de sacrifícios, é preciso apreciá-la ao seu justo valor e saber largar de vez em quando os cordões à bolsa. Gosto de poupar alguns para depois ter o prazer de gastá-lo em coisas que aprecio. Poupa-se dum lado mas para ter proveito do outro, é a minha maneira de ver.

    Beijinhos

    Verdinha

    André, se for o teu teclado que está avariado, tens que pensar em...gastar uns tostões e comprar outro. Agora até há sem fios !
    E se o problema for como já me aconteceu a mim uma vez por causa de ter carregado numa tecla errada, então fazes o REINICIAR e voltará como dantes.
    Este "serviço de apoio bloguista" vai te custar.....em euros...........
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    UM BEIJINHO PARA A VERDINHA

     
  • Às 10 de março de 2010 às 19:35 , Anonymous Paixão Lima disse...

    É verdaden João, o que diz. Subscrevo-o inteiramente. Ser pobre é uma questão de espírito, isto é, da falta dele. Aquele que é rico de espírito, nunca é pobre, mesmo que tenha sempre os bolsos vazios.
    Deus nos livre, isso sim, é dos «pobres de espírito». Mas os «pobres de espírito», também têm o seu lado «bom». Segundo as «Sagradas Escrituras»,... «bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus».

     
  • Às 10 de março de 2010 às 21:33 , Anonymous Paixão Lima disse...

    A Bichinhodeconta fez um comentário curioso e com interesse. Mas espírito tinha o Papá da Bichinho. Espalhava pequenas oferendas (rebuçados, moedas...), aqui e ali, para quem tivesse a sorte de encontrar. Era uma espécie de caça ao tesouro e um estúmulo, uma motivação, ao trabalho doméstico. Com tão pouco espalhava alegria e espírito competitivo aos «carochinhos».
    O amor de Pai manifesta-se, por vezes, com originalidade e espírito desportivo.
    Abreijos = abraços + beijos?!

     
  • Às 10 de março de 2010 às 22:07 , Anonymous Paixão Lima disse...

    É verdade, Verdinha! O Paixãozinho bebé era giro. Naquele tempo eu era um reizinho e contentava-me com pouco.
    Mamã eu quero!
    Mamã eu quero mamar!
    Dá a chupeta! Dá a chupeta
    Para o bebé não chorar
    (Cármen Miranda)
    Mas era um desavergonhado. Não escondi nada. Estava tudo à mostra.
    Segundo o André Moa eu era um pequeno Buda (ehhhhhhhhh) bons tempos!
    Um beijinho muito esverdeado para a Verdinha.

     
  • Às 10 de março de 2010 às 23:37 , Blogger Andre Moa disse...

    «Pobres dos pobres são pobrezinhoa...» Guerra Junqueiro.
    «Ai de vós os ricos...!» Evangelhos.
    Boa e profunda troca de impressões. Gostei e mais não digo do que concluir com as duas citações que acabo de fazer.
    Parabéns a todos.
    Cara Verdinha, foi o que fiz. Comprei outro teclado e outro rato igualmente sem fios. Só que não consegui ainda instalá-lo. Estou a escrever este comentário no portátil. Vou deixar as pilhas do rato a carregar toda a noite, pode ser que amanhã esteja tudo funcional. A ver vamos.
    Abreijos
    André Moa

     
  • Às 11 de março de 2010 às 10:11 , Blogger Laura disse...

    Bem, não se pode chamar-lhe a encarnação do Buda
    mas podemos continuar as risadas do resteas e, ouso dizer que o nino paixão, já antevia o kama sutra é o que é!... Isso é lá figura de respeito? botem-lhe mais una belos anos em cima, e vá lá!... Bem se viu que não estudaste a Biblia que tenho no resteas, nem aprendeste musica pelas pautas que lá deixei.


    Bom, o teu amigo, ah, até fiquei em pele de galinha, logo, o termo correcto é, arrepiada. Conheço gente assim, e sabes que mais? lamento por eles

    Lamento pelas almas
    que vêm viver a vida
    e não a vivem
    nem deixam viver
    nem ajudam a viver.

    Vivem tão somente
    para a sovinice
    a ansia avara
    de tudo querer ter
    sem saber viver.

    Sem abrir mão da compaixão
    sem abrir o coração
    sem estender a mão
    ou nutrir qualquer afeição
    mesmo pelos filhos

    Que ficavam caros cumó caraças
    que lhes traziam tantas desgraças
    tantas as notas que lhe gastaram
    ah, pobre filhos
    de um rico homem.

    Deixemo-lo continuar
    a contar os seus tostões
    a recoser os botões
    não vão eles caír no chão
    e ficar como o sapateiro pobre
    a tocar rabecão!

    Beijinhos Moa, Paixão, a Soledade manda abraço apertadinho,s audoso, escreveu no resteas em verso, a malandra acompanhando-te nas estrofes..
    Paixão,a quele abraço apertadinho ao pequeno Buda, ahhh não vás começar a ver maldade ahhhhhhh...laura

     
  • Às 11 de março de 2010 às 11:14 , Anonymous Anónimo disse...

    Paixão Lima, irmão

    Como foste capaz de nos gastares a paciência com este texto, escrito num silabar pesado e longo, sobre o teu infeliz amigo Felício? Só te perdoo atendendo aos belos textos, profundos e criativos, com aquela qualidade a que nos habituaste, que eu leio e releio com prazer. Pois é. No melhor pano cai a nódoa.Estás absolvido, irmão.

    " Ah, como é bom um pobre dar esmola "

    Florbela Espanca

    " Quem julga só seu o que tem,
    Que, por empréstimo, guarda
    Para o deixar na morte,
    Não tardará a saber
    Que não tem nada e ninguém. "

    Ernesto Leandro

    Aquele abraço de muita amizade, irmão.

    Ernesto Leandro

     
  • Às 11 de março de 2010 às 14:12 , Blogger Paixão Lima disse...

    Querida Laurinha,
    A reencarnação no mini-buda e a sua glorificação! A criança sem a razão e com a inocência, é a obra-prima de Deus. Com o decorrer do espaço e do tempo, transfigurei-me no António, o santo de pés de barro. É o preço que temos de pagar pela
    emancipação das ideias e pela pratica do livre-arbítrio. Fui despromovido.
    Agradeço a poesia a preceito,
    feita por uma poeta com jeito e,
    Jeitosa! ehhhhhhhhhhhhhhhhhh
    Como prémio, recebe um beijinho do Buda.

     
  • Às 11 de março de 2010 às 15:08 , Blogger Paixão Lima disse...

    O meu caro Irmão Ernesto renasceu, não das cinzas, mas do nevoeiro onde, por timidez, se escondia, tal como El-Rei D. Sebastião.
    Tal como o outro, a coroa que lhe cinge a fronte, não sendo uma coroa de rei, é uma coroa de talento, o dom que os deuses lhe concederam e que ele, com soberana indiferença, desperdiça a seu belo prazer. É um sinal da sua superioridade. Os homens grandes são assim, até no desperdício.
    Com o teu comentário, colocas-me nos cornos da Lua, salvo seja. Partindo do princípio, claro está, que alguém andou a cornear a Lua, que tão boa mulher era.
    Os teus elogios são imerecidos, mas eu perdoo-te a inverdade porque os nossos amigos são sempre perfeitos e melhores.
    A tua poesia, pequena mas sábia, encerra um pensamento profundo e filosófico e uma verdade dogmática.
    «... Não tardará a saber
    Que não tem nada e ninguém.»

    Um obrigado sentido,
    Do teu Irmão António.

     
  • Às 11 de março de 2010 às 17:23 , Blogger Laura disse...

    Paixão, ah, nem me envaideças, é que além de Poetisa a preceito me achas também jeitosa, vá lá, dois elogios são melhor que nenhum, mas, ainda só me viste em foto e, daqui nada vamos conhecer-nos, depois mudas de opinião, ou pra melhor ou pra pior...
    Certo que o Moa já deve ter feito o meu retrato, como era! ah, deixa ver, pelo que tens visto nos meus posts...uma desgraça de gente...uma maluca de riso, pouco atinada e sem juizo, mas, nem me penitencio,adoro ser como sou...
    Beijinho e abraço apertadinho da laura

     
  • Às 11 de março de 2010 às 19:24 , Blogger Paixão Lima disse...

    Estás enganada, Laurinha!
    Conheço-te bem porque te conheço por dentro. O nosso corpo é apenas o invólucro que encerra e preserva o nosso espírito. O
    corpo morre, mas o espírito é imortal. O corpo é importante, mas não vamos exagerar.
    O espírito é o sumo da laranja. Esta pode ser sumarenta, com muito sumo, e pode sofrer do aspecto que continua a ser uma boa laranja. Não é o teu caso. És uma laranja com bom aspecto e com muito e saboroso sumo. Não tens razão para teres complexos.
    Mais que uma bonita laranja, és uma grande «pêssega». Os meus parabéns!
    Com admiração,
    Recebe um beijão,
    Do António Paixão,
    Do ciclo Paixão,
    Que pela Laurinha,
    Tem muita consideração,
    Ão...ão...ão...ão...ão...ão!
    EHHHHHHHHHHHHHHH!!!!

     
  • Às 11 de março de 2010 às 19:47 , Blogger Laura disse...

    Paixão

    rapaz que toca violão
    e que tem dentro de si
    a eterna paixão
    encostada ao coração.

    Sentes que me conheces
    no meio da multidão
    e o quanto me enterneces
    com a tua opinião.

    É que sou apenas
    uma mulher pouco vivida
    que tem levado a vida
    na sua forma sofrida.

    Mas uma mulher que luta
    e que acredita
    que ainda há-de ser feliz
    levando a vida de vencida.

    Porque o amanhã a Deus pertence
    e a cada um a sua crença
    mais o desejo de que aconteça
    o amor que me estremeça!...

    E tudo o resto é treta, são tretas e mais tretas...
    Um abraço da laura
    escrito a ouvir fados da Ana Moura..

     
  • Às 17 de março de 2010 às 17:12 , Blogger Bichodeconta disse...

    E eu a pensar que tinhamos aqui o nosso amigo Moa a fazer um strip , desiludida ehehhe, fico no entanto encantada com os versos e com a paisagem..Abreijos, Ell

     

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Que cantan los poetas andaluces de ahora...