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sábado, 10 de abril de 2010

CICLO EMOÇÃO

Capela românica do Sabroso-Barcos
-Tabuaço. Foto Osvaldo ribeiro

RENASCER

Desde que me conheço,
Rejeitei sempre a mordaça;
Eu nunca fui quem pareço
Nem sou igual a quem passa!
Sou pobre por opção,
Sou pecador por acção
E um santo como os demais;
Refugo de ricos crónicos,
Estou no rol dos anacrónicos
Com anátema de anormais...
Sou refrigério de quem sofre,
Poeta da minha estrofe,
Sou a Bíblia dum ascético,
Um paladino do ético!
Eu já não desejo nada;
Caminho na minha estrada
Feita pelas próprias mãos;
Já não sinto a bofetada
Que a cara está macerada
De tanto roçar nos chãos...
O cedo para mim foi tarde
Por dele tanto esperar,
Sou labareda que arde
E que nada faz queimar;
Sou lobo, ainda que cordeiro,
Procurando um feiticeiro
Que me prediga o futuro;
Estou certo que vai dizer
Que são horas de eu morrer,
Que o meu futuro é escuro;
Eu já me esqueci de mim
E dos demais, outrossim!
Sou fantasma duma vida
Que não fez a despedida.
E fantasma está calado
A ver os outros viver.
Vem, amor, para o meu lado
E ajuda-me a renascer!

Ernesto Leandro

5 Comentários:

  • Às 11 de abril de 2010 às 08:53 , Blogger Laura disse...

    Caramba, que belissimo dizer, que sensibilidade e verdade, de uma ponta á outra só se lê que a vida foi para o Ernesto, um verdadeiro lugar onde houve de tudo um pouco!
    Um Poema para figurar nos anais da Literatura!
    Um belissímo poema de Domingo!
    Beijinho da laura

     
  • Às 11 de abril de 2010 às 10:02 , Anonymous DAD disse...

    Belíssimo poema de um grande poeta!
    Parabéns Amigo por mais uma lindíssima poesia.

    Beijinho,

     
  • Às 11 de abril de 2010 às 10:36 , Blogger Maria disse...

    Caro Ernesto
    Apesar da superioridade da sua poesia, de que gostei muito, lembrei-me de uma coisinha que fiz em tempos e atrevo-me a mandar-lha.
    Aqui vai, com um beijo da
    Maria

    Vida

    O dia em que eu nasci,
    Era Inverno, estava frio.
    Vinha uma aragem do rio,
    Com ilusões me cobri.
    Vivi sempre de ilusões.
    De sonhos, de inspirações,
    De poesia e de amor.
    Cresci sempre sonhadora,
    Fui santa, fui pecadora,
    Senti alegria e dor.
    Pelo caminho deixei
    O rasto do que sonhei,
    As ilusões que senti.
    Agora chegando ao fim
    Olho p’ra trás sem tristeza.
    E só vejo nessa estrada
    Uma mão cheia de nada
    Outra cheia de certeza.
    Porque vivi como quis
    E não me sinto infeliz,
    Mas sinto alguma saudade
    Dos caminhos que tracei,
    E que um dia deixei
    Em busca da felicidade.

    Maria 2010

     
  • Às 12 de abril de 2010 às 08:12 , Blogger Osvaldo disse...

    Caro Ernesto;

    Mais um belo poema, daqueles que temos vontade de reler e passar o dia a lembrá-lo. É como certas canções, que escutamos uma vez e, "volta, meia-volta" estamos com ela na cabeça!...

    Gostei imenso, mas confesso que fiquei com a impressão de já o ter lido em qualquer parte. Num livro de poemas do Ernesto ou provávelmente no extinto "Tabuaço Informação", em que, assim como o Moa, éramos colaboradores.

    Uma vez mais, caro Ernesto Leandro, obrigado por nos brindar com o que de mais belo a poesia nos pode oferecer, que é a força dos sentimentos exprimidos pelo autor.
    Um grande abraço,amigo Ernesto.
    Osvaldo

     
  • Às 12 de abril de 2010 às 11:27 , Anonymous Anónimo disse...

    Para a Laura, Dad, Maria e Osvaldo. Apraz-me registar a vossa extraordinária sensibilidade poética, expressa nos comentários ao meu poema, e que só pecam por excesso. (Maria, o seu poema é belíssimo. Envie mais, muitos mais),

    Abreijos do vosso grande amigo, Ernesto

    Ernesto Leandro

     

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