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domingo, 18 de abril de 2010

CICLO EMOÇÃO



CRENÇA NA UTOPIA

Daria toda a minha riqueza,
Se a tivesse,
Numa dissipação nunca vista!
Fá-lo-ia com toda a inteireza
E, se pudesse,
Seria de todo o indigente o avalista...
Dá Deus as nozes, é verdade...
Mas a minha nogueira não cresceu!
Só me cresce toda a infelicidade
Do poeta inato, inapto como eu...
A sentir saudades do que nunca possuiu,
A criar amor sem ninguém para o dar,
A sonhar os sonhos de quem não dormiu,
A pedir ao pobre para se não calar.
A viver em noites envergonhadas dos dias,
A morrer, chorando contigo, meu irmão,
A preencher o nada de vidas vazias,
A multiplicar o que divido em profusão!
A somar aos pobres o que lhes subtraem,
A consolar os que nada têm, que roubados,
A ser ladrão do ladrão dos desgraçados,
A verberar, pois, contra os que os traem!

Juro!
Os meus versos rasgaria,
Os poetas renegaria,
Às minhas mãos morreria
Se visse modificado
O Universo:
O homem gregarizado,
Irmanado,
E não disperso...

Então, gritaria como nunca ouvistes:
"Ecce Dei" - "Mea Culpa" - afinal, existes!

Ernesto Leandro

11 Comentários:

  • Às 18 de abril de 2010 às 21:35 , Anonymous DAD disse...

    Como sempre, um grande poema! Muito lindo!

    Beijinhos!

     
  • Às 18 de abril de 2010 às 22:34 , Blogger Laura disse...

    Atascou-se-me a voz
    na grandeza das palavras do Poeta
    embriaguei-me na ventura de ler
    a escrita que tão raramente encontro!

    Estou feliz pela leitura
    pelo momento aqui captado
    pela surpresa em mim estampada
    ou seja, fiquei embriagada
    deliciada com esta filosofia de vida
    tão parecida com a minha!...

    Parabéns ao Ernesto Leandro

    Um abraço apertadinho da laura

     
  • Às 19 de abril de 2010 às 15:00 , Blogger Maria disse...

    Ter fé? Em quê, meu amigo?
    Em Deus já tive e perdi
    Depois cri na Natureza
    Nos homens achei grandeza
    De os conhecer desisti
    Acreditar não consigo
    Em nada nem em ninguém.
    E queria acreditar
    Talvez fosse mais feliz
    Alguma coisa me diz
    Que acreditar é um bem
    Que ajuda a vida a levar.
    Nenhuma religião
    Me convence ou me domina
    Só mesmo na Natureza
    Encontro alguma pureza
    Gostava de ser menina
    Vendo o mundo lindo e são.
    Às vezes penso se a fé
    Será boa ou será má
    Se ela me ajudará
    A ver a vida diferente
    A voltar a ver a gente
    Sem defeitos, como é
    Sem mágoas e desenganos
    O mundo cheio de flores
    Eternos nossos amores
    Felizes anos e anos
    Ai como queria ter fé!
    Assim descrente que sou
    Para mim só é verdade
    A palavra mais bonita
    Só nela creio, acredita,
    É a palavra Amizade
    A um amigo tudo dou!

    Ao Ernesto com a Amizade da
    Maria

     
  • Às 19 de abril de 2010 às 19:35 , Blogger Paixão Lima disse...

    Cá estou eu, minha gente boa. Cheguei atrasado pelas cinzas do vulcão. Mas venho a tempo de comentar. É certo que estou a seguir por via de sentido proibido. Mas nada de mal pode acontecer-me. Quando muito pagar a multa.
    A utopia é coisa linda. A sociedade da utopia, não se conhecendo, é a sociedade que se deseja. É o D.Quixote a investir contra moinhos de vento. É o D. Sebastião que surge do nevoeiro.
    Parabéns ao Amigo Ernesto pela seu lindo poema

     
  • Às 19 de abril de 2010 às 20:39 , Blogger Laura disse...

    Todos temos dor para carpir
    e todos temos de á vida
    sorrir
    é certo que há dores e dores
    desenganos, é cada um
    patifarias de uns e outros
    sacanices e brejeirices
    mal todos fazem
    até sem querer
    mas quando a vida magoa
    e a dor nos atraiçoa
    voltamo-nos para o Alto
    é de lá que vem a calma
    e eu liberto minha alma
    dos aguilhões da dor
    perdoem-me os que não me acreditam
    mas eu sou real e verdadeira
    sofro e choro como vós
    faço da vida por vezes
    uma pasmaceira
    mas acreditem quando digo
    que a dor quando me calha
    só a tiro
    ajoelhando perante ELE
    e pedindo humildemente
    para fastar de mim
    aquela dor tão grande
    somente!...

    Não me queixo do que já passei
    nem me queixo do que lá vem
    a vida é mesmo assim
    trata-nos com desdém
    tanto a ti como a mim...

    Optei por entender
    já que passava a vida a sofrer
    que o que temos é para ter
    e o que ainda lá vem
    mais vale nem saber...

    Beijinhos, saiu assim...laura

     
  • Às 19 de abril de 2010 às 22:13 , Blogger Andre Moa disse...

    Maria, ter fé em quê!?
    Só na vida, já se vê.
    Não por crença, não por fé,
    mas por apego à certeza
    que nos vem da natureza,
    sem ópio nem rapapé.

    Querer ter fé quando se perde
    é querer matar a sede
    com o que já vomitámos;
    voltar a beber venenos
    que bebemos em pequenos,
    de que já nos libertámos.

    Querer voltar à fé perdida
    é querer ver noiva vestida
    em vida com o véu da morte;
    sacudir dos nossos ombros
    a poeira dos escombros;
    o mal que nos coube em sorte.

    P'ra rezar salve-rainhas,
    p'ra desfiar ladainhas
    sem tino, sem tom nem som?
    Vale de lágrimas, Maria,
    em vez da santa alegria
    de sentirmos o que é bom?

    Nos homens também não creio.
    Causam-me um certo receio.
    Quem me merece atenção,
    em quem creio, se preferes,
    é em ti, é nas mulheres
    que me enchem o coração.

    Como querer um mundo são,
    se este mundo é um mundo cão,
    mundo criado por d(EU)s?
    Estás a ver o puro engano?
    Religiões? Um catano!
    Enganos? Prefiro os meus.

    Maria, não há receitas.
    Há que aguentar as maleitas
    que a natureza nos der.
    Firmes que nem uma rocha.
    Também eu ando à brocha.
    Vamos, coragem, mulher!

    Se eu amo a vida, Maria!
    Ser eterno, que alegria!
    Mas a vida tem um fim.
    Culpa de deus, do diabo,
    quando ela chega às do cabo?
    Maria, a vida é assim!

    Se a fé tivesse o condão
    de acabar com a podridão,
    já te compreenderia.
    Ver um mundo lindo e são
    Não será pura ilusão?
    Eu penso que sim, Maria.

    A palavra, o sentimento
    que nos pode dar alento
    é sem dúvida a amizade.
    Que bom sofrer e sorrir,
    Que bom viver e carpir,
    sentir, viver em verdade!

    Abreijos
    André Moa

     
  • Às 19 de abril de 2010 às 22:16 , Blogger Je Vois la Vie en Vert disse...

    Devo sofrer de miopia
    Porque vivo numa utopia
    Nela descobri a filantropia
    E afastei-me da misantropia

    Beijinhos ao Ernesto Leandro e ao Moa

    Verdinha

     
  • Às 20 de abril de 2010 às 08:05 , Blogger Bichodeconta disse...

    Meus amigos isto aqui está a melhorar a olhos vistos..Grande grupo..Moa meu querido estou emocionada mais uma vez!A fuerza que vien de ti mon amie .. Depois esse versejar a dois,fazendo o trocadilho entre as tuas palavras e as da Maria, a nossa Maria que escreve deliciosamente!E fica o meu abraço extensivel a todos..A utopia é uma arma. Abreijos, Ell

    Gostei da proposta do Lima Paixão(esta palavra paixão, gravada dentro do peito!)Fica muito bem, história do rabo com o gato de fora eheheh

     
  • Às 20 de abril de 2010 às 13:55 , Blogger Paixão Lima disse...

    A Bichedeconta, apareceu novamente, o que muito me alegra.Já tinha perguntado por si de tão preocupado que estava. Mas se voltou, é porque tudo está na normalidade. Ainda bem para todos nós.
    Vou dar-lhe cinco opções de tratamento. A minha Amiga, optará pelo nome que mais lhe convier.
    Sou, de nome António Adriano Seixas Paixão Lima. Tenho nome fidalgo,mas não sou fidalgo.
    A opção é sua. É só escolher.
    Um beijinho grande, ou por outra, um grande abreijo

     
  • Às 20 de abril de 2010 às 18:41 , Blogger Maria disse...

    André
    Isto foi um bocado feito em cima do joelho. Amanhã vou a Tomar e tive coisas para fazer.

    Ter fé em quê? Perguntaste
    E eu fiquei a cismar.
    Alguma vez tu rezaste
    O padre –nosso a chorar?

    Eu rezei com minha mãe
    E acreditava na altura
    Que Deus, o Supremo Bem
    Não era uma criatura.

    Depois meu pai perguntou
    Com toda a sua descrença
    Se foi Deus quem nos criou
    Se inventamos nós a crença.

    Desde aí fiquei incerta
    De quem tinha ou não razão
    Com os anos, mais desperta
    O pai ganhou a questão.

    O homem para viver
    Precisa de ter alguém
    Para culpar e agradecer
    Todo o mal e todo o bem

    Por isso não sinto mágoa
    Sinto a falta de meu pai
    E é com os olhos em água
    Que te conto o que aqui vai.

    Porque sei que ele morreu
    Só tu me dás agora
    Aquilo que ele me deu
    A vida vive-se na hora

    E é tão belo viver
    Viver um dia, outro dia
    Vivê-la enquanto puder
    É o que faz a Maria.

    Beijinho grande
    Maria

     
  • Às 20 de abril de 2010 às 21:17 , Blogger Bichodeconta disse...

    É uma injustiça, se é! Escrevi, escrevi e agora desapareceu tudo..Paixão, assim será o nome por que o contactarei..Paixão é uma palavra linda.. Onde anda o Moa amigo que não dá sinal de si..Não ando muito bem mas há coisas que não vou falar na net pelas razões óbvias .Queria espreitar a janela da cusquice que se adentra pela noite, mas eu sou pior que bébé, adormeço cedo, coisa de cota! Espero que no próximo almoço nos possamos conhecer e trocar um abraço, claro..Abreijos, Ell

     

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