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terça-feira, 4 de maio de 2010

CICLO EMOÇÃO

RINCÃO NATAL

TABUAÇO!
Magia de divinais belezas,
Contrastantes matizes,
Panóplia de naturas surpresas!
Mas ultrajaram-te, minha Terra,
Por paradoxos infelizes...
Já não bastava a estrada
Há muito sonegada!
Adjacente
Ao afluente
Távora,
Cromossomicamente duriense,
Administrativamente presa
À distante Beira-Alta!
Denegação ao autóctone tabuacense
Dum direito que lhe pertence
Esbulhando-lhe os rios em que se mira...
Serei do Alto-Douro, pese a todos;
Não me revejo nas " Terras do Demo";
Gritarei alto, com coragem a rodos:
Decisão arbitrária eu não a temo.
Conterrâneo, amigo, meu irmão:
Levantemos os olhos para o Marão
E viremos as costas ao granito!
Quem decidiu não nos quis ouvir;
Vamos ainda a tempo de exigir
Que queremos ser autênticos e não mito!
Nossa Terra, de meus irmãos, minha:
Tua aura em nós cresce, não definha,
Que às origens, um dia, voltaremos
Cheirando o húmus que em criança pisei,
Nele semeando um mundo que eu sonhei
Que, agora adultos já não reconhecemos...
Lembro, com saudade, o "Lago" da minha infância:
Ao fundo, Tabuaço, nas narinas a fragrância
Duma natureza que levei ao mundo inteiro!
O Calvário, S. Vicente, S. Plácido, Penedo, Pedregal,
"Estrada do Fradinho", belo-horrível medonho, natural,
O jardim de minha casa onde eu tinha um canteiro...
Minha Terra: São teus todos os versos que escrever;
Em troca, só peço um pedaço de terra escondido
No cemitério onde dorme cada amigo já vivido,
Quando, para sempre, eu decidir adormecer!

Ernesto Leandro

7 Comentários:

  • Às 5 de maio de 2010 às 06:54 , Blogger Osvaldo disse...

    Caro Amigo Ernesto;

    Este será certamente o poema, maravilhoso poema, que mais tocará no coração dos tabuacenses.
    Forte de sentimentos, terno de saudades, profundo de reconhecimento à terra, esta jóia de literatura que escreveste como Ode a Tabuaço, mereceria certamente da parte dos autarcas tabuacenses uma reflexão para a recuperação do Lago tornando-o de novo um lugar público e aprazivel onde a população pudesse-se alongar em doces "promenades" e os estudantes voltassem a sonhar como sonham no Penedo da Saudade.
    E no meio desse jardim, em meio a Cedros e Eucalíptos, uma lápide em mármore ou bronze com este teu belo poema que seria uma das mais belas homenagens que o povo tabuacense dedicaria à terra e a tantos poetas nascidos do seu ventre.

    Grande abraço, amigo Ernesto.
    Osvaldo

     
  • Às 5 de maio de 2010 às 16:05 , Blogger Laura disse...

    Homem da terra
    homem do mundo
    levando em si
    aquele amor profundo!

    A terra mãe chama pelos seus filhos a todo o instante, e o coração enamorado do poeta, responde-lhe que é dela o seu amor é dela o calor que dele emana... Porque não há amor igual... Todo homem sonha em voltar á terra onde nasceu, aprendeu os primeiros passos, as primeiras letras e onde o amor aconteceu...

    Aquele abraço apertadinho da, laura

     
  • Às 5 de maio de 2010 às 19:06 , Blogger Kim disse...

    Quando se decide adormecer num escondido pedaço de terra "onde já fui muito feliz", podem então os querubins ribombar as trompetas, porque ali repousa um génio!
    Abraço

     
  • Às 6 de maio de 2010 às 11:23 , Anonymous DAD disse...

    Ernesto! Lindíssimo o teu poema!
    Beijinho grande,

     
  • Às 6 de maio de 2010 às 19:32 , Blogger Andre Moa disse...

    Depois desta ode cheia de beleza e saudade pelo rincão natal, onde, no bom dizer do
    Kim, "ali repousa um génio", que as trompetas deixem de ribombar, que os querubins se vão deitar, pois que soou a hora de deixar o céu e regressar à terra, à vida, ao ram-ram da vida.
    Abreijos
    André Moa

     
  • Às 7 de maio de 2010 às 22:57 , Blogger Bichodeconta disse...

    Mas isto por aqui meu amigo anda a um ritmo que eu que sou Alentejana nã consigo acompanhar ehehe. Eles versejam e bem. Eles conversam na janela ou no postigo a deshoras, enquanto eu adormeço ou conto carneirinhos.. Esse Douro que nos encanta é tão mal tratado como tudo neste País que é o nosso. Á tarde ouvi falar de uma extensão enorme de vinha da região demarcada dos vinhos do Porto que a ser verdade ficará submersa aquando da feutura da Barragem anunciada para aquele lugar..Crime, é isso, é um crime tirar as pessoas dos seus lugares de nascença, retirar-lhes as terras seus sustento. E crime é também em nome do progresso destruirem aquela paisagem deliciosa.. Desculpa, possivelmente até será bem recebida a barragem para algumas pessoas, mas numa altura em que estamos mendigando como País e como Povo, esta avalanche de construções versos destruições não podem deixar de nos incomodar a todos assim como os valores que se apregoam para gastar.Este País não tem mais por onde ir abaixo. Tenho medo.. Abreijos, Ell

     
  • Às 7 de maio de 2010 às 22:59 , Blogger Bichodeconta disse...

    feitura , quiçá mais uns erros pelos quais peço desculpa..A piquena é mesmo uma iletrada.. Abreijos..Ell

     

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